quarta-feira, 31 de maio de 2017

A Hermenêutica do Dízimo


Rodrigo Martins, Professor de Hermenêutica no I.T.Q. Juiz de fora MG

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.10).

Desejo que sua leitura seja instrutiva e edificante, portanto permaneça até o final.

Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode ilustrar uma doutrina.

As palavras de Jesus:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! que coais um mosquito e engulis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.  Mateus 23:23-27

Uma das maneiras mais fáceis de interpretar um texto bíblico é fazendo as perguntas:

Quemo quêquandocomoondeporque e para QUEM.

Aplicando a Mateus 23:23 temos:

– QUEM disse isso? Jesus Cristo.
– O QUÊ foi dito? Para NÃO desprezar o mais importante da LEI, que são o juízo, a misericórdia e a fé e não omitir o dízimo do endro, da hortelã e do cominho.
– QUANDO foi dito isso? Durante o ministério de Jesus quando Ele falava aos seus discípulos e à multidão (Mt 23:1).
– COMO isso foi dito? Pessoalmente por Jesus Cristo.
– ONDE foi dito isso? No Templo em Jerusalém.
– PORQUE foi dito isso? Para abrir os olhos e ouvidos dos seus discípulos e da multidão (e eventualmente dos religiosos), quanto à iniquidade dos fariseus, saduceus e escribas (os religiosos da época) que eram como sepulcros caiados (Mt 23:27).
–  PARA QUEM foi dito isso? Para os escribas e fariseus, os hipócritas, aos quais Jesus Cristo diz logo em seguida no versículo 24: “Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo.” Isso foi dito também para os seus discípulos e à multidão.

No Novo Testamento encontramos em Atos dos Apóstolos a referência solidariedade e a divisão dos bens entre os primeiros cristãos. Atos 2,42 conta como na primeira comunidade os cristãos tinham tudo em comum. O mesmo livro, em 4,36, conta como Barnabé vendeu o campo que possuía e colocou o dinheiro ‘aos pés dos apóstolos’. Também no capítulo 5 diz como Ananias e Safira tentaram enganar a comunidade, escondendo o verdadeiro preço do propriedade vendida. De qualquer forma Pedro (Atos 5,3) diz que o pecado deles não consistiu no fato de não ter dado o dinheiro à comunidade, mas na mentira feita ao Espírito Santo.

Os aspectos concretos do dízimo no Antigo Testamento são regulamentados em Levíticos 27. A décima parte dos grãos, dos frutos e do gado devem ser consagradas ao Senhor. Os grãos e frutos podiam ser dados em forma material, mas também podiam ser convertidos em dinheiro e entregues em dinheiro, mas neste caso o valor devia ser aumentado de um quinto (Levíticos 27,31). O dízimo sobre o gado era feito fazendo passar os animais em fila; o décimo animal era colocado à parte para Deus.

O dízimo pertencia a Deus e era dado aos levitas conforme dito em Números 18,21, como se fosse a herança deles, pois a tribo de Levi não obteve para si, quando o povo entrou na terra prometida, nenhum território. Os animais porém não pertenciam aos levitas. E os próprios levitas deviam dar a Deus o dízimo daquilo que recebiam como dízimo (Números 18:26 seguintes).

O dízimo era dado no templo. Porém a cada 3 anos devia ser levado até o local onde os levitas moravam e doado aos pobres, estrangeiros, órfãos e viúvas, com os quais se devia fazer uma refeição (Deuteronômio 14:28).

É importante notar que o dízimo, na sua origem, não é destinado aos sacerdotes, mas tem como intenção sanar uma desigualdade social: compensar a falta de propriedade que atingia os levitas. Os sacerdotes, além disso, sobreviviam com os sacrifícios que o povo oferecia, que eram diferentes do dízimo.

É importante, falar do aspecto de ensino teológico que há na prática do dízimo: com o dízimo se exprime a convicção que tudo aquilo que se possuiu é fruto da bondade divina.  É o que se percebe do texto citado mais a cima, onde Jesus conta uma parábola que fala do dízimo praticado pelos fariseus no seu tempo, que era meramente uma prática, sem nenhuma espiritualidade. O dízimo em si não seria importante ele explica, mas significa sim, uma das expressões possíveis do reconhecimento da existência de Deus nas nossas vidas. Além do mais Jesus nos ensina que o fundamental da Lei transmitida no Antigo Testamento é a Justiça, a misericórdia e a fidelidade.

A respeito da Casa do Tesouro

Quando Salomão construiu o templo, várias salas ou câmaras foram construídas para diversos fins(I Reis 6:5). Estas dependências, por exemplo, eram usadas como abrigo para os cantores que apresentariam suas músicas(Ezequiel 40:44). Os guardas ocupavam uma destas salas(I Reis 14:18). Certa ocasião uma delas foi usada como esconderijo para Joás(II Reis 11:2 e 3).

Uma destas salas era usada como o lugar onde o dízimo que não era composto apenas de moedas, mas também de produtos agrícolas era entregue e guardado. Neemias usa a expressão ”Casa do Tesouro” para falar de uma destas câmaras ou salas onde eram depositados os dízimos (ver Neemias 10:38). Uma espécie de tesouraria do templo. Portanto, ”Casa do Tesouro” é uma expressão para designar primariamente o lugar(ou espaço) onde o dízimo deveria ser guardado.

A versão James Version (KJV) traduziu a expressão de Malaquias 3 como celeiro ou lugar onde cereais eram depositados, já que grande parte dos dízimos vinha em grãos

Levar à “Casa do Tesouro” significa devolver o dízimo no lugar designado. No caso á igreja a qual a pessoa é membro ou frequenta.

Uma pergunta se faz necessária: é correto que um texto do Antigo Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? Alguns responderão que sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da lei cerimonial essa sim, revogada.

A passagem de Gênesis 14.20 por exemplo diz:  E de tudo lhe deu Abrão o dízimoe é corretamente usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei, é um argumento procedente para validá-lo.

Sobre a prática deste patriarca vejamos ainda que:

"Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti." Galatas3: 7,8

"E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:29

O Dinheiro na Igreja

“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.” 1ª Coríntios 16:1,2

“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?” 1ª João 3:17

Ao lermos os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, notamos que Paulo desenvolve seu ensino acerca das contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à liberalidade, à presteza em ofertar sem falar em uma ordenança ou exortação sobre um determinado percentual ou dizimo. Veja:

E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. (9.6) … porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. (8.2) Pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. (8.4) … assim, como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses. (8.11) porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio… ( 9.2).

Uma aluna do instituto teológico,  trouxe uma questão certa vez que finaliza de forma lógica a questão:

“Se na obrigatoriedade dava-se dez, no amor não deveriam dar até mais do que dez?”


“O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para o seu senhor será honrado.” Provérbios 27:18


“A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado.” Provérbios 11:25

“E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.” Filipenses 4:15-18

Paulo usa a figura dos sacrifícios do Antigo Testamento com relação às ofertas: as ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”

Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas boas aquele que o instrui (Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à obrigação de dar sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2ª Tessalonicenses 5.12:

“Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.”

De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadores pastores-mestres serem sustentados pelas suas congregações:

“Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho.(v 14)...”

e ainda algo a se considerar sobre as contribuições dos dízimos e ofertas:

“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.” 1ª Timóteo 5:17,18

Como isso tudo ocorrerá sem dízimos e ofertas?

Por fim:

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmosQue façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.” 1ª Timóteo 6:17-19

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Teologia do Crescimento


A Teologia do Crescimento.

O Conhecimento Teológico para Melhor Servir!

Há uma reflexão da qual não sei quem é o autor, que considero urgente nesses dias:

Antes de conhecer Deus academicamente, o teólogo precisa conhecê-lo pessoalmente. Antes de se enveredar pelo problema filosófico e teológico do sofrimento, o teólogo precisa aprender a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que se alegram. Por ser reconhecido como teólogo, ele será ouvido, lido, consultado, citado, e, portanto não pode inventar suas teologias, assim como o profeta não podia inventar suas visões nem declarar “assim diz o Senhor”, se o Senhor nada lhe dissera. O teólogo precisa caminhar lado a lado com a fé e com a razão e, se em algum momento tiver de abrir mão de uma delas, deve ficar com a fé.

Duas perguntas:

Sua vida está sem significado (propósito)?

Já ouviu falar nos Moravianos?

Falar em Morávia, hoje em dia, parece estranho aos nossos ouvidos. Na verdade, não temos familiaridade com esse nome.

A Morávia foi o útero mater de um dos maiores movimentos de missões existentes no mundo até então. Foi lá que o Conde Zinzendorf, impulsionado pelo desejo profundo de evangelizar o mundo, realizou um grande projeto de Deus, despertando a Igreja para missões mundiais.

A Morávia e a Boêmia eram duas províncias situadas a noroeste do império austríaco e faziam fronteira com a Saxônia. A Morávia do século XVIII localizava-se na Europa Central, no centro da antiga Tchecoslováquia.

Wiliam Carey é considerado o pai das missões Protestantes, primariamente pelo fato de ter ele fundado a Sociedade Missionária Batista. Tal sociedade teve seu início em 1792, 275 anos após Martinho Lutero ter afixado as Noventa e Cinco Teses à entrada da Igreja de Wittemberg em 1517. Essa sociedade foi um veículo Protestante para o envio de missionários ao mundo não-cristão. Carey, contudo, não inventou o movimento missionário Protestante. Ele construiu a plataforma da qual o movimento missionário Protestante tinha lançado, de uma série de pranchas cortadas durante séculos, entre Lutero e ele. Uma dessas pranchas foi o Pietismo, um movimento evangélico interdenominacional e internacional, que procurava revitalizar a igreja existente, através de pequenos grupos dedicados ao estudo da Bíblia, oração, responsabilidade mútua e missões. August Hermann Francke definiu a agenda do Pietismo em apenas doze palavras: 

“uma vida mudada, uma igreja reavivada, uma nação reformada, um mundo evangelizado”.

Duas outras pranchas significativas na plataforma de Carey foram a Igreja Moraviana e os Puritanos. Os Moravianos foram os primeiros Protestantes a colocar em prática a idéia de que a evangelização dos perdidos é dever de toda a igreja, e não somente de uma sociedade ou de alguns indivíduos. Anteriormente, a responsabilidade pela evangelização havia sido lançada nos degraus dos governos, através das atividades colonizadoras deles. Os Moravianos, contudo, criam que as missões são responsabilidade de toda a igreja local.

A história dos Moravianos antecede à Reforma. Conhecidos originalmente como os Unitas Fratrum, ou a Unidade dos Irmãos, esses cristãos Checos foram os seguidores do mártir John Huss, um Reformador antes da Reforma. Ele foi martirizado em 6 de julho de 1415, e os Moravianos honram sua morte no calendário deles ainda hoje. Após a morte de Huss, seus seguidores, que foram muitas vezes conhecidos como Hussitas, ou como os Irmãos Boêmicos, experimentaram um verdadeiro ressurgimento. Eles se reorganizaram no ano de 1457, e no tempo da Reforma havia entre 150 a 200 mil membros em quatrocentas igrejas por toda a Europa Central. Mas, no levante das guerras dos 1600, a Boêmia e Morávia (República Checa) foram dominadas por um rei católico romano, o qual desencadeou uma terrível perseguição contra os Moravianos. Quinze de seus líderes foram decapitados. Os membros da igreja foram mandados para os calabouços e para as minas para trabalhos forçados. As escolas deles foram fechadas. Bíblias, hinários, catecismos e escritos históricos foram totalmente queimados. Foram todos espalhados. De fato, 16 mil famílias, repentinamente, se tornaram refugiadas. Por quase cem anos procuravam fugir da perseguição. Por causa disso formaram uma poderosa rede de cristãos “clandestinos” através de pequenas células.

Paul Pierson, missiólogo, escreveu: “Os Moravianos se envolveram com o mundo das missões como uma igreja, isto é, toda a igreja se tornou uma sociedade missionária”. Devido ao seu profundo envolvimento, esse pequeno grupo ofereceu mais da metade dos missionários Protestantes que deixaram a Europa em todo o século XVIII.

Devido os Moravianos terem sido pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam. Eles iam àqueles que eram rejeitados por outros.

Eles colocavam o crescimento do reino de Cristo acima de uma expansão denominacional. A obra missionária Moraviana era regada de oração. No ano de 1727, em Herrnhut na Alemanha, ocorreu um grande avivamento espiritual, os Moravianos começaram uma vigília de virada de relógio, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. E eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.

Deve-se ter me mente que quanto mais saudável for a igreja no sentido bíblico-teológico, maior e melhor será seu crescimento, pois uma igreja saudável cresce naturalmente.

Em seu livro: “Igrejas amigáveis e acolhedoras, George Barna, demonstra por meio de pesquisas que as igrejas que crescem em quantidade e qualidade, são aquelas que estão interessadas nas necessidades das pessoas, e naquilo que faz com que "suas mentes se debatam".

Por que uma mensagem tão bem preparada pelo pastor as vezes não prende atenção dos ouvintes nem faz a igreja crescer?

A Resposta remonta o período pós-reforma:

A modernidade tirou Deus do centro do universo e colocou o homem, os valores deixaram de vir do plano transcendental e passaram a ser ditados pela vida terrena. No contexto de profundas crises humanas, mudanças irão surgir nas múltiplas faces sociais e culturais. Podemos dizer que nas últimas décadas do século XX entra em cena um espectro fantasmagórico e um ar perfumado de incertezas e dúvidas: o pós-modernismo. Há uma ruptura com o mundo ordenado da modernidade e a crença no progresso vira comicidade (piada). Mudanças ocorrem em vários campos, as “certezas” se diluem em incertezas. Entra em cena no século XXI um novo conceito: “O hipermodernismo”, no hipermundo a marca tornou-se mais importante do que nossos desejos, e gostos para consumir. Hipermodernidade é o termo criado pelo filósofo francês Gilles Lipovetsky para delimitar o momento atual da sociedade humana. O termo “hiper” é utilizado em referência a uma agravamento dos valores criados na Modernidade, atualmente elevados de forma a criar uma ícone um modelo representativo.

A luz de uma teologia mais consistente é possível responder a essa sociedade, e ainda fazer “transformação social”, isto por meio da proclamação (pregação) do evangelho, se levarmos a sério que os problemas da sociedade tem sua origem na queda, uma vez que o indivíduo tenha sua mente transformada, (aberta), pelo evangelho de uma forma integral, ele estudará, trabalhará e buscará ser útil de forma tangível no contexto social onde está inserido.

Os Dois Jovens Moravianos

Durante esse período dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérigo chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua própria venda para custear sua viagem.

No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas:

“QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO“.

Talvez devêssemos nos convencer, que não devíamos orar se não estivéssemos dispostos a ser a resposta pelo o que estamos orando.

Isso me lembrar a canção de Anderson Freire: “Força e Sabedoria”: (clique para ouvir)



Rodrigo Martins, professor e vice-diretor no ITQ Juiz de Fora MG


domingo, 11 de maio de 2014

Colhemos o que Plantamos



A Lei da Semeadura.


Colhemos sempre a mesma espécie daquilo que semeamos.

“Das duas uma”: ou está faltando paginas na Bíblia, ou está faltando leitura dela!

É Ler e Observar...

Gálatas 6:6-10 - “O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instruiNão se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.”

Oséias 8:7a - "Eles semeiam vento e colhem tempestade.”

Provérbios 22:8 - “Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo."

Oséias 10:12 - “Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhoraté que ele venha e faça chover justiça sobre vocês.”

Eclesiastes 11:6 - “Plante de manhã a sua sementee mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toapois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas.”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Hermenêutica Aplicada na Teologia


Pergunta: "A Bíblia é relevante para os dias de hoje?”

É muito comum ouvir essa pergunta fora do circulo evangélico, a resposta para a maioria dos meus leitores parecerá óbvia, porém você sabe mesmo responde-la de maneira satisfatória?

Quem me conhece sabe que há muito tempo manifesto minha preocupação com estudantes de hermenêutica, que aprendem essas regras, mas, se esquecem de aprender a aplicação prática da bíblia para hoje.

Eu estava lendo um livro de hermenêutica com enfoque na “Ciência da Aplicação” ou Hermenêutica Aplicada.

O motivo, de ler tantos livros assim, é o fato de perceber que todos os anos, Institutos Teológicos formam alunos conhecedores das regras de interpretação da bíblia, porém em muitos “casos” parece não  preencher a lacuna  em nosso entendimento de como nos mover da interpretação bíblica para a aplicação na vida real.

Primeiramente é bom mencionar que nem todas as Escrituras necessariamente  se aplicam explicitamente a nós hoje, mas todas contêm verdade que podemos e devemos aplicar em nossas vidas hoje.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” 2 Timóteo 3:16

Mudam as culturas, as leis, as gerações vêm e vão, mas a Palavra de Deus é tão relevante hoje quanto o era quando começou a ser escrita. E ela (A Bíblia) não mudou, o que muda as vezes, é a maneira de comunica-la.

OICA:

Quantos no entanto, foram além de ouviu falar na “Oica”,  aprendendo de fato a concluir seus quatro passos ????

Percebo que a maioria dos alunos cumprem bem os três primeiros passos, porém a grande maioria não sabe aplicar as escrituras na vida contemporânea da igreja, e o grande problema é que o aluno de hoje, é o pregador/pastor de “amanhã”.

a)    Observação – É o passo que nos leva a extrair do texto o que realmente descreve os fatos, levando também em conta a importância das declarações e o contexto;

b)    Interpretação – É o passo que nos leva a buscar a explicação e o significado (tanto para o autor quanto para o leitor) para entender a mensagem central do texto lido. A interpretação deverá ser conduzida dentro do contexto textual e histórico com oração e dependência total do Espírito Santo, analisando o significado das palavras e frases chaves, avaliando os fatos, investigando os pontos difíceis ou incertos, resumindo a mensagem do autor a seus leitores originais e fazer a contextualização (trazer a mensagem a nossa época ou ao nosso contexto);

c)    Correlação – É o passo que nos leva a comparar narrativas ou mensagem de um fato escrito por vários autores, em épocas distintas em que cada um narra o fato, em ângulos não coincidentes.

d)    Aplicação – É o passo que nos leva a buscar mudanças de atitudes e de ações em função da verdade descoberta. É a resposta através da ação prática daquilo que se aprendeu.

Na Aplicação ouço “pessoas apressadas” dizerem: “este texto não trás nenhum ensino para nós, pois foi direcionado para a igreja tal...”

Vejamos o próprio Apostolo Paulo mandando que uma igreja leia a carta e após ter lido troque com a outra e vice-versa:

“E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também.” Colossenses 4:16

Portanto suas verdades eram aplicáveis a ambas.

Agora nas duas passagens a seguir Jesus repreendia os religiosos por sua postura equivocada no aplicar as escrituras:

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” Mateus 22:29

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” João 5:39

Já se perguntou por que Deus teria mandado Josué meditar na sua lei dia e noite?

“Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.” Josué 1:8

Não era somente para conhecer a história, mas para que em conhecendo-a aplicasse seus ensinos á sua vida e comunidade.

A quem possa interessar em 20/01 as matriculas do ITQ estarão abertas (risos)

Rodrigo Martins Professor de Teologia e Vice-diretor no ITQ Juiz de Fora MG



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O Natal e A Cosmovisão Cristã



Basta nos aproximarmos do natal para começarem os debates entre alguns cristãos, se devem ou não comemorar o natal, diante do tema, apresento, meu argumento.

O que é cosmovisão?

A maneira como você se posiciona frente aos vários acontecimentos do mundo são baseados em sua cosmovisão.

Cosmovisão é o modo como vemos o mundo e a interpretação que fazemos da realidade, é o mesmo que “modo de olhar o mundo, percepção de mundo, ponto-de-vista”.

Logo, uma Cosmovisão Cristã, é uma visão Bíblica de Mundo, ou, como os Cristãos vêem o Mundo.

Do ponto de vista Cristão Bíblico, Será que é errado celebrar o natal (nascimento) de Jesus Cristo em 25 de dezembro?

Qual sua cosmovisão acerca do Natal?

Reflita comigo um pouco...

Se existe uma data festiva que o Cristão deve comemorar esta data é o Natal.

Natal é Oportunidade!

Nesta data há uma tendência de as pessoas estarem “pensando mais no próximo” e “fazendo boas ações”, e onde muitos corações estão mais abertos.

É preciso que haja espírito de tolerância para com os que não pensam como nós, em aspectos secundários de nossa fé (conforme Romanos 14):

“Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus.(Romanos 14:5-6) Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão”.(Romanos 14:12-13)NVI

Os extremos devem ser evitados sempre.

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”. 2ª Timóteo 1:7 NVI

Penso que, aqueles que se fecham para essa data, perdem uma grande oportunidade, pois como disse, nesse dia a maioria das pessoas está sensível a ouvir algo sobre Jesus Cristo.

Com conhecimento das Escrituras o Apostolo Paulo mudou a cosmovisão das pessoas!

Reflita sobre isso, quando Paulo chegou em Atenas, e encontrou o povo entregue ao paganismo; sua atitude foi sensata e inteligente. (conforme ATOS Capítulo 17).

“E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria”. Atos 17:16

“E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;” Atos 17:22

“Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” Atos 17:23

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;” Atos 17:24

Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;” Atos 17:25

E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;” Atos 17:26

Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos 17:30-31

“Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros”. Atos 17:34

O discurso do Apóstolo Paulo é uma síntese da visão cristã do mundo. Nessa passagem, Paulo discute suas visões sobre a origem e natureza do universo, a identidade e valor dos seres humanos, a natureza e a existência de Deus, a teoria cristã da verdade e do destino humano. Nessa breve passagem, Paulo responde às questões essenciais que todas as cosmovisões devem abordar.

Conhecendo um pouco mais, a história do natal.

Origem:

É verdade que a data de 25 de Dezembro marcava a celebração de uma festa pagã conhecida como Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invencível), em homenagem aos deus Mitra (da religião Persa). No ano de 440 d.c. porém, na tradição cristã, a data foi fixada para marcar o nascimento de Jesus, já que ninguém sabia a data de seu nascimento, este é o primeiro ponto que devemos ter em mente(e no coração).
Mas será que esta origem pagã depõe contra os cristãos que hoje celebram o 25 de dezembro em homenagem a Jesus Cristo?

Não!

Vamos Explicar:

O Natal (mesmo a data original tendo uma origem pagã) é um evento que deveria ser celebrado por todos os cristãos ao redor do mundo (claro, sem criar uma doutrina).

Mas por que celebrá-lo? Ora, havia uma festa dedicada a um deus falso, Mitra, considerado o Sol Invencível. As atenções eram voltadas para ele (e isto, sim, servia aos propósitos de satanás).

Surge, porém, a igreja com uma mensagem inovadora aos pagãosO Sol Invencível existe, e não é Mitra (uma entidade mitológica); seu nome é Jesus Cristo!Ele foi visto e tocado, pois ERA e É Real!

“Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” Malaquias 4:2

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.João 1:1

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1:14

A festa mitraica oferecia prazeres terrenos e momentâneos; ao passo que Jesus Cristo oferece Salvação, a libertação do pecado e a vida eterna. “Pois o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17)

Que nome lhe vem à mente quando mencionamos a data 25 de dezembro: Mitra ou Jesus Cristo? 

Mitra já foi esquecido, há muito tempo. O Sol da Justiça veio e venceu, provando que Ele, sim, é verdadeiramente o INVENCÍVEL: Assim, o nome de Jesus foi mais uma vez engrandecido. Onde havia trevas, resplandeceu a luz.

Quanto aos presentes, Os magos que visitaram Jesus levaram presentes, porque, no Oriente não se costumava entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorreu com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente em algumas ilhas do pacifico sul.

Há como saber quando Jesus Nasceu?

Bom, Concordo com alguns pesquisadores que observam alguns detalhes bíblicos, supondo que o nascimento de Jesus Cristo foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento – a Festa dos Tabernáculos. Dizem... “Jesus Cristo nasceu na festa doas tabernáculos, que acontecia a cada ano, no final do 7º mês do calendário judaico, que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário.
A festa dos tabernáculos ou das cabanas, significava Deus habitando com seu povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num tabernáculo no meio do seu povo (Lv 23:39-44; Números 8:13-18). No evangelho de João capítulo 1:14, vemos: “Cristo... habitou entre nós.” Esta palavra tem origem na palavra tabernáculo; isto é, a festa dos tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (IS 7:14) que significa Deus conosco. Em Cristo não se cumpriu somente a festa dos tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua Morte (Mat 26:2; 1ª Cor 5:7), e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a igreja (ATOS 2)”.

Ele Não nasceu em dezembro como diz a tradição, mas foi gerado neste mês. Nove meses depois no final do sétimo mês do ano judaico, (setembro) no nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos tabernáculos, Deus veio habitar com seu povo. Nasceu Jesus! Deus Tabernaculou com seu povo. 

Nasceu Emanuel. Deus habitando conosco.

Os Evangelhos contam que quando Jesus nasceu os pastores de ovelhas guardavam seus rebanhos nas colinas próximas de Belém. Ali foram avisados por um anjo de que o Salvador tão esperado havia nascido.

Se Jesus realmente tivesse nascido em 25 de dezembro, quando é inverno e faz muito frio naquela região, os pastores não poderiam estar ao relento com seus rebanhos, mas bem recolhidos em abrigos.

Buscando resposta, temos uma pista importante em Lucas 1:36. Ali o anjo Gabriel falou a Maria, mãe de Jesus, a respeito da gravidez de Isabel, sua prima.

Em Lucas 1:5, está escrito que Zacarias, que seria o pai de João Batista, era sacerdote do turno de Abias.

Como os sacerdotes foram se tornando numerosos, foram divididos em 24 turnos, de modo que todos pudessem revezar-se no trabalho do Templo, ao longo do ano. Cada turno servia por duas semanas, uma na primeira metade do ano, e outra na segunda, o que dava 48 semanas. Como o ano hebraico tinha 51 semanas, era completado com três semanas de festas de peregrinação, quando todos os sacerdotes deveriam estar presentes. O turno de Abias era o oitavo, durante a décima semana, que foi quando Zacarias teve sua visão com o anjo Gabriel. Ao retornar para casa, Zacarias observou o período de purificação ritual, e João foi concebido na 12ª semana do ano. Nasceu 40 semanas mais tarde, na época das festas da Páscoa, em 14 de Nisan, por volta do nosso mês de abril. Lembre que na anunciação a Maria (Lucas 1:36), o anjo disse que Isabel estava grávida do sexto mês, o que mostra que a concepção de Jesus aconteceu seis meses (25 semanas) depois da de João. Então Jesus nasceu 40 semanas mais tarde, quando era comemorada a Festa dos Tabernáculos, ou Festa das Cabanas.

Os Evangelhos afirmam que em Belém não havia lugar para José e Maria, de modo que eles tiveram de encontrar pouso num estábulo. Belém ficava bem próxima de Jerusalém, e não estava abarrotada de gente por causa do censo do imperador romano, que tinha o ano todo para ser feito.

O motivo de haver tanta gente em Belém era a peregrinação do povo de todo o país a Jerusalém para a Festa das Cabanas.

Jesus nasceu num estábulo. A palavra hebraica para “estábulo” é “sukah”, ou sucote, como em Gen. 33:17.

Assim, é bem provável que Jesus tenha nascido em uma cabana, pelo meio do mês de setembro ou outubro.

Se Jesus nasceu no primeiro dia de Sucote, então foi circuncidado ao oitavo dia, como mandava a Lei Cerimonial, no dia original de uma festividade que se seguia à Festa das Cabanas, chamada "Simchat Torah" (Alegria na Torah), que agora se celebra o dia seguinte no judaísmo rabínico.

A palavra natal conforme nosso amigo "Aurélio": “relativo a nascimento, onde ocorreu nascimento ou ainda, dia do nascimento”.

Diante da realidade da tradição Cristã, e do que já foi aqui exposto, é inevitável o entendimento que a festa comemorada no dia 25 de dezembro, é o natal de nosso Senhor Jesus Cristo ou seja sua festa de aniversário, pois não de trata de uma data literal e sim simbólica.

Sendo assim, não podemos dizer que o natal é uma festa pagã, pois se comemora o nascimento do Autor de Toda a Vida. Cabe ao verdadeiro povo de Deus, comemorar sim, com proporções cada vez maiores, para que todos saibam qual o verdadeiro sentido do natal.

Optemos por uma postura sem radicalismos e extremos.

Evangelize! Pergunte as pessoas, o que acham de Jesus ou o que acham do Natal; Diga que o mundo precisa do Pai da Eternidade (Isaias 9:6) e não do “papai Noel”. 

Anuncie para o mundo o que um anjo disse aos pastores ao nascer Jesus: “Eu vos trago novas de grande alegrai, que o será para todo o povo. Na cidade de Davi nos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, O Senhor”. (Lucas 2: 9,10,11).

Lembre-se que em dezembro, no geral todos ficam “abertos” a mensagem de Jesus Cristo.

Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos”. (Colossenses 3:15) NVI

Portanto no amor de Cristo,

FELIZ NATAL!

Rodrigo Martins
Professor nas disciplinas de Teologia Contemporânea, Introdução A Teologia, Homilética e Escatologia Bíblica No Instituto Teológico Quadrangular (ITQ)