quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tribunal de Cristo, Galardão e Bodas do Cordeiro



 “...Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo". Romanos 14:10b

O que é o Tribunal de Cristo? É o Bema, do grego (Bématos tou Christou) Côrte para retribuição que, será inaugurada após o arrebatamento e tendo Cristo por presidente, que se ocupará do julgamento dos santos quanto ao serviço prestado ao Reino:

'Nos jogos gregos de Atenas, a velha arena tinha uma plataforma elevada na qual se assentava o presidente ou juiz da arena. De lá ele recompensava todos os competidores; e todos os vencedores.Era chamado ''bema' ou ''assento de recompensa''. Nunca foi usado em referência a um assento judicial. Desse modo, associa-se a essa palavra a ideia de proeminência,dignidade, autoridade, honra e recompensa, e não a idéia de justiça e julgamento.

No tribunal de Cristo serão julgadas as nossas obras, e receberemos galardões, recompensas, “porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho com amor que para com seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos, e ainda servis” Hebreus 6.10.

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” 1ª Coríntios 3:10-15

Nós poderemos fazer nossa obra como sendo de “ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha” e a nossa obra no tribunal de Cristo irá passar pelo fogo, “e o fogo provará qual seja a obra de cada um”;  isto traduz que aquilo que fizermos para Deus e para o próximo, com segundas intenções, sofrerá detrimento, porque é madeira, feno ou palha; mas aquilo que fizermos para Deus e para o próximo de coração, será ouro, prata ou pedras preciosas, e receberemos galardões, porque permanecera.

Consideremos o caráter deste tribunal. Em primeiro lugar não nos esqueçamos de que no tribunal de Cristo só irão participar os crentes que foram arrebatados, portanto não tem finalidade de condenar ou punir, pois todos quantos estiverem ali são salvos e irão morar na glória.

Aquele crente que foi salvo por ter aceitado a Cristo e permanecido na fé, mas não trabalhou, não se esforçou, nada fez para o empreendimento da obra do Senhor, não terá recompensa, ou galardão. O caráter deste tribunal é galardoador, porém sua base são nossas obras ou serviços prestados para Deus aqui na terra.

A Ocasião do Tribunal:

Esse acontecimento ocorre logo após a translação da igreja para fora da esfera terrestre.

O Tribunal de Cristo deve acontecer na esfera das regiões celestes. De acordo com (1 Ts 4.17)''depois,nós os vivos, os que ficarmos seremos arrebatados juntamente com eles entre nuvens para o encontro do Senhor nos ares e assim estaremos para sempre com o Senhor''.

O Galardão que o Cristão receberá:

Há ensinamentos bíblicos que, às vezes, passam despercebidos pelos cristãos. Um exemplo é a doutrina das coroas ou galardão ou recompensas que receberemos da parte de Deus.

“Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão.” Marcos 9:41

“Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.” Mateus 10:41

“E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Apocalipse 22:12

 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” 2ª Coríntios 5:10

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.” Colossenses 3: 23-25

 “E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.” Gálatas 6:9

“Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.” Mateus 16:27

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mateus 5:11-12

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” 1ª Corintios 15:58

 “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3:14

Os jogos olimpicos e o contexto das coroas

A importância de se conhecer a Grécia da Antiguidade (que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C.) é que a herança de sua cultura atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas ideias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas.

De tempos em tempos, as civilizações que surgiram após os gregos - inclusive a nossa - voltam seus olhos para essa cultura tão antiga, chegando mesmo a retomar alguns de seus costumes. Assim aconteceu, por exemplo, com os Jogos Olímpicos. Essa atividade ganhou importância no mundo ocidental na primeira metade do século 20, como uma forma de celebrar pacificamente a rivalidade entre os países que se confrontaram em duas Guerras Mundiais. Na verdade, as Olimpíadas foram reinventadas no final do século 19, ou seja, mais de 2.000 anos depois de terem sido extintas.

Os vencedores voltavam às suas cidades com uma coroa de folhas de oliveira e um imenso prestígio.


  • Stéfanos é a palavra grega traduzida por coroa, sua referência no N.T. está relacionada à coroa conquistada por um atleta ou por um general, os quais após realizarem suas conquistas, recebiam como prêmio de seus feitos. É importante ressaltar que, muitas vezes, inúmeros leitores do N.T. são tentados a relacionarem a coroa citada como sendo aquele símbolo real de poder, a qual nós conhecemos como coroa de rei.
  • Diadema adorno de metal ou estofo, ricamente decorado, que os reis e as rainhas portavam sobre a cabeça.

As coroas que a Bíblia identifica a serem recebidas pelos fieis que terão suas obras aprovadas no tribunal de Cristo.


O N.T. cita cinco tipos de coroas relacionadas a cinco atividades cristãs, as quais serão recebidas por crentes que fielmente as praticarem: 1º Coroa incorruptível – dada ao crente que até ao fim manter-se qualificado para a pregação do Evangelho de Cristo (1º Co. 9: 24-27); 2º Coroa da justiça – dada ao crente que amar (desejar, ansiar, valorizar) a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo (2º Tm. 4: 6-8); 3º Coroa da vida – dada ao crente que “suportar com perseverança a provação” (Tg. 1: 12); 4º Coroa da glória – dada ao presbítero que pastorear espontaneamente, de boa vontade, sendo modelo (1º Pe. 5: 1-4); 5º Coroa da alegria – dada ao crente que ganha almas (1º Ts. 2: 19, 20). 

As coroas podem ser pedidas, “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap. 3: 11).

A coroa da vida (Ap 2:10; Tg 1: 12). A coroa da vida está reservada e será conquistada pelos cristãos que foram provados e aprovados na vida cristã.

A coroa da justiça (2ª Tm 4: 8) A coroa da justiça é para os que amam a segunda vinda de Jesus. Ela manifesta uma das mais sublimes doutrinas dos atributos morais de Deus, que é a justiça.

A coroa de glória (1ª Pe 5: 4). A coroa de glória é para os que apascentam o rebanho de Deus. Ela está preparada para os pastores e mestres.

A coroa incorruptível (1ª Co 9: 25) A coroa incorruptível é exclusivamente para aqueles que obtiverem vitória sobre o velho homem. (a velha natureza).

A coroa da alegria (1ª Ts 2: 19,20; Fl 4:1). A coroa de alegria é destinada a todos os cristãos que pregam o evangelho com o único objetivo de ganhar almas para o reino de Deus.

Receberemos essas coroas, depois que a igreja for arrebatada; depois das bodas do Cordeiro, então se dará a entrega das coroas ou dos galardões, que são recompensas por todos os trabalhos prestados ao Senhor,. Essas coroas são recompensas ganhas, por trabalhos prestados ao reino de Deus.

“E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre.” Amém. Apocalipse 1:6

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.” Apocalipse 3:21

“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai.”  Apocalipse 2:26-27

Graus de Recompensas e Graus de Castigo

Você já tinha pensado antes na lei (Doutrina) da Retribuição Divina?

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará". Galatas 6:7

“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” Hebreus 4:13

"Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo". Mateus 12:36

Por que atentamos pouco para essas coisas?

Graus de Recompensa ou de Glória:

Os cristãos fiéis receberão galardões, conforme já foi explicado biblicamente a cima.

Já os cristãos menos fiéis não serão condenados, mas receberão poucos galardões, ou nenhum:
(Mt 5.19; 2 Co 5.10)

Graus de Castigo:

È importante este estudo, para que entendamos que os salvos vencedores, terão graus de glória de recompensa, mais para os perdidos aqueles que não forem para os céus, para estes haverá graus de castigo vejamos:

“Virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e SEPARÁ-LO-Á, e lhe dará a sua parte COM OS INFIÉIS”(Lc 12.46).

“E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com MUITOS AÇOITES” (Lc 12.47).

“Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com POUCOS AÇOITES será castigado...” (Lc 12.48).

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso, SOFREREIS MAIS RIGOROSO JUÍZO” (Mt 23.14).

“De quanto MAIOR CASTIGO cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” (Hb 10.29).

Os graus de castigo são baseados sobre a quantia de luz recebida e sobre as obras da pessoa:

“Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós.” Mateus 11:21-22

E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” Lucas 12:47-48

Bodas do Cordeiro

“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” Apocalipse 19:7

Compare com Mateus 22: 1 -10

Então será realizada a grande festa das bodas do Cordeiro, que contará com a presença da igreja e dos santos do Velho Testamento e todos os seres celestiais. A igreja, como a esposa, será retumbante em memória do triunfo eterno do Cordeiro (Ap 19: 17; Ap 5). Será uma festa sem igual.



Atenção! Não confundir o Tribunal de Cristo com o Trono Branco que é o do Juízo Final. Aguardem no próximo artigo.

Pr Rodrigo M. de Oliveira
Professor de Apocalipse e Escatologia Bíblica no ITQ

sábado, 18 de maio de 2013

Como devemos encarar a volta de Jesus?



 “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. Filipenses 3:20-21

Pergunta enviada:

“Como demos encarar a volta de Cristo? Falando sempre nisso, e vivendo em prol do reino? Mas eu fico pensando, se a gente as vezes estuda e trabalha em vão? Não sei se é coisa da minha cabeça, mas como nós devemos gastar nosso tempo e conciliar as coisas de Deus com as coisas seculares?

Resposta:

Este assunto também é explorado numa matéria teológica chamada "missão integral da igreja", nela estudamos,  que a missão integral da igreja é anunciar o evangelho todo ao homem, isto é, com vistas ao social também: (Tito 2: 7ao 14, Mateus 5:16, 1ª Timóteo 5:8, Gálatas 6:9-10, Mateus 23:23, Mateus 28:19,20), até que Cristo volte: 

"Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima." Tiago 5:7-8

Esse breve voltará tanto tem um aplicação perto (ou seja os apóstolos acreditavam que a volta de Jesus era para seu tempo), quanto uma aplicação distante para o tempo do cumprimento da profecia, ou seja para o tempo da volta de Cristo. A isto chamamos em escatologia bíblica de "lei da dupla referência".

Basta observarmos na bíblia a maneira como Deus vê o tempo: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." Hebreus 1:1-2

Veja que para Deus o tempo em que Jesus estava pregando inicia o tempo fim, mas como pode ser? alguém perguntaria, e a bíblia responde:

"Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." 2 Pedro 3:3-4

e

"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se." 2a. Pedro 3:8-9


A Bíblia apresenta o retorno de Cristo como uma grande motivação para agir, não como um motivo para parar de agir. Em 1 Coríntios 15, Paulo conclui seu ensino sobre o Arrebatamento dizendo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor” (versículo 58). Em 1 Tessalonicenses 5, Paulo conclui sua lição sobre a volta de Cristo com essas palavras: “Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios” (versículo 6). Devemos trabalhar enquanto podemos. “…a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4).

Os apóstolos serviram com a idéia de que Jesus poderia retornar enquanto ainda estavam vivos; e se eles tivessem resolvido parar de trabalhar para “esperar”? Eles não teriam trabalhado na Grande Comissão, e o Evangelho não teria sido proclamado. Os apóstolos entendiam que o retorno iminente de Cristo significava que eles deveriam se ocupar com o trabalho do Senhor. Eles viveram suas vidas ao máximo, como se todo dia fosse o seu último. Nós, como eles, devemos encarar todo dia com um presente e usá-lo para glorificar a Deus.

Tenho um falecido tio que era pastor e ele sempre dizia: “devemos trabalhar como se Jesus Cristo fosse voltar daqui 1000 anos e espera-lo como se ele fosse voltar agora.”

“E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” 1ª  Tessalonicenses 1:10

Pr Rodrigo Martins
Professor de escatologia Bíblica no ITQ Juiz de Fora MG

OBS. Leia aqui no blog o artigo: "Por que o fim do mundo fascina a humanidade?"

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Interpretação Cristocêntrica da Bíblia




Verdades Práticas:

  • Não é preciso ser um grande acadêmico ou um renomado pregador para compreender as Escrituras; a interpretação bíblica deve ser cristo-cêntrica.

  • Só estaremos lendo a Bíblia corretamente se estivermos vendo Jesus Cristo em suas páginas. (Exemplo 1ª Samuel 17 Davi e Golias)


Contextualizando:

Normalmente, nas pregações sempre ouvimos que somos Davi, e que temos que derrotar nosso gigantes, que são nosso problemas de qualquer ordem e  natureza. Isso está correto no quesito Aplicação, mas não o é no quesito interpretação, pois a historia narrada na Bíblia não é sobre mim ou você, mas sobre Cristo e sua obra redentora por nós.

A questão doutrinária em Davi e Golias, é que Jesus Cristo é o nosso Davi, Golias logicamente, Satanás, o exercito, são os demônios. E Nós? Nós estamos representados naqueles israelitas com medo e incapazes de realizar a obra, por isso Cristo (nosso Davi) é quem derrota satanás (nosso Golias), tanto é assim que em Ezequiel Jesus é chamado de Davi, quando este relata, o estabelecimento do Reino Milenar de Cristo na Terra. (Ezequiel 37:24).

Há uma aplicação histórica, pois de fato aconteceu, Também há aplicação doutrinária, pois Davi representa Cristo e sua vitoria sobre satanás, e há aplicação espiritual, e é nela que poderemos ser Davi, ou a arma de Davi, como a pedra ou a atiradeira que ele usou, como sendo instrumentos na mão de Deus, ou ainda podemos descobrir que temos sido Golias atrapalhando o progresso do Reino de Deus na terra.

É para pensar não é?

Continuando, ao todo, existem 15 (quinze) Leis de Interpretação a Bíblia, hoje aprenderemos a lei da dupla referência, mantendo o foco de que toda interpretação da Bíblia deve ser cristocêntrica.

As profecias obedecem a lei da dupla referência, ou seja, têm duas ou mais aplicações, dois ou mais cumprimentos; daí o Termo: "Profecia de Duplo Cumprimento". Um figurado e Outro Literal, um próximo (perto) e outro demorado (distante).

Qualquer pessoa pode entender os acontecimentos importantes da profecia bíblica, se dedicar um pouco de seu tempo comparando texto com texto, evitando a tentação de espiritualizar qualquer coisa, que de inicio pareça complexa. 

Uma regra de ouro na interpretação bíblica:

"Quando o pleno entendimento da Escritura forma o sentido comum, não procure outro, mas tome cada palavra em seu principal significado literal, a menos que os fatos do contexto imediato indiquem claramente outro sentido. - Dr. David L. Cooper."

Como dissemos acima, na Bíblia geralmente as palavras possuem cumprimentos duplos ou triplos. Com os Salmos claro, não seria diferente.

Todo versículo tem pelo menos três aplicações e uma interpretação (cristocêntrica), e pode então ser aplicado de três maneiras, por exemplo:

1º) Histórica - Literal.
2º) Doutrinária - Moral.
3º) Profética ou Espiritual.

Veja, Oséias 11:1 diz: “Quando Israel era menino, Eu o amei; e do Egito Chamei o meu Filho”.

Literalmente o texto refere-se à saída de Israel do Egito.

Doutrinariamente e figuradamente mostra quando um pecador deixa o Egito(mundo) e torna-se filho de Deus.

Profeticamente se cumpriu em Jesus Cristo, como prova o evangelista Mateus (Mt 2:15).

“E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.”

Neste caso a terceira interpretação ficou como Profética e não espiritual.

Agora o episódio de Davi e Bete-seba por exemplo:

Tem aplicação Histórica, Doutrinária e Espiritual:

Pois historicamente aconteceu.

Doutrinariamente serve regra para levarmos um vida moral íntegra sem desvios e adultérios.

Espiritualmente traz o principio da obediência e submissão a Deus, que devemos estar é onde Deus nos colocou e não onde está nossa vontade, Deus havia colocado Davi por Grande Rei e estrategista de Guerra, mais ele ao invés disso estava no “terraço”, “tomando sol no ócio”.

Caro leitor, você tem permanecido onde Deus te colocou?

A luz deste ensino, vamos interpretar agora o Salmo 24:

Como compreender as palavras citadas neste Salmo?

DO Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios. Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação. Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá.) Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.)

A Entrada do Rei da Glória (Salmos 24)

Descrição do fato:

Naturalmente, depois que a batalha se encerra, o exército e a arca faziam o trajeto de volta ao santuário. Essa é provavelmente a situação que está por traz da liturgia no salmo 24.

Depois de uma declaração da soberania de Deus. Sobre usa criação (v. 1,2) os versos de 3 a 6 descrevem o tipo de pessoa que podia entrar nos recintos sagrados. Pode ser que isso implique que alguém ou determinado grupo procurasse ter acesso ao santuário, e, pelos versículos de 7 a 10, acreditamos que a idéia se refere ao exército, no momento em que retorna a Jerusalém para colocar a arca de volta no lugar Santíssimo.

Portanto, a interpretação do diálogo que acontece nos versículos de 7 a 10 é de que se trata de uma conversa entre um porteiro levita e os sacerdotes que carregavam a arca à frente do exército. Os primeiros a falar são os sacerdotes, que pedem acesso pelos portões da cidade: “abram-se, ó portais abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da Glória entre”. (v 7 em algumas traduções).

A maneira de se entender historicamente (literalmente), como Deus pode ser visualizado em sua entrada pelo portão da cidade seria representado pela arca. De qualquer forma esse pedido é seguido por uma resposta indagadora do porteiro: “Quem é o Rei da Glória?” (v. 8a).

É obvio que os sacerdotes sabem muito bem quem é o Rei da Glória. Todavia a pergunta admite uma resposta de LOUVOR DESCRITIVO a DEUS, o Guerreiro.

De novo o sacerdote na liderança do exército responde: “O Senhor forte e valente, O Senhor valente nas guerras. Abram-se, ó portais; abram-se, ó portais antigos, para que o Rei da glória entre”. (v 8b,9).

Isso fornece a oportunidade para uma enfática reafirmação da pergunta e da resposta: “Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos exércitos, ele é o Rei da glória”. (v 10).

Entendemos que será no tribunal de Cristo que o Salmo 24.7-10, terá seu cumprimento profético, quando a igreja dirá: Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Então milhares de anjos perguntarão: Quem é este Rei da Glória? e a igreja responde: O Senhor forte e poderoso na guerra. Mas não abrirá, e a igreja dirá: Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrara o Rei da Gloria. E milhares de anjos perguntarão: Quem é este Rei da glória? E a igreja responderá: E o Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória. Então os umbrais se abrirão e o Senhor entrará com a igreja e os anjos a glorificarem o seu nome.

E sem dúvida há ali a descrição doutrinária, de como moralmente devem andar aqueles que quiserem habitar com Deus.
Professor Rodrigo Martins de Oliveira, Pastor
Professor de Escatologia Bíblica no ITQ Juiz de Fora MG

segunda-feira, 18 de março de 2013

Feliz Páscoa




Páscoa significa passagem de uma antiga vida para uma nova! (Êxodo 12:3-12)

Aproveitemos a páscoa (que não é chocolate, ainda que estes sejam muito bem vindos) para refletirmos sobre o passado, sobre o que temos feito do presente, e o que queremos para o futuro, o momento é oportuno, é a "Festa da Passagem do Egito (sistema velho) para Nova Canãa (sistema novo)", a caminhada é muitas vezes no deserto, mas este, é só de "passagem" nosso lugar não é lá; "Metanóia", como diria o Apóstolo Paulo - "Mudança de Mente", sem no entanto abandonar os paradigmas antigos, pois o problema não é o paradigma, mas a estagnação dele.

Portanto,

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. 1ª Coríntios 5:7

Feliz Páscoa!


OBS. Para compreender o contexto da páscoa, e de onde vieram os elementos bíblicos, inclusive a tradição de comer bacalhau hoje em dia, leia o artigo aqui em baixo desta mensagem:

Páscoa Judaica e Páscoa Cristã?



Você gostaria de entender se existem duas páscoas: uma judaica e outra cristã? Gostaria de saber entre outras coisas de onde surgiu a tradição de comer bacalhau na páscoa, no lugar de carnes vermelhas? Então você veio ao blog certo!

Cosmovisão Cristã, é a Visão cristã de mundo, ou seja, é a maneira como o cristianismo enxerga o mundo, ou ainda, o mundo do ponto de vista da Bíblia.

A origem da palavra Páscoa é Pessach, do hebraico, passagem, seu registro se encontra em Números 9:1-5

“E falou o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, no ano segundo da sua saída da terra do Egito, no primeiro mês, dizendo: Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado. No dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todos os seus ritos, a celebrareis. Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa. Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, pela tarde, no deserto de Sinai; conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel”. 

É verdade que numa festa de Páscoa Jesus Instituiu a Santa Ceia (Lucas 22:8-20), e a Igreja Cristã celebra a Ceia do Senhor até que Ele venha, porém observando a carta de Paulo aos Coríntios vemos ali um claro motivo para o Cristão também celebrar a Páscoa, uma vez que o Próprio Apostolo faz uso do fato como alusão a vida espiritual da igreja e nossa saída do mundo, entendido aqui como sistema maligno –pecado, e sempre gosto de destacar que as duas cartas aos coríntios são uma bela representação da igreja pós-moderna.

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. 1ª Coríntios 5:7

A páscoa judaica e a páscoa cristã são distintas em sua essência, embora ambas abordem o mesmo tema da libertação. A judaica comemora a libertação do cativeiro egípcio sob a liderança de Moisés, enquanto que a páscoa cristã foca, a libertação do pecado (mundo/sistema maligno), em Cristo Jesus, mediante sua morte e ressurreição.

De acordo com a Bíblia a primeira celebração de páscoa ocorreu quando o Senhor enviou dez pragas sobre o povo do Egito. Antes da décima praga - que seria a morte dos primogênitos das famílias egípcias.  Moisés foi instruído pelo mesmo Deus a pedir que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais das portas, para que seus primogênitos não fossem exterminados. Chegada à noite, os hebreus comeram a carne de um cordeiro sem mancha, acompanhada de pães ázmos e ervas amargas.

“Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR”. Êxodo 12:3-12

A chamada páscoa cristã foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era, porém a maior parte das igrejas evangélicas, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia.

DATA DA FESTA

Era uma festa anual celebrada no dia 14 do mês nisã. Em nosso calendário isso corresponde a um período nos meses de março e abril.

A RAZÃO DA FESTA

A grande importância dessa festa se encontra no êxodo, o ato redentor de Deus, pelo qual Israel se tornou povo dele.

Deus instruíra aos israelitas a que passassem sangue nos umbrais das portas para que não sofressem praga da matança dos primogênitos (Êx 12.7).

E naquela noite passou por todo o Egito e matou todos os primogênitos do sexo masculino, de homens e animais.

Mas não entrou nas casas cuja porta estava marcada com sangue, e nelas ninguém morreu.

Então os israelitas passaram a observar essa festa judaica, o principal marco de sua libertação e da proteção divina.

A COMEMORAÇÃO DA FESTA

O modo da celebrar essa festa judaica sofreu diversas modificações.

As instruções para a celebração da primeira páscoa, encontradas em Êxodo 12, constituem o plano básico original dado por Deus a eles.

1. Um cordeiro

O animal devia ser um macho de um ano, e seria imolado ao entardecer.

Eles deveriam passar o sangue dele nos umbrais e na verga da porta (a verga é a parte superior do portal).

Teriam de assá-lo sobre o fogo por inteiro, com a cabeça, as pernas e a fressura intactas, sem quebrar-lhe os ossos.

Teriam de comê-lo à noite, acompanhado de pão sem fermento e ervas amargas. E o que sobrasse deveria ser queimado ao amanhecer.

Além disso, teriam de fazer a refeição às pressas, com as sandálias nos pés, os lombos cingidos e o cajado de viagem na mão.

Isso tudo era figura da libertação operada por Deus.

2. A festa dos pães asmos

A festa dos pães asmos era uma parte da Páscoa.

Trata-se de uma comemoração de natureza agriculturas, que talvez já existisse antes mesmo da instituição da Páscoa.

Devia ter a duração de uma semana a começar do dia 14 do mês nisã.

A Páscoa era celebrada no primeiro dia dos pães asmos.

A festa da Páscoa, alegre e solene ao mesmo tempo, era celebrada simultaneamente por todos.

Mas cada um em sua própria casa, enquanto a festa dos pães asmos era uma festividade comunitária.

A PÁSCOA NO NOVO TESTAMENTO (FESTAS JUDAICAS)

A passagem do tempo e as mudanças sociais tiveram sensíveis efeitos sobre o povo de Israel, e a Páscoa passou por modificações.

No tempo de Cristo, as alterações que ela sofrera já estavam solidificadas.

Nessa ocasião, o povo tinha de se deslocar para Jerusalém, que então recebia grande afluxo de peregrinos.

Isso importava em sérios transtornos para a cidade, bem como para esses forasteiros.

E o resultado era que a cidade se tornava um centro comercial ainda mais agitado.

Os mercados ficavam abarrotados de grandes suprimentos de verduras e condimentos, dentre os quais a alface, o dente-de-leão, a pimenta, e outros.

Também eram necessários grandes carregamentos de frutas e vinho.

Esperava-se um altíssimo consumo de vinho, já que na celebração da Páscoa cada adulto bebia o equivalente a quatro copos.

Além disso, na época da festa, era consumida grande parte das azeitonas, uvas e cereais produzidos nas plantações próximas.

A cidade tinha que fornecer também um elevado número de animais para abate, não só para alimentar as multidões que ali acorriam, mas também para os holocaustos.

Josefo afirma que para o sacrifício eram necessários cerca de 25.000 animais.

Embora esse número talvez seja um tanto exagerado, o fato é que a quantidade era mesmo bem expressiva.

Essa foi uma das mudanças incorporadas à Páscoa. Desde 600 anos antes de Cristo, era costume imolar-se o cordeiro pascal em Jerusalém.

Por causa disso, a festa deixou de ser um evento familiar, transformando-se em romaria.

O Bacalhau, a Religião e a Páscoa.

A religião é o principal elo entre o bacalhau à Páscoa. Por trás dessa tradição está a influência da ICAR, que na Idade Média mantinha um calendário de jejuns que deveria ser cumprido pelos fiéis, que deveriam passar 46 dias em jejum de carnes consideradas quentes, como as vermelhas. Na época da abstinência, entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa, a igreja incentivava o consumo do bacalhau, uma carne considerada fria, a mais apropriada para o período da Quaresma.

Por causa do comércio no século XV e XVI:

“É certo que não há, nas sagradas escrituras, nenhuma norma ou referência que regulamente o consumo de peixes nesta época do ano. Da mesma forma como é fácil compreender a jogada comercial que motivou a prática. Na virada do século XV para o XVI o Vaticano financiava boa parte das grandes expedições marítimas. Para tanto associou-se a vários reis e rainhas católicos, em particular da Espanha e Portugal. Nos novos continentes descobertos, seu quinhão estava assegurado — a peso de muito ouro e enormes propriedades. É nesta época que, de repente, a Igreja cisma de decretar que, em reconhecimento ao sofrimento de Cristo, os fiéis não poderiam consumir carnes “quentes” ou “vermelhas” durante a Quaresma. O que nem todos sabiam é que o Vaticano, na verdade, era proprietário da maior frota bacalhoeira — caravelas para a pesca do bacalhau que levavam os “dóris”, barcos a remo nos quais os pescadores (bacalhoeiros) se lançavam ao mar para a pesca. Seus armazéns ficavam abarrotados e era preciso escoar regularmente a mercadoria antes do vencimento dos prazos de validade (afinal, peixe salgado também estraga porque o sal se desfaz a baixas temperaturas durante o inverno). Assim, visando a maximizar seus lucros, espertamente os padres proibiram o consumo de outros tipos de carne durante a Quaresma. Não deu outra: as vendas de bacalhau explodiram, já que o alimento era apreciado nas camadas populares europeias, sobretudo portuguesas, por ser nutritivo e barato. Os ricos e nobres continuaram mandando brasa nos seus faisões. Não por acaso há uma expressão em Portugal referente às visitas inesperadas (e de baixa condição social) que batem à porta em horário próximo do almoço. Quando se pergunta o que servir como alimento, o dono da casa ou anfitrião costuma dizer: “Para quem é, bacalhau”. E assim, durante séculos, até a Segunda Guerra Mundial, o bacalhau foi comida de pobre, mesmo no Brasil, cujo consumo massivo se deu após a chegada da corte portuguesa. Leia mais em: http://www.materiaincognita.com.br/por-que-se-come-peixes-e-bacalhau-durante-a-semana-santa/#ixzz2NY9V6vj3”

Aqui no Brasil, essa tradição chegou com os Portugueses, amantes do bacalhau e seguidores do catolicismo. Até a Segunda Guerra Mundial, o preço do peixe era acessível às famílias brasileiras, mas com o estourar das batalhas na Europa, o valor do bacalhau explodiu, restringindo o consumo popular. Assim, o peixe deixou de estar presente nas sextas-feiras, nos dias santos e nas festas familiares, e passou a figurar somente nas datas mais especiais para os cristãos, como o Natal e a Páscoa. (é só pesquisar a história do Bacalhau na internet e lá está a “história religiosa do bacalhau”).

Claro que A Festa Cristã da Páscoa tem origem na Festa Judaica, porém como já foi dito e é bom repetir, a maior parte das igrejas evangélicas, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. 

A existência de uma páscoa cristã reside, também no fato de que Cristo é nosso Cordeiro Pascal (No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29), e pelo próprio uso que o Apostolo faz em Coríntios, livro onde ele explica que as coisas que aconteceram a Israel foram para modelo, representação para o Cristão:

 “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, E todos comeram de uma mesma comida espiritual, E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto. E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram”. 1 Coríntios 10:1-6

E ainda o escritor aos Hebreus, nos revela que tudo isso era sombra do que viria a ser de fato no Cristo:

Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”. Hebreus 10:1

O bom mesmo é manter sempre o equilíbrio-moderação, sugerido pela própria Bíblia:

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”. 2 Timóteo 1:7

Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” Eclesiastes 7:16

Esta tipologia da páscoa é óbvia, O Cordeiro é Cristo; O Pão sem fermento-a pureza do amor de Deus; As ervas amargas lembram como era amarga a vida no Egito; O Egito – O mundo; Faraó- satanás nos fazendo propostas para ficarmos “em seu Egito”; O Vinho-O Sangue, O Deserto- Nossa Caminhada; Canaã O Céu.

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. 1ª Coríntios 5:7

Portanto, Comemorem a Páscoa em suas Casas e Igrejas.

Em Cristo. Feliz Páscoa a Todos!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Lei da Semeadura


Colhemos sempre a mesma espécie daquilo que semeamos.

“Das duas uma”: ou está faltando paginas na Bíblia, ou está faltando leitura dela!

“Gente é só ler que a gente entende!” Vejam:

Gálatas 6:6-10 - “O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instrui. Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.”

Oséias 8:7a - "Eles semeiam vento e colhem tempestade.”

Provérbios 22:8 - “Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo."

Oséias 10:12 - “Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhor, até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês.”

Eclesiastes 11:6 - “Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas.”

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Apocalipse 17 a As últimas Notícias




Nos últimos dias recebi e-mail’s e mensagens me perguntando o que eu acho da renúncia do papa e do cumprimento profético de Apocalipse 17.

Primeiro, gostaria de esclarecer que o Apocalipse deve ser estudado lado a lado com os outros livros de profecia da Bíblia, são eles, os profetas maiores e os profetas menores.

Segundo, a matéria de escatologia bíblica, é estuda em média 12 meses com meus alunos.

Terceiro, existem 04 (quatro) Linhas de Interpretação para Apocalipse 17.

Quarto, antes de dizermos o que é Apocalipse 17 é necessário que compreendamos a Interpretação da Profecia Bíblica e seus Símbolos.

Quinto, Creio que em algum momento da “caminhada”, todo cristão precisa estudar teologia, pois o que você acredita, determina como você vive. E você é a única Bíblia que muitas pessoas irão ler.

Sexto, a baixo meu programa de aula para explicação de Apocalipse 17, que abordarei no retorno das férias (Fevereiro 2013):
Matéria Escatologia Bíblica

Facilitador: Rodrigo Martins, Professor de Escatologia Bíblica no ITQ Juiz de Fora MG, vice-diretor do ITQ, Pastor Auxiliar.

Titulo da Lição: Como Interpretar a Profecia? (previsão 04 encontros de 1 hora e meia)

1)      O que é a Profecia?
2)      Oficio de Profeta
3)      Conteúdo do Apocalipse
4)      Tabela de Símbolos da Profecia
5)      Nomes da Escatologia Mundial
6)      Interpretando a Profecia Bíblia (inclui interpretação de textos proféticos, bem como Apocalipse 17, Mateus, 24, Ezequiel 38 e 39. e outros)