quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Por que Deus? Por que?



Se você está fazendo estas perguntas, lembre-se de que não está sozinho. Elas são tão antigas quanto a própria humanidade. Desde a Queda, as pessoas tentam conciliar a bondade de Deus com o sofrimento da humanidade. 

Quantos vezes eu me pego querendo entender  por que as coisas são como são, daí me volto para um dos textos que eu considero mais tremendos na Bíblia, que falam da SOBERANIA DIVINA, e ainda! Vejo um Deus misericordioso, que diante das perguntas, da inquietação daquele homem Jó, declara sua ONIPOTÊNCIA,  num diálogo que acalma/silencia, aquele homem tão carregado de calamidades, mostrando que um ser tão PODEROSO, não está surdo ao nosso clamor, mas demonstra que há coisas que nossa mente simplesmente não alcança. Ainda...

Quando vou chegando ao final do referido capítulo, minha alma dá um suspiro e meu espírito parece encontrar novamente a conexão com aquele QUE ERA, QUE É E QUE HÁ DE VIR...

Seja tocado(a)!!! Jó 38...


"Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: 

Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. 

Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas? 

Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar; Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela; E se transformasse como o barro sob o selo, e se pusessem como vestidos; E dos ímpios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante; Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo? Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto

Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar; Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa? De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias! 

Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra? Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões, Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem; Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva? 

A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho? De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu? Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela. Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra? Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? 

Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui? 

Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento? Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará, Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros? Porventura caçarás tu presa para a leoa, ou saciarás a fome dos filhos dos leões, Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas? Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?"

A Ele a Honra! A Ele a Glória! A Ele o Domínio!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Sete Mulheres para cada Homem? Existe tal Profecia?


*A pergunta feita no ITQ gerou este artigo e um esboço do livro. Matéria Escatologia Bíblica.

Por uma Hermenêutica saudável!

Há uma Profecia na Bíblia que diga que haverá sete mulheres para cada homem????

A questão proposta está no livro do Profeta Isaías, escrito entre 701 e 681 AC.

O objetivo de estudar a Bíblia não se limita a apurar o que ela diz e o seu significado; inclui a aplicação dela à vida. Se não aplicarmos as Escrituras, estaremos encurtando o processo. A maturidade espiritual pretendida, que nos torna mais semelhantes a Cristo, não decorre apenas de um conhecimento mais amplo da Bíblia. Resulta de um conhecimento mais amplo da Bíblia e de sua aplicação às nossas necessidades espirituais também. O objetivo do estudo da Bíblia é a assimilação íntima, não a simples percepção mental. (conforme Cl 1.28).

E esta é mais uma passagem rica numa aplicação para hoje, no entanto, vamos nos ater na mensagem do “lá e então”.

Ao ler a Bíblia, muitos saltam diretamente da observação para a aplicação, passando por cima da etapa essencial da interpretação. Isto é um erro, pois a interpretação é a sequencia lógica da observação.

Ao observar o que a Bíblia diz você está fazendo uma sondagem; ao interpretá-la, está fazendo uma reflexão.

Observar significa descobrir; interpretar significa digerir.

A observação consiste em descrever; a interpretação, em determinar o sentido

A primeira é exploração; a segunda, explicação.

A interpretação deve apoiar-se primeiramente na observação e, depois, conduzir à aplicação.

É a regra da OICA (Observação, Interpretação, Correlação e Aplicação).

O capítulo 4 versos 1,2 diz:

“E sete mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos do que é nosso; tão-somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio. Naquele dia o renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória; e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel.” Isaías 4:1,2

Portanto, para entender este texto é necessário recorrer ao contexto da passagem em questão. O capítulo 3 de Isaías nos fala que em decorrência do orgulho, altivez e vaidade das filhas de Jerusalém, chegaria um tempo em que seus homens cairiam à espada (verso 25).

Como consequência as mulheres daqueles dias não teriam com quem se casar; o que para aquela cultura significava opróbrio e vergonha.

Daí sete mulheres pedirem a um homem que apenas lhe dessem um nome de casada para livrá-las da vergonha ou opróbrio.

E claro, a partir de uma visão cristocêntrica, é possível fazer uma aplicação baseada no verso 2 do capitulo 4., onde se pode identificar este homem como o messias, Jesus(o Renovo do Senhor). Na simbologia profética mulher significa igreja ou a nação de Israel.

Neste caso temos um texto profético que anuncia um tempo em que pessoas, congregações – igrejas - Israel desejarão apenas ter o nome de Jesus, mas não o seu pão (sua palavra) e nem suas vestes (seu caráter).

Ou seja grupos denominados cristãos, descomprometidos com a palavra e o exemplo de Cristo.

Há um forte simbolismo no livro, na profecia, (eventos ocorridos na simbologia do sete, se referem a uma completude de tempos) as sete mulheres representam a mulher e a situação dos últimos dias. Dias estes, que precedem a volta de Cristo.

São livres, são independentes e cabeças. Sustentam a si mesmas e atendem quase todas suas necessidades.

Pelo texto, o que lhes falta ainda conquistar?

Falta conquistar o atropelado nas conquistas: o Homem.

Dali para frente e cada vez mais acentuado, Homem, seria tão raro, que quando um for achado, elas se renderão, se humilharão e o implorarão para lhes arrancar o opróbrio e terem o direito de serem chamadas pelo seu nome.

Ratificando: O que o texto fala não é que EM TODA A POPULAÇÃO DA TERRA HAVERÃO SETE MULHERES "PARA CADA" HOMEM DA TERRA. O texto mostra uma situação específica (um homem), um exemplo de como a situação vai ficar ruim.

Para encorpar a argumentação, a seguir dados importantíssimos:

Contexto Histórico.

  • O livro de Isaías está centralizado em um dos períodos mais turbulentos e trágicos da história judaica. 


  • Nos dias de Isaías, o reino de Judá esteve sob o governo de cinco reis, dos quais alguns eram bons e outros maus - Uzías, Jotão, Acaz, Ezequias e Manassés. Era uma nação pecadora. Embora fosse o povo de Deus, eles eram apóstatas e sem dúvida mereciam ser castigados. Durante o período da vida de Isaías, em um momento ou outro, vários inimigos poderosos estiveram inclinados à destruição de Jndá; O Reino do Norte de Israel, governado por Peca; a Síria, cujo rei era Rezim; e a Assíria, sob reis guerreiros como Tiglate-Pileser III, Sargão II e Senaqueribe. Além disso, outros vizinhos, como os filisteus, os moabitas e os edomitas, de vez em quando atacavam o pequeno reino.


  • O Egito era apenas uma “cana quebrada” sobre a qual tentavam apoiar-se em busca de ajuda contra o invasor assírio. Foi predito que a Babilônia, com quem Ezequias fez uma aliança, tomar-se-ia o futuro destruidor. Por meio de revelação, Isaías previu dois libertadores por vir: Ciro, como um libertador distante; e o Messias, como um libertador mais distante ainda. O profeta observou que tudo e todos seriam instrumentos de Deus tanto para o castigo quanto para a redenção de seu povo escolhido.


  • O profeta Isaías foi primeiramente chamado a profetizar ao Reino de Judá. Judá estava passando por tempos de reavivamento e tempos de rebeldia. Judá foi ameaçado de destruição pela Assíria e Egito, mas foi poupado por causa da misericórdia de Deus. Isaías proclamou uma mensagem de arrependimento do pecado e de expectativa esperançosa do livramento de Deus no futuro.


  • Mais do que qualquer outro livro no Antigo Testamento, Isaías concentra-se na salvação que virá através do Messias. O Messias um dia governará com justiça e retidão (Isaías 9:7; 32:1). O reino do Messias trará paz e segurança a Israel (Isaías 11:6-9). Através do Messias, Israel será uma luz para todas as nações (Isaías 42:6; 55:4-5). O reino do Messias sobre a terra (Isaías capítulo 65-66) é o objetivo para o qual aponta o Livro de Isaías. É durante o reinado do Messias que a justiça de Deus será plenamente revelada para o mundo.


  • Em um aparente paradoxo, o Livro de Isaías também apresenta o Messias como aquele que vai sofrer. Isaías capítulo 53 descreve vividamente o Messias sofrendo pelo pecado. É através de Suas feridas que a cura é alcançada. É através de Seu sofrimento que as nossas iniquidades são removidas. Esta aparente contradição é resolvida na Pessoa de Jesus Cristo. Em Sua primeira vinda, Jesus foi o servo sofredor de Isaías capítulo 53. Em Sua segunda vinda, Jesus será o Príncipe da Paz e ocupará o Seu cargo de Rei (Isaías 9:6).


Análise do Livro:

a) Os capítulos 1-6 são introdutórios. Na “grande acusação” (cap. 1), o povo de Deus é acusado de formalismo e hipocrisia, de cobiça e crueldade, de total desconsideração à sua relação de aliança com o Senhor seu Deus, Eles merecem o destino de Sodoma. Mas aqui, como em toda parte no livro de Isaías, há uma maravilhosa mistura de exortação e conforto com denúncia e condenação: “Sião será remida com juízo, e os que voltam para ela, com justiça” (1.27).

b) Os capítulos 7-12, freqüentemente chamados de “livro do Emanuel", referem-se à primeira grande crise, a guerra siro-efraimita, que por causa da incredulidade de Acaz provocou a primeira invasão assíria. As referências desdenhosas a Rezim e Peca poderiam (excetuando-se 2 Crônicas 28.6} nos levar a minimizar a grandiosidade dessa ameaça, que é responsável pelo pedido de ajuda de Acaz à Assíria. As maravilhosas profecias do Emanuel (7.14; 8.8,10; 9.6ss.; 11.1-6) terminam com a bênção aos gentios (11.10) e com uma canção de louvor ao Deus de Israel (cap. 12): “Porque grande é o Santo de Israel no meio de ti” (v.6).

c) Os caps. 13—23 contêm “fardos” (profecias pesadas e dolorosas) contra as nações que ameaçam a própria existência de Israel. Babilônia (e Assíria), Filístia, Moabe, Damasco, Etiópia e Egito, Edom, Arábia, Jerusalém (cujo pecado faz dela seu pior inimigo) e Tiro. Aqui, como em outra parte, a compaixão e a esperança perfuram as nuvens tempestuosas da ira (14.1-3,24-27,32; 17.7ss.; 18.7 etc.). Especialmente admirável é 19.23-25, onde Isaías usa sua figura favorita da “estrada” para descrever a relação segura e amigável com os antigos inimigos. Q Egito é chamado de “meu povo” (19.25; cf, Ex 5.1); a Assíria, de “obra de minhas mãos” (cf. 45.11); Israel, de “minha herança” (Zc 2.12) - uma profecia maravilhosa que desenvolve Isaías 2.2-5. 

d) O cap, 24 é uma visão do juízo do mundo, um apocalipse, que termina em bênção; o Senhor reinará no monte Siâo. O cap. 25, um hino de louvor, é seguido por uma canção que assim como a do cap. 12 será cantada pelo Israel redimido. O cap. 27 termina com uma promessa de livramento.

e) Os caps, 28-31 contêm outros juízos sobre as nações; aparentemente a Assíria, a Babilônia e o Egito. O “ai” sobre Samaria (cap, 28), provavelmente proferido antes de Sargão atacá-la, é seguido pela promessa da “pedra já provada, pedra preciosa de esquina” que o Senhor assentará em Siâo (28.16). 

f) No cap. 29, o “ai” sobre Ariel (a lareira de Deus, onde o fogo do altar arde perpetuamente e, portanto, um nome figurativo de Jerusalém) termina da mesma forma com uma promessa contra as alianças com o Egito (caps. 30-31). Contudo, essa advertência também é combinada com uma promessa de bênção (30.18-33), e é seguida no cap.32 pela promessa de um rei (o Messias) que “reinará em justiça”; e “o efeito da justiça será paz”. O cap. 33 é dirigido contra a Assíria, o “despojador que não foi despojado”. Contudo, Jerusalém será uma “habitação quieta, tenda que não será derribada” (33.20). O terrível “ai” sobre Edom (cap. 34) é seguido de um quadro glorioso de bênção futura (cap 35).

g) Os caps. 36-37 falam da invasão de Senaqueribe, uma das histórias mais emocionantes da Bíbila. O touro enfurecido que blasfemou contra o Santo de Israel será expulso com um anzol em seu nariz para morrer em sua própria terra pelas mãos de seus próprios filhos. A doença de Ezequias e a embaixada de Merodaque-Baladã (caps. 38-39} aparentemente dizem respeito a uma data anterior à dos caps. 35-37. Estes relatos são colocados depois dos outros; porém, esta ordem tem a finalidade de que a profecia ameaçadora de 39.6ss. pudesse ser imediatamente seguida pela grande mensagem de consolação para as gerações futuras; um livramento que Ezequias só poderia procurar em sua própria época.

h) O livro da consolação (caps. 49-66) pode adequadamente ser chamado de um sermão profético, tendo o nome de Isaías (“salvação do Senhor”) como seu tema.

Portanto, o horror do pecado humano e as maravilhas da graça divina são os seus temas recorrentes e alternados.

Podemos dividir o Livro de Isaías em duas partes: Na primeira parte que vai do capítulo primeiro ate o trinta e nove, o profeta Isaías alerta o povo de Deus a respeito da invasão e do cativeiro. A segunda parte de Isaías, como no “Novo Testamento”, apresenta conforto e esperança para um povo que reconheceu a necessidade de um Salvador a partir do conhecimento do “Velho Testamento” de Isaías que aponta para o Caminho, para o Salvador. 


Lembre-se:

  • Uma das maneiras mais fáceis de interpretar um texto bíblico é fazendo as perguntas:


"Quem, o quê, quando, como, onde, porque e para QUEM"

  • Outra preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode ilustrar uma doutrina.


  • Nada de texto fora do contexto!


Rodrigo Martins

Bacharel em Teologia, Professor de Hermenêutica e Escatologia a doze anos no I.T.Q. Juiz de Fora MG. Graduando no Sétimo Período de Pedagogia na UFJF

BIBLIOGRAFIAS

PENTECOST, J. Dwight. Manual de escatologia. Ed. Vida
PATE, C. Marvin. As interpretações do apocalipse. Ed. Vida
ALMEIDA, Abraão. Manual da profecia bíblica. Ed. CPAD
LAHAYE, Tim; JEKINS, Jerry B. Estamos vivendo os últimos dias. Ed. United Press
JEREMIAH, David. Antes que a noite venha. Ed. CPAD
JR, John Macarthur. A segunda vindan. Ed. CPAD
SHEDD, Russel. Escatologia e a influência do futuro no dia-a-dia. Ed. Shedd Publicações
OLSON, N. Lawrence. O plano divino através dos séculos
ICE, Thomas. Entendendo o Dispensacionalismo. Ed. Actual
RYRIE, Charles C. Dispensacionalismo – ajuda ou heresia? Ed. A.B.E.C.A.R (Associação Brasileira de Ensino, Cultura, Assistência e Religião)
SNODRASS, Klyne R. Compreendendo todas as parábolas de Jesus. Ed. CPAD
ZUCK, Roy. A interpretação bíblica. Ed. Vida Nova
HUCKABEE, Davis W. Estudos em hermenêutica bíblica (leis de interpretação bíblica)
STUART, Douglas; FEE, Gordon D. Entendes o que lês? Ed. Vida Nova
STUART, Douglas; FEE, Gordon D. Manual de exegese bíblica – antigo e novo testamentos. Ed. Vida Nova
BERKHOF, Louis. Princípios de interpretação bíblica. Ed. Cultura Cristã.
BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. Ed. Cultura Cristã
CAMPOS, HEBER CARLOS DE. As duas naturezas do redentor. Ed. Cultura Cristã

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A Hermenêutica do Dízimo


Rodrigo Martins, Professor de Hermenêutica no I.T.Q. Juiz de fora MG

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.10).

Desejo que sua leitura seja instrutiva e edificante, portanto permaneça até o final.

Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode ilustrar uma doutrina.

As palavras de Jesus:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! que coais um mosquito e engulis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.  Mateus 23:23-27

Uma das maneiras mais fáceis de interpretar um texto bíblico é fazendo as perguntas:

Quemo quêquandocomoondeporque e para QUEM.

Aplicando a Mateus 23:23 temos:

– QUEM disse isso? Jesus Cristo.
– O QUÊ foi dito? Para NÃO desprezar o mais importante da LEI, que são o juízo, a misericórdia e a fé e não omitir o dízimo do endro, da hortelã e do cominho.
– QUANDO foi dito isso? Durante o ministério de Jesus quando Ele falava aos seus discípulos e à multidão (Mt 23:1).
– COMO isso foi dito? Pessoalmente por Jesus Cristo.
– ONDE foi dito isso? No Templo em Jerusalém.
– PORQUE foi dito isso? Para abrir os olhos e ouvidos dos seus discípulos e da multidão (e eventualmente dos religiosos), quanto à iniquidade dos fariseus, saduceus e escribas (os religiosos da época) que eram como sepulcros caiados (Mt 23:27).
–  PARA QUEM foi dito isso? Para os escribas e fariseus, os hipócritas, aos quais Jesus Cristo diz logo em seguida no versículo 24: “Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo.” Isso foi dito também para os seus discípulos e à multidão.

No Novo Testamento encontramos em Atos dos Apóstolos a referência solidariedade e a divisão dos bens entre os primeiros cristãos. Atos 2,42 conta como na primeira comunidade os cristãos tinham tudo em comum. O mesmo livro, em 4,36, conta como Barnabé vendeu o campo que possuía e colocou o dinheiro ‘aos pés dos apóstolos’. Também no capítulo 5 diz como Ananias e Safira tentaram enganar a comunidade, escondendo o verdadeiro preço do propriedade vendida. De qualquer forma Pedro (Atos 5,3) diz que o pecado deles não consistiu no fato de não ter dado o dinheiro à comunidade, mas na mentira feita ao Espírito Santo.

Os aspectos concretos do dízimo no Antigo Testamento são regulamentados em Levíticos 27. A décima parte dos grãos, dos frutos e do gado devem ser consagradas ao Senhor. Os grãos e frutos podiam ser dados em forma material, mas também podiam ser convertidos em dinheiro e entregues em dinheiro, mas neste caso o valor devia ser aumentado de um quinto (Levíticos 27,31). O dízimo sobre o gado era feito fazendo passar os animais em fila; o décimo animal era colocado à parte para Deus.

O dízimo pertencia a Deus e era dado aos levitas conforme dito em Números 18,21, como se fosse a herança deles, pois a tribo de Levi não obteve para si, quando o povo entrou na terra prometida, nenhum território. Os animais porém não pertenciam aos levitas. E os próprios levitas deviam dar a Deus o dízimo daquilo que recebiam como dízimo (Números 18:26 seguintes).

O dízimo era dado no templo. Porém a cada 3 anos devia ser levado até o local onde os levitas moravam e doado aos pobres, estrangeiros, órfãos e viúvas, com os quais se devia fazer uma refeição (Deuteronômio 14:28).

É importante notar que o dízimo, na sua origem, não é destinado aos sacerdotes, mas tem como intenção sanar uma desigualdade social: compensar a falta de propriedade que atingia os levitas. Os sacerdotes, além disso, sobreviviam com os sacrifícios que o povo oferecia, que eram diferentes do dízimo.

É importante, falar do aspecto de ensino teológico que há na prática do dízimo: com o dízimo se exprime a convicção que tudo aquilo que se possuiu é fruto da bondade divina.  É o que se percebe do texto citado mais a cima, onde Jesus conta uma parábola que fala do dízimo praticado pelos fariseus no seu tempo, que era meramente uma prática, sem nenhuma espiritualidade. O dízimo em si não seria importante ele explica, mas significa sim, uma das expressões possíveis do reconhecimento da existência de Deus nas nossas vidas. Além do mais Jesus nos ensina que o fundamental da Lei transmitida no Antigo Testamento é a Justiça, a misericórdia e a fidelidade.

A respeito da Casa do Tesouro

Quando Salomão construiu o templo, várias salas ou câmaras foram construídas para diversos fins(I Reis 6:5). Estas dependências, por exemplo, eram usadas como abrigo para os cantores que apresentariam suas músicas(Ezequiel 40:44). Os guardas ocupavam uma destas salas(I Reis 14:18). Certa ocasião uma delas foi usada como esconderijo para Joás(II Reis 11:2 e 3).

Uma destas salas era usada como o lugar onde o dízimo que não era composto apenas de moedas, mas também de produtos agrícolas era entregue e guardado. Neemias usa a expressão ”Casa do Tesouro” para falar de uma destas câmaras ou salas onde eram depositados os dízimos (ver Neemias 10:38). Uma espécie de tesouraria do templo. Portanto, ”Casa do Tesouro” é uma expressão para designar primariamente o lugar(ou espaço) onde o dízimo deveria ser guardado.

A versão James Version (KJV) traduziu a expressão de Malaquias 3 como celeiro ou lugar onde cereais eram depositados, já que grande parte dos dízimos vinha em grãos

Levar à “Casa do Tesouro” significa devolver o dízimo no lugar designado. No caso á igreja a qual a pessoa é membro ou frequenta.

Uma pergunta se faz necessária: é correto que um texto do Antigo Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? Alguns responderão que sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da lei cerimonial essa sim, revogada.

A passagem de Gênesis 14.20 por exemplo diz:  E de tudo lhe deu Abrão o dízimoe é corretamente usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei, é um argumento procedente para validá-lo.

Sobre a prática deste patriarca vejamos ainda que:

"Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti." Galatas3: 7,8

"E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:29

O Dinheiro na Igreja

“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.” 1ª Coríntios 16:1,2

“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?” 1ª João 3:17

Ao lermos os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, notamos que Paulo desenvolve seu ensino acerca das contribuições. Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à liberalidade, à presteza em ofertar sem falar em uma ordenança ou exortação sobre um determinado percentual ou dizimo. Veja:

E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. (9.6) … porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. (8.2) Pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. (8.4) … assim, como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses. (8.11) porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio… ( 9.2).

Uma aluna do instituto teológico,  trouxe uma questão certa vez que finaliza de forma lógica a questão:

“Se na obrigatoriedade dava-se dez, no amor não deveriam dar até mais do que dez?”


“O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para o seu senhor será honrado.” Provérbios 27:18


“A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado.” Provérbios 11:25

“E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.” Filipenses 4:15-18

Paulo usa a figura dos sacrifícios do Antigo Testamento com relação às ofertas: as ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”

Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas boas aquele que o instrui (Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à obrigação de dar sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2ª Tessalonicenses 5.12:

“Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam.”

De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadores pastores-mestres serem sustentados pelas suas congregações:

“Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho.(v 14)...”

e ainda algo a se considerar sobre as contribuições dos dízimos e ofertas:

“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.” 1ª Timóteo 5:17,18

Como isso tudo ocorrerá sem dízimos e ofertas?

Por fim:

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmosQue façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.” 1ª Timóteo 6:17-19

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Teologia do Crescimento


A Teologia do Crescimento.

O Conhecimento Teológico para Melhor Servir!

Há uma reflexão da qual não sei quem é o autor, que considero urgente nesses dias:

Antes de conhecer Deus academicamente, o teólogo precisa conhecê-lo pessoalmente. Antes de se enveredar pelo problema filosófico e teológico do sofrimento, o teólogo precisa aprender a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que se alegram. Por ser reconhecido como teólogo, ele será ouvido, lido, consultado, citado, e, portanto não pode inventar suas teologias, assim como o profeta não podia inventar suas visões nem declarar “assim diz o Senhor”, se o Senhor nada lhe dissera. O teólogo precisa caminhar lado a lado com a fé e com a razão e, se em algum momento tiver de abrir mão de uma delas, deve ficar com a fé.

Duas perguntas:

Sua vida está sem significado (propósito)?

Já ouviu falar nos Moravianos?

Falar em Morávia, hoje em dia, parece estranho aos nossos ouvidos. Na verdade, não temos familiaridade com esse nome.

A Morávia foi o útero mater de um dos maiores movimentos de missões existentes no mundo até então. Foi lá que o Conde Zinzendorf, impulsionado pelo desejo profundo de evangelizar o mundo, realizou um grande projeto de Deus, despertando a Igreja para missões mundiais.

A Morávia e a Boêmia eram duas províncias situadas a noroeste do império austríaco e faziam fronteira com a Saxônia. A Morávia do século XVIII localizava-se na Europa Central, no centro da antiga Tchecoslováquia.

Wiliam Carey é considerado o pai das missões Protestantes, primariamente pelo fato de ter ele fundado a Sociedade Missionária Batista. Tal sociedade teve seu início em 1792, 275 anos após Martinho Lutero ter afixado as Noventa e Cinco Teses à entrada da Igreja de Wittemberg em 1517. Essa sociedade foi um veículo Protestante para o envio de missionários ao mundo não-cristão. Carey, contudo, não inventou o movimento missionário Protestante. Ele construiu a plataforma da qual o movimento missionário Protestante tinha lançado, de uma série de pranchas cortadas durante séculos, entre Lutero e ele. Uma dessas pranchas foi o Pietismo, um movimento evangélico interdenominacional e internacional, que procurava revitalizar a igreja existente, através de pequenos grupos dedicados ao estudo da Bíblia, oração, responsabilidade mútua e missões. August Hermann Francke definiu a agenda do Pietismo em apenas doze palavras: 

“uma vida mudada, uma igreja reavivada, uma nação reformada, um mundo evangelizado”.

Duas outras pranchas significativas na plataforma de Carey foram a Igreja Moraviana e os Puritanos. Os Moravianos foram os primeiros Protestantes a colocar em prática a idéia de que a evangelização dos perdidos é dever de toda a igreja, e não somente de uma sociedade ou de alguns indivíduos. Anteriormente, a responsabilidade pela evangelização havia sido lançada nos degraus dos governos, através das atividades colonizadoras deles. Os Moravianos, contudo, criam que as missões são responsabilidade de toda a igreja local.

A história dos Moravianos antecede à Reforma. Conhecidos originalmente como os Unitas Fratrum, ou a Unidade dos Irmãos, esses cristãos Checos foram os seguidores do mártir John Huss, um Reformador antes da Reforma. Ele foi martirizado em 6 de julho de 1415, e os Moravianos honram sua morte no calendário deles ainda hoje. Após a morte de Huss, seus seguidores, que foram muitas vezes conhecidos como Hussitas, ou como os Irmãos Boêmicos, experimentaram um verdadeiro ressurgimento. Eles se reorganizaram no ano de 1457, e no tempo da Reforma havia entre 150 a 200 mil membros em quatrocentas igrejas por toda a Europa Central. Mas, no levante das guerras dos 1600, a Boêmia e Morávia (República Checa) foram dominadas por um rei católico romano, o qual desencadeou uma terrível perseguição contra os Moravianos. Quinze de seus líderes foram decapitados. Os membros da igreja foram mandados para os calabouços e para as minas para trabalhos forçados. As escolas deles foram fechadas. Bíblias, hinários, catecismos e escritos históricos foram totalmente queimados. Foram todos espalhados. De fato, 16 mil famílias, repentinamente, se tornaram refugiadas. Por quase cem anos procuravam fugir da perseguição. Por causa disso formaram uma poderosa rede de cristãos “clandestinos” através de pequenas células.

Paul Pierson, missiólogo, escreveu: “Os Moravianos se envolveram com o mundo das missões como uma igreja, isto é, toda a igreja se tornou uma sociedade missionária”. Devido ao seu profundo envolvimento, esse pequeno grupo ofereceu mais da metade dos missionários Protestantes que deixaram a Europa em todo o século XVIII.

Devido os Moravianos terem sido pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam. Eles iam àqueles que eram rejeitados por outros.

Eles colocavam o crescimento do reino de Cristo acima de uma expansão denominacional. A obra missionária Moraviana era regada de oração. No ano de 1727, em Herrnhut na Alemanha, ocorreu um grande avivamento espiritual, os Moravianos começaram uma vigília de virada de relógio, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. E eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.

Deve-se ter me mente que quanto mais saudável for a igreja no sentido bíblico-teológico, maior e melhor será seu crescimento, pois uma igreja saudável cresce naturalmente.

Em seu livro: “Igrejas amigáveis e acolhedoras, George Barna, demonstra por meio de pesquisas que as igrejas que crescem em quantidade e qualidade, são aquelas que estão interessadas nas necessidades das pessoas, e naquilo que faz com que "suas mentes se debatam".

Por que uma mensagem tão bem preparada pelo pastor as vezes não prende atenção dos ouvintes nem faz a igreja crescer?

A Resposta remonta o período pós-reforma:

A modernidade tirou Deus do centro do universo e colocou o homem, os valores deixaram de vir do plano transcendental e passaram a ser ditados pela vida terrena. No contexto de profundas crises humanas, mudanças irão surgir nas múltiplas faces sociais e culturais. Podemos dizer que nas últimas décadas do século XX entra em cena um espectro fantasmagórico e um ar perfumado de incertezas e dúvidas: o pós-modernismo. Há uma ruptura com o mundo ordenado da modernidade e a crença no progresso vira comicidade (piada). Mudanças ocorrem em vários campos, as “certezas” se diluem em incertezas. Entra em cena no século XXI um novo conceito: “O hipermodernismo”, no hipermundo a marca tornou-se mais importante do que nossos desejos, e gostos para consumir. Hipermodernidade é o termo criado pelo filósofo francês Gilles Lipovetsky para delimitar o momento atual da sociedade humana. O termo “hiper” é utilizado em referência a uma agravamento dos valores criados na Modernidade, atualmente elevados de forma a criar uma ícone um modelo representativo.

A luz de uma teologia mais consistente é possível responder a essa sociedade, e ainda fazer “transformação social”, isto por meio da proclamação (pregação) do evangelho, se levarmos a sério que os problemas da sociedade tem sua origem na queda, uma vez que o indivíduo tenha sua mente transformada, (aberta), pelo evangelho de uma forma integral, ele estudará, trabalhará e buscará ser útil de forma tangível no contexto social onde está inserido.

Os Dois Jovens Moravianos

Durante esse período dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérigo chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua própria venda para custear sua viagem.

No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas:

“QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO“.

Talvez devêssemos nos convencer, que não devíamos orar se não estivéssemos dispostos a ser a resposta pelo o que estamos orando.

Isso me lembrar a canção de Anderson Freire: “Força e Sabedoria”: (clique para ouvir)



Rodrigo Martins, professor e vice-diretor no ITQ Juiz de Fora MG


domingo, 11 de maio de 2014

Colhemos o que Plantamos



A Lei da Semeadura.


Colhemos sempre a mesma espécie daquilo que semeamos.

“Das duas uma”: ou está faltando paginas na Bíblia, ou está faltando leitura dela!

É Ler e Observar...

Gálatas 6:6-10 - “O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instruiNão se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.”

Oséias 8:7a - "Eles semeiam vento e colhem tempestade.”

Provérbios 22:8 - “Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo."

Oséias 10:12 - “Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhoraté que ele venha e faça chover justiça sobre vocês.”

Eclesiastes 11:6 - “Plante de manhã a sua sementee mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toapois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas.”