quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A Queda do Querubim e A Hermenêutica Escatológica


*Este artigo abrange as categorias: Angelologia, Escatologia e Hermenêutica.

“Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.” Apocalipse 12:12

A Bíblia está para o Teólogo como a natureza está para o Cientista, um conjunto de fatos desorganizados. É tarefa do Teólogo, observar, interpretar, correlacionar, aplicar, organizar e dar o sentido para o “povo”. (O.I.C.A. – Observação, Interpretação, Correlação e Aplicação).

“E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.” Neemias 8:8

O Livre arbítrio dos Anjos

Os anjos são seres espirituais que possuem personalidades que incluem emoções (Lucas 2:13-14), inteligência (2 Coríntios 11:3, 14) e vontades (2 Timóteo 2:26). Satanás foi um anjo que foi expulso do céu junto com muitos outros anjos que decidiram segui-lo e optaram pelo pecado (2 Pedro 2:4). 

Em termos de livre-arbítrio, a Bíblia revela que este foi um exercício de sua capacidade de escolha (Judas 1:6), os anjos com pleno conhecimento do mundo natural e do mundo sobrenatural fizeram sua escolha "lá e então". Os anjos têm um livre-arbítrio, mas a Bíblia deixa claro que não pecarão. O apóstolo João, ao descrever o céu, escreveu que não haverá luto, choro ou dor (Apocalipse 21:4), e qualquer um que faça o mal nunca será permitido entrar (Apocalipse 21:27). Os anjos que fazem parte do céu são sem pecado.

Por que Deus não Destruiu o Diabo?

Se Deus tivesse destruído o Diabo lá no momento da rebelião os anjos ficariam com mais dúvida ainda.

O nome Lúcifer consta na Bíblia?

Lucífero vem do latim. Faz parte da tradição religiosa dos antigos romanos e literalmente signfica "portador de luz" (lux = luz + ferre = trazer). Equivale ao grego "phosphoros" (phos + pherein).

Em relação às traduções da Bíblia, na Vulgata Latina (tradução muito antiga da Bíblia em latim), o termo aparece 2 (duas) vezes. Em Isaías Jerônimo, o tradutor da Bíblia em latim, usa "lucífero" em referência ao rei da Babilônia:

Isaías 14:12:

"quomodo cecidisti de caelo lucifer qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes"

(Almeida: Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!)

Aparece também em 2ª Pedro 1,19:

"et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris." 

(Almeida: E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.).

A estrela da manhã tem vários significados diferentes na Bíblia. De acordo com o contexto, a estrela da manhã pode representar o diabo, Jesus ou a glória dos salvos.

Cientificamente, a estrela da manhã é o planeta Vénus. Antigamente, muitos povos não faziam distinção entre as estrelas, os planetas, os cometas e outros corpos celestes menores que viam no céu. Todas essas coisas eram chamadas de estrelas.

Vénus é uma das estrelas mais brilhantes no céu noturno e é a última estrela a desaparecer de manhã. Por isso, ela ficou conhecida em algumas culturas como a estrela da manhã. Várias culturas têm mitos associados à estrela da manhã.

Na Bíblia, a estrela da manhã é usada para representar algumas coisas diferentes:

Isaías 14:12-14, Deus condena a estrela da manhã. Aqui, a estrela da manhã representa uma pessoa que tinha grande poder mas que se tornou arrogante. A “estrela da manhã” se achou superior e tentou roubar a glória de Deus.

(1 Timóteo 3:6). A passagem também pode ser uma condenação a pessoas que caem no mesmo erro que o diabo e tentam ser superiores a Deus.

Em Apocalipse 22:16, Jesus diz que ele é a estrela da manhã. Nessa passagem, o significado da estrela da manhã é diferente da profecia de Isaías. Jesus não está dizendo que ele é igual ao diabo.
Toda a glória e todo o poder pertencem a Jesus. Ele se destaca acima de todas as coisas porque ele é Deus. Ninguém é como Jesus. Sua glória ainda brilha quando todos os outros falham.

A estrela da manhã também anuncia o início do dia, o fim da escuridão. De modo semelhante, Jesus veio para trazer o fim da escuridão do pecado em nossas vidas. Ele é nossa esperança, que nos dá a luz de Deus.

A glória dos salvos


Em Apocalipse 2:26-28, Jesus promete dar a estrela da manhã aos seus fiéis. Isso não significa que vamos literalmente receber uma estrela, nem que vamos ocupar a posição do diabo. Significa que vamos partilhar da glória de Jesus.

Querubim:

Querubim  ou querubins são seres angélicos envolvidos em adorar e louvar a Deus. Os querubins são mencionados na Bíblia pela primeira vez em Gênesis 3:24: “E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.” Antes da rebelião de Satanás, ele era um querubim (Ezequiel 28:12-15). O tabernáculo e o templo, assim como os seus pertences, continham muitas representações de querubins (Êxodo 25:17-22; 26:1,31; 36:8; 1 Reis 6:23-35; 7:29-36; 8:6-7; 1 Crônicas 28:18; 2 Crônicas 3:7-14; 2 Crônicas 3:10-13; 5:7-8; Hebreus 9:5).



Os capítulos de 1 a 10 do livro de Ezequiel descrevem os “quatro seres viventes” (Ezequiel 1:5) como sendo os mesmos que os querubins (Ezequiel 10). Cada um tinha quatro faces – a de um homem, de um leão, de um boi e de uma águia (Ezequiel 1:10; também 10:14) – e cada um tinha quatro asas. Em sua aparência, os querubins “tinham a semelhança de homem” (Ezequiel 1:5). Esses querubins usavam duas de suas asas para voar e as outras duas para cobrir seus corpos (Ezequiel 1:6,11,23). Sob suas asas os querubins aparentavam ter a forma, ou semelhança, da mão de um homem (Ezequiel 1:8; 10:7-8,21). Na visão haviam rodas e havia um Trono, talvez a ilustração a cima ajude a ter uam noção do que Ezequiel viu.

As imagens de Apocalipse 4:6-9 também aparentam estar descrevendo querubins:



Ele era músico?

A passagem literalmente faz parte de um juízo proferido sobre o rei de Tiro, portanto, a intenção original de Ezequiel não é tratar de Lúcifer em seu estado não caído e por isso, precisamos respeitar o contexto. Mesmo que haja certos paralelos entre a altivez do rei de Tiro e Lúcifer. Por exemplo, porque o texto trata de instrumentos musicais, alguns concluem que isso se refere ao dom musical de Lúcifer no céu, vale lembrar a linguagem poética, simbólica e metafórica utilizada aqui.

Mas há sim, uma relação com música!

Outro texto utilizado para dar fundamentação bíblica a esta tese é Jó 38,4-7, que mostra que fala do “coro celestial”:

“Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? ... quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”

A palavra “da guarda”, em Ezequiel 28,14-16, significa literalmente “quem conduz”, visto que, antes da queda de Lúcifer não havia inimigos e nem nada para ser guardado. Ou seja ,ele conduzia a adoração a Deus o que leva a pressupor que como "aferidor de medida" ele era o líder em adoração, o querubim mais próximo da perfeição.

O ser “ungido”, significava que ele era escolhido para um propósito especial.

Se Lúcifer era ou não "regente do coro celestial" é irrelevante, já que ele não caiu de sua elevada posição por rebelião ao governo de Deus em questões musicais. 

E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.” Lucas 4:5-8

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.” João 16:7-11

“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras." 2ª Coríntios 11:14,15

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” 1ª Pedro 5:8

Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de DeusOu, como pode alguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?” Mateus 12:28,29

“Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro,e deu dons aos homens. Ora, isto— - ele subiu— - que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terraAquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.” Efésios 4:7-10

“E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.” Mateus 28:16,17

“E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.” Apocalipse 1:18

A Queda de Lúcifer  e A destruição da Terra

“Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro.” Isaías 45:18

Por causa do versículo a cima da pra ver que houve algo entre os versículos 1 e 2 chamado de teoria do intervalo.

No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” Gênesis 1:1-2

O que aconteceu para que ela ficasse sem forma e vazia seria a queda  de Lúcifer:

“Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e diz. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônica, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá.” Ezequiel 28:11-19

Compare com:

Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo”. Isaías 14:12-15

“E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.” Apocalipse 12:3,4

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” Apocalipse 12:9

OBS. o livro de Apocalipse quando fala de dragão (ao contrario da serpente), aponta para o fim, e não início, é um evento futuro que faz menção a um acontecimento do passado para identificação do personagem (antiga serpente).

Lei da Dupla referência:

A princípio Isaías falava ao Rei da Babilônia, e em meio à profecia faz a referência a Satanás que foi lançado a terra. Na máxima concordância e harmonia com os escritos de dupla referência de Ezequiel (que faz a narrativa de satanás em dupla referência com o rei de Tiro), que trata da existência de Lúcifer antes da queda.

A Lei da Dupla Referência é simplesmente o reconhecimento de que o cumprimento de determinada passagem das Escrituras pode não ter esgotado seu significado, mas que pode haver um cumprimento maior e posterior da passagem,” e saberemos isso pelo próprio contexto.

A Lei da Dupla Referência, no que se refere a indivíduos, encontra numerosos exemplos nos livros proféticos. Principalmente em Daniel, vemos o Anticristo definitivo várias vezes retratado sob as figuras imediatas e locais do rei da Babilônia, do rei da Grécia, do rei da Síria, etc. 

E existe a teoria de que nesse período da queda de lúcifer tenha caído um meteoro na terra:

“E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu.” Lucas 10:18

E Então vejam isso:

E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.” Gênesis 2:8

Observem! Deus plantou um jardim no éden para o homem por isso satanás o odeia. Não lemos em Ezequiel 28 que ela estava no Éden Jardim de Deus no início?! Aquele das pedras preciosas e riqueza mineral?!

Um dia esta riqueza mineral será restaurada:

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” Romanos 8:18-23

O estabelecimento do Reino de Deus em Cristo nesta Terra trará uma Restauração para a Natureza e para os Homens, portanto não se trata de uma "destruição em definitivo", mas de uma reforma pela qual nosso Planeta passará.

Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” 2ª Pedro 3:7-13

Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.” Isaías 65:17

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." Apocalipse 21:1

"Eis que reinará um rei com justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo.” Isaías 32:1

“Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.” Lucas 1:30-33

E meu servo Davi será rei sobre eles, e todos eles terão um só pastor; e andarão nos meus juízos e guardarão os meus estatutos, e os observarão. E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, em que habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre, e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente. E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E os gentios saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles para sempre.” Ezequiel 37:24-28

Os Homens nessa Reforma:

“Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” Filipenses 3:20,21

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” 1ª João 3:2

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.” Colossenses 3:4

E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai.” Apocalipse 2:26,27

Os Gentios/As Nações nessa Reforma da Terra:

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.” Apocalipse 20:1-3

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.” Zacarias 8:23

“E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.” Zacarias 14:16

“E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.” Apocalipse 21:24

“No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” Apocalipse 22:2

“Até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto; então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque. E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre.” Isaías 32:15-17

“Dizei aos turbados de coração: Sede fortes, não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará. Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos. E ali haverá uma estrada, um caminho, que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para aqueles; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão. Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; porém só os remidos andarão por ele. E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.” Isaías 35:4-10

“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” Apocalipse 20:7-10

O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele. E com uma inundação trasbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão os seus inimigos. Que pensais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia.” Naum 1:7-9

terça-feira, 26 de setembro de 2017

É impossível Arrepender? Uma Hermenêutica de Hebreus.


Esboço para discussão em sala, aula de hermenêutica 26/09/2017

Professor Rodrigo Martins ITQ Juiz de Fora MG

Análise de Hebreus 6 com especial atenção em:

“Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” Hebreus 6:4-6

  • O livro foi escrito entre 60 e 70 d.C. talvez Itália (Hb.13.24). Tema principal: A superioridade de Cristo.


  • "Hebreu" era o nome dados aos israelitas pelas nações vizinhas. Talvez tenha derivado de Éber ou Héber, que significa "homem vindo do outro lado do rio" (Jordão ou Eufrates) (Gn.10.21,24; 11.14-26; 14.13 Js.24.2). Abraão foi chamado de "hebreu".


Temos então várias designações para o mesmo povo:

- Hebreu: designa descendência.
- Israel: destaca o aspecto religioso.
- Judeu: da tribo de Judá ou habitante do reino de Judá.

Contextualizando:

Alguns desses termos foram mudando um pouco de sentido com o passar do tempo. O "judeu" do Velho Testamento estava estritamente ligado à tribo de Judá. Depois do cativeiro, a maior parte dos que regressaram a Canaã eram da tribo de Judá. Então, "judeu" tornou-se quase um sinônimo de israelita, já que quase todos os israelitas eram judeus. O termo tem esse mesmo sentido genérico até hoje.

O "hebreu" do Velho Testamento era todo indivíduo israelita. No Novo Testamento, esse termo passa a designar mais especificamente aquele israelita que fala aramaico e é mais apegado ao judaísmo ortodoxo, em contraposição ao "helenista", que é o israelita que fala grego e está mais influenciado pela cultura grega. Nesse sentido, veja Filipenses 3.5 e II Coríntios 11.22, nos quais o apóstolo Paulo cita com orgulho o fato de ser "hebreu" , assim como eram seus pais.

O autor insiste em que os leitores de sua carta deixem o que é primário e prossigam até a perfeição, no sentido de maturidade. Ele lista então seis pontos doutrinários, que chama de os rudimentos da doutrina de Cristo (os primeiros rudimentos, em Hb 5.12):

(1) Arrependimento de obras mortas se refere à mudança de pensamento quanto às exigências da Lei de Moisés (Hb 9.14).

Embora a Lei seja boa (1 Tm 1.8), era fraca, por causa da fraqueza de nossa natureza pecaminosa (Rm 8.3).

(2) O que é necessário para a salvação não são as obras mortas, que não podem salvar, mas a fé em Deus.

(3) Batismos pode referir-se aos vários batismos citados no Novo Testamento (o batismo de Cristo, o de João, o batismo do crente nas águas, e o espiritual, do crente pelo Espírito Santo), ou também aos diversos ritos de purificação praticados pelos judeus.

(4) No livro de Atos, a imposição das mãos era usada para transmitir o Espírito Santo (At 8.17,18; 19.6), assim como para ordenação ao ministério (At 6.6; 13.3). Essa prática é encontrada também no Antigo Testamento, para a delegação de poderes a alguém para serviço público (Nm 27.18,23; Dt 34.9) e no contexto de apresentação do holocausto ao Senhor (Lv 1.4; 3.2; 4.4; 8.14; 16.21).

(5) Ressurreição dos mortos se refere à doutrina da ressurreição de todos no final dos tempos (Ap 20.11-15). E um ensinamento do Antigo Testamento (Is 26.19; Dn 12.2), amplamente difundido no judaísmo do século 1, principalmente pelos fariseus. Para os cristãos, tornou-se essencial a crença na ressurreição de Jesus, sem a qual não existiria o perdão dos pecados (1 Co 15.12-17).

(6) Juízo eterno se refere à crença de que todos seremos julgados pelo grande Juiz. As Escrituras indicam que existirão dois tipos de julgamento final: o dos cristãos, no qual Jesus determinará a recompensa de cada um (1 Co 3.12-15), e o juízo dos descrentes (Ap 20.11-15).

Há três grupos nesse contexto e seus leitores originais são cristãos judeus que estão pensando em retornar ao judaísmo, e segundo o texto estarão se juntando às fileiras daqueles que crucificaram Cristo, pois sua atitude corresponde, em importância, a uma rejeição pública, a uma nova crucificação (simbólica) do Senhor. 

É necessário então compreender que “três grupos básicos de pessoas estão em vista em toda esta epístola. Se não mantiver um destes grupos em mente, o livro se torna bastante confuso.”  Em linhas gerais, os leitores eram judeus, que mantinham uma compreensão razoável da Torá. Um primeiro composto por judeus que eram cristãos de fato; um segundo, composto por judeus não cristãos que estavam intelectualmente convencidos; e, um último, composto por judeus não cristãos que não estavam convencidos.

A passagem diz respeito a judeus, verdadeiros crentes em Jesus, que, ao sofrerem perseguição, viam-se tentados a novamente se envolver com a religião judaica e seus ritos, de que haviam sido libertos em Cristo. Em vez de falar da perda da justificação, a passagem se refere ao fracasso de um crescimento à maturidade. O crente que, tentado, é levado a cair (como traduz melhor o grego), depois de já haver obtido progresso na caminhada cristã, como se evidencia nas características do crescimento cristão indicadas nos versículos 4 e 5, após a queda (o abandono não de Cristo, mas da corrida cristã) coloca-se em risco de ficar estagnado no crescimento cristão. A expressão e recaíram pode ser traduzida de forma melhor por e caíram de lado, representando um corredor que cai ao lado da pista durante uma corrida. Quando leio isso penso no "Mito da Caverna" de Platão. Reflita sobre esta explicação e faça uma correlação com a imagem que segue:




Por exemplo, a questão do “aio” em Gálatas 3:24-25:

A palavra "aio" (tutor) vem de uma palavra grega que quer dizer,  literalmente, "uma pessoa que conduz uma criança". Os aios na época de  Paulo foram servos responsáveis pela proteção dos filhos de seus senhores, levando-os para a escola, corrigindo-os, etc. Não foram os professores, nem os pais, mas serviam para cuidar da criança. Em Gálatas, Paulo mostra que as pessoas que estavam sujeitas à lei de Moisés no passado não permanecem subordinadas a este "aio". Ele afirma que a lei cumpriu sua função temporária. Por isso, ela não tem o mesmo domínio depois da chegada da fé em Cristo. 

Ele disse: "Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio" (Gálatas 3:23-25). O aio representa a lei revelada através de Moisés. A fé representa o evangelho de Jesus Cristo. As boas novas de salvação em Cristo já foram reveladas, e ninguém precisa guardar as leis do Antigo Testamento.

(6 .7 ,8 ) Nestes versos que se seguem, há uma ilustração baseada na natureza transmite duas verdades: (1) um pedaço de terra que recebe chuva (um dom celestial, v. 4) e que é produtiva e útil para muitos e abençoada por Deus (v. 7); (2) um pedaço de terra (v. 8) que recebe chuva (um dom celestial, v. 4), mas é improdutiva, é reprovada (gr. adokimos), palavra que significa desqualificada, usada em relação a cristãos desqualificados para receber recompensas (1 Co 9.27; 2 Co 13.5,7). Essa terra não é amaldiçoada, mas perto está da maldição (1 Co 11.29-31).

A consequência é ser queimada, o que não significa o inferno, mas um juízo temporal de Deus. No Antigo Testamento, o juízo de Deus sobre Seu povo está associado a queima dos campos (Is 9.18-19; 10.17), o que representa morte física, mas não morte espiritual. Talvez exista aqui também uma alusão ao fogo do juízo, quanto ao fundamento de Cristo (1 Co 3.11-15). Existia uma prática antiga de queimar a terra para destruir as ervas daninhas e fazer que o campo fosse útil novamente. Se essa é a alusão pretendida, então a passagem ensina que, embora todas as tentativas humanas de restaurar os apóstatas sejam inúteis (v. 6), existe a esperança de que possam voltar a produzir novamente. E possível a uma pessoa naufragar na fé e aprender, então, com essa ruinosa experiência (1 Tm 1.18-20).

“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança;” Hebreus 6:10,11

“A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” Hebreus 6:19,20

A esperança do crente em Cristo é segura como uma âncora. Essa âncora não está na areia, mas na presença do Todo-poderoso. Interior do véu se refere ao Santo dos Santos, o lugar onde Deus habita. 

A palavra grega para precursor era usada no século 2 d.C. com relação a barcos menores enviados para o porto pelos grandes navios impossibilitados de lá atracar devido ao mau tempo. Esses barcos carregavam a âncora através da arrebentação para o porto e a prendiam lá, segurando assim o navio maior. Precursor pressupõe que outros o seguirão. Deste modo, Jesus é não somente a própria âncora do crente, mas também o barco que leva a âncora para o porto e a segura firmemente. 

“Go” siga daqui e confia!

“Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.” Hebreus 10:35-37

“Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:11-14

domingo, 24 de setembro de 2017

Apocalipse 12! O que Significa?



Perguntas recebidas: “Quem é a Mulher de Apocalipse 12?” “A que evento o capítulo se refere?”

Apocalipse 12: 1-6
“E VIU-SE um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.”

  • Apocalipse significa revelação, este livro caracteriza-se pela linguagem mística, os símbolos, visões e aparições celestes. Se fosse escrito em linguagem corrente e comum, seus inimigos o destruiriam por falar contra eles.


  • A literatura apocalíptica nasce dentro de um processo histórico de perseguição, numa situação critica servindo para animar as comunidades perseguidas. A situação histórica vivida pela comunidade onde nasce essa literatura é representa pela abundância de imagens, visões, números...

  • É um gênero estranho para nós. Para a época, era traduzido intelectualmente. Uma literatura de erudito para eruditos, por isso sua interpretação ligavam-se ao seu  meio social. (contexto é tudo gente!)


Por exemplo, naquele contexto:

Túnica = dignidade sacerdotal.
Cinto de ouro = o poder real.
Olhos chamejantes = ciência perfeita (1,13-16).
Branco = vitória.
Vermelho = violência.
Preto = morte...

  • Este livro implicitamente recorre a apocalíptica judaica e ao A.T.. Servindo-se do Êxodo, Daniel e Ezequiel de onde extrai a maioria dos símbolos e imagens, por isso para interpretá-lo é necessário conhecer os escritos proféticos do Antigo Testamento.


  • As Profecias obedecem a “Lei da Dupla Referência”, (já expliquei essa forma de interpretação em outro artigo e em meu TCC) Significa dizer que as profecias tem um cumprimento histórico e outro futuro.


  • O Apocalipse é um livro do seu tempo, escrito a partir do seu tempo e para o seu tempo; Mas é válido para todos os tempos, pois há claramente uma mensagem para a Igreja de Cristo em todas as épocas.


  • O texto não pode significar hoje o que nunca significou para a época, mesmo a dupla referência estará dentro do contexto da mensagem bíblica.


  • É preciso descobrir o “lá e então” para se determinar o “aqui e agora”.


  • Toda vez que esse adversário é mencionado como serpente é uma referência ao passado, toda vez que é mencionado como Dragão é uma referência ao futuro.

Interpretando Apocalipse 12:

Vários elementos do simbolismo mostram uma conexão com Gênesis 37:9,10, em que o sol no sonho de José, representa Jacó; a lua Raquel, as estrelas as tribos de Israel.

“E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim. E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?”

As figuras de linguagem referentes a Israel como uma parturiente no AT sustentam essa interpretação (Is 26:17,18; 66:7; Jr 4:31; 13:21; Mq 4:10; 5:3), como também o faz a referencia à arca da aliança de Israel no versículo imediatamente antecedente a Apocalipse 12;1 (11:19).

“Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto, e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós diante de ti, ó Senhor! Bem concebemos nós e tivemos dores de parto, porém demos à luz o vento; livramento não trouxemos à terra, nem caíram os moradores do mundo.” Isaias 26:17,18

“Antes que estivesse de parto, deu à luz; antes que lhe viessem as dores, deu à luz um menino.” Isaias 66:7

A "judaicidade" do contexto encontra apoio adicional nas referencias às doze tribos de Israel em Apocalipse 7:5-8 e 21 e para o templo e Jerusalém em 11:1-13.

Neste capítulo lemos que o "dragão" persegue a "mulher"(Israel) que "deu à luz a um filho varão".

Esses versículos mostram claramente que estão num cumprimento histórico e futuro na "Grande Tribulação", nos remete claramente ao pensamento e lembrança de quando satanás fez sua investida direta contra Cristo quando este nasceu.

Os detalhes apontam para a identificação da mulher como símbolo do Israel nacional.

O Capítulo 12 , fala da continua animosidade de satanás contra Israel, em geral, e contra seu Messias.

A descrição de dores de parto como disse acima, antes de dar à luz a Criança que se torna o Regente das Nações (v.5) pode referir-se também a Maria, como mãe de Jesus (Já que as profecias obedecem a lei da dupla referência como já foi dito), (Mq 5.3; Lc 2.5-7).

Detalhes posteriores (Ap 12.6,13-17), no entanto, sugerem que a mulher provavelmente tem uma referência mais ampla. Como uma representação semelhante é usada em relação a Israel em Miquéias 4.9-10, uma representação da nação judaica ou do remanescente fiel dentro da nação. Além disso, a primeira profecia da Bíblia, Gênesis 3.15, serve como um lembrete da batalha entre a Semente da mulher e Satanás.

Atentando sempre a historicidade do contexto:

A fuga da mulher para o deserto por 1.260 dias refere-se ao tempo futuro chamado de Grande Tribulação. Mil duzentos e sessenta dias são 42 meses (de 30 dias cada), o que é o mesmo que três anos e meio. Na metade do período da Tribulação, a Besta (o Anticristo) colocará uma imagem de si mesmo no templo que será construído em Jerusalém. Esta é a abominação de que Jesus falou em Mateus 24:15 e Marcos 13:14. Quando a Besta fizer isso, ela quebra o pacto de paz que havia feito com Israel e a nação tem de fugir por segurança (ver também Mateus 24; Daniel 9:27). Esta fuga dos judeus é retratada como a mulher fugindo ao deserto.

Embora seja verdade que Maria deu à luz Jesus, também é verdade que Jesus, o filho de Davi da tribo de Judá, veio de Israel. Em certo sentido, Israel deu à luz (gerou) Cristo Jesus. A mulher (v.1-6) é, de alguma forma, levada para o seu lugar de proteção contra a serpente, o deserto, como se fosse carregada pelas asas de uma grande águia. Isso faz lembrar como Israel escapou dos egípcios e chegou ao monte Sinai (Êx 19.4; Dt 32.11,12). Um tempo equivale a um ano; então, o período de proteção aqui é de três anos e meio, que corresponde ao período do testemunho das duas testemunhas em Apocalipse 11.3. É equivalente também ao período da autoridade da besta — quarenta e dois meses (Ap 13.5) —, que inclui a sua habilidade para fazer guerra aos santos e vencê-los (Ap 13.7; Dn 7.25; 12.7).

Isa 54:1 "Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido", diz o Senhor.
Isa 54:2 "Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas.
Isa 54:3 Pois você se estenderá para a direita e para a esquerda; seus descendentes desapossarão nações e se instalarão em suas cidades abandonadas. "
Isa 54:4 "Não tenha medo; você não sofrerá vergonha. Não tema o constrangimento; você não será humilhada. Você esquecerá a vergonha de sua juventude e não se lembrará mais da humilhação de sua viuvez.
Isa 54:5 Pois o seu Criador é o seu marido, o Senhor dos Exércitos é o seu nome, o Santo de Israel é seu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra.
Isa 54:6 O Senhor chamará você de volta como se você fosse uma mulher abandonada e aflita de espírito, uma mulher que se casou nova, apenas para ser rejeitada", diz o seu Deus.
Isa 54:7 "Por um breve instante eu a abandonei, mas com profunda compaixão eu a trarei de volta.
Isa 54:8 Num impulso de indignação escondi de você por um instante o meu rosto, mas com bondade eterna terei compaixão de você", diz o Senhor, o seu Redentor.

O sinal do grande dragão vermelho é interpretado no versículo 9 como Satanás, que inicialmente aparece nas Escrituras como uma serpente no jardim do Éden (Gn 3). A imagem está de acordo com o Antigo Testamento e com o uso extrabíblico (Is 27.1). O dragão com sete cabeças e dez chifres se refere a Satanás e ao império sobre o qual ele governa durante o curso de tempo.

A referência à terça parte das estrelas do céu pode ligar esse acontecimento ao juízo das trombetas no qual a terça parte é a proporção característica de destruição (Ap 8.7), incluindo a terça parte das estrelas (v.12). No entanto, também é entendida como uma referência à rebelião da terça parte dos anjos que seguiram Satanás. A tentativa do dragão de tragar o Cristo recém nascido revela que a estratégia de Herodes para matar Jesus, quando este era um bebê (Mt 2.3-16) foi satanicamente inspirada.

Apocalipse 12:12-17 como explicado acima, fala de como o diabo vai fazer guerra contra Israel, tentando destruí-la (Satanás sabe que o seu tempo é curto, relativamente falando – ver Apocalipse 20:1-3, 10). Essa passagem também revela que Deus vai proteger Israel no deserto. Apocalipse 12:14 diz que Israel vai ser protegida contra o diabo por “um tempo, e tempos, e metade de um tempo” ("um tempo" = 1 ano; "tempos" = 2 anos; "metade de um tempo"= meio ano; em outras palavras, três anos e meio).

Miguel é um arcanjo (Jd 9). De acordo com Daniel 12.1, ele é um anjo guardião especial da nação de Israel. Aparentemente, comanda um exército de anjos. Miguel e os exércitos celestiais são vitoriosos, deixando Satanás e seus demônios fora dos limites do céu.

O perigo da água como um rio para a mulher é afastado quando a terra se abre, talvez da mesma forma que se abriu para o rebelde Corá e seus seguidores em Números 16.30-33. Não há um modo de determinar se esse é o relato de uma enchente real ou a descrição figurativa de um ataque de Satanás contra os protegidos por Deus.


Rodrigo Martins de Oliveira. Bacharel em Teologia. Professor de Escatologia Bíblica e Hermenêutica no I.T.Q. Juiz de Fora MG

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O mundo vai acabar em 23/09/2017?



Vários de vídeos no YouTube e textos na internet estão sugerindo que em 23 de setembro de 2017 combinando o Apocalipse 12: 1-2, sinalizará o início do Arrebatamento ou o Fim do Mundo.

Há pessoas que veem em 2017 diversos significados “numerológicos”, dizem que no calendário grego ele é um ano cabalístico marcado por fins de ciclos e recomeços. No calendário hebraico, 5777, onde 5 é considerado o número da graça e 7 o completo, ou seja, 777, três vezes completo.

Bom, vamos lá! sou Professor de Escatologia e Apocalipse no I.T.Q. (Instituto Teológico Quadrangular) Juiz de Fora MG já fazem 12 (doze) anos e, estudo o tema já fazem 20 (vinte) anos, já li mais livros sobre as mais variadas linhas de interpretação do Apocalipse que eu possa enumerar e, é daí que partirá minha análise.

*ontem alguém me disse até que teria sido prorrogado o fim do mundo para 28/09/2017.

Não tem nada disso!

Não é o Fim do Mundo nem o Arrebatamento.

  • O Fim do Mundo como vaticinado nos filmes não existe! Não acontecerá. (haverá sim uma reforma da terra).

  • O Arrebatamento é Iminente. Significa dizer que é imediato-a-qualquer-momento, sem prévio aviso, ninguém pode dizer quando ocorrerá.


Quanto aos sinais de Mateus 24, estes nada tem com o Arrebatamento esperado por muitos, mas sim com a  volta visível de Cristo Jesus para Reinar literalmente no Mundo a partir de Israel conforme Zacarias 14 e vários outros textos bíblicos.

Evangelho pregado em todo mundo, guerras, rumores de guerras, pestes fome, fuga no sábado, são um sinal para o Israel da Profecia Bíblica, sobre a Volta (manifestação) do Messias.

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” Mateus 22:29. Continua Válido!

O tema da “Queda e Restauração Nacional, Política e Econômica daquela Nação” estão intimamente ligados nas Escrituras com a Volta (manifestação) visível de Jesus Cristo.

“Calma! Tá tudo certo gente!”

Agora, se é a chegada de ET’s ou do Anticristo (que são a mesma coisa) aí já é outra história, (a questão se há vida em outros planetas discutirei em outro artigo).

O caso é que se a doutrina do Arrebatamento está correta a igreja muito provavelmente verá o Anticristo, porque ao contrário do que muita gente pensa o que inicia a Grande Tribulação (sete anos de juízo sobre a terra) não é o Arrebatamento, mas sim a Assinatura do tratado com o Anticristo conforme Daniel 9:24-27.


Em 2012 quando o mundo ia acabar também, eu escrevi um artigo com o tema: “Por que o fim do Mundo nos Fascina?”, sugiro a leitura agora através deste link:

http://rodrigoartigos.blogspot.com.br/2012/12/por-que-o-fim-do-mundo-nos-fascina.html

Rodrigo Martins de Oliveira

sábado, 2 de setembro de 2017

“Manifestações do Silêncio”


Esboço Pregação dia 02/09/2017 IEQ Sede Democrata Juiz de Fora/MG
Preletor: Pr Rodrigo

Sobre a aparente contradição dos termos - Conceito e definição: Manifestação: Pronunciamento, exposição ou revelação. Silêncio: ausência de ruído, sossego, calma.

Texto Base: Habacuque 1: 1-13 (aleivosamente/traiçoeiramente)

O Profeta Habacuque viveu durante o período de reinado do rei Joaquim (608-598 a.C.). Ele provavelmente testemunhou o declínio e queda do Império Assírio e a derrota de Nínive por volta de 612 a.C. Essa data também o coloca como um contemporâneo de Naum e Sofonias e como contemporâneo mais jovem do Profeta Jeremias.

O significado do nome “Habacuque” também é incerto. O nome tanto pode estar ligado à raiz hebraica que significa “abraço” (h-b-q), ou ao nome de uma planta assíria chamada “hambakuku“. A forma grega desse nome é Hambakoum. Caso esse nome seja derivado do hebraico, então seu significado pode estar relacionado a uma ideia de aceitação do Senhor por Habacuque, ou, como Lutero entendeu, esse significado pode se referir a Habacuque como sendo alguém que abraça o seu povo num tempo de desespero. Já Jeronimo entendeu que esse “abraço” deveria ser aplicado no sentido “luta”, isto é, alguém que “lutou” com Deus. Se for a segunda possibilidade a correta, ou seja, do nome ser derivado de uma planta assíria, então esse nome pode representar o grau de influência da cultura assíria sob a sociedade de Judá.

O Profeta Habacuque viveu num período de crise, sobretudo espiritual, onde o povo escolhido de Deus estava perdendo a sua identidade. Toda essa situação fez com que Habacuque questionasse ao Senhor com relação a uma aparente indiferença de Deus para com a terrível realidade de sua época.

Este período é escolhido em razão de:

  • O caos ético e social que o texto de 1:2-4 apresenta combina com a decadência moral com os dias de reinado de Jeoaquim, conforme Jeremias denunciou.


  • A proximidade da realização dos eventos descritos em 1:6-11, conforme a expressão “nos dias de vocês” no verso 5. Javé havia prometido a Josias que seu reinado não terminara com a invasão e cativeiro (2 Rs. 22:18-20). Talvez os oráculos de Habacuque se refiram aos últimos 20 anos de independência de Judá.


  • A ascensão da Babilônia como superpotência mundial no século VII a.C. acontece no período previsto em Habacuque.


  • O verso 5 ainda nos ajuda a definir esse período, pois, tendo o Egito como aliado, Judá dificilmente acreditaria que seriam vencidos pela Babilônia; o que de fato aconteceu quando Nabucodonosor derrotou o faraó Neco em Carquêmis (Jeremias 46:2,6,10; II Reis 24:7).


Quando se prega sobre Habacuque, costuma-se manter a reflexão em duas passagens: o de que “o justo viverá pela fé” (2:4), base da teologia da justificação de Paulo em Romanos (e não a confissão positiva atual, do “tudo posso”, “tomo posse” e “determino”), e o belíssimo hino final, “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação” (4:17-18).

Outras passagens ficam escondidas dos ouvintes como, os 5 “ais” do capítulo 2 de Habacuque, uma gigantesca exortação - do próprio Deus - a que o crente viva uma vida digna e honesta e se afaste dos terríveis pecados e da ganância que maculam a humanidade, e, que constitui a resposta de Deus ao texto que foi lido no início.

É difícil - atualmente - encontrar alguém que tenha ouvido uma pregação sobre os “ais”, embora eles continuem reverberando nas consciências de todos, como um grito surdo que não consegue se fazer ouvir.

Daí a importância de “ressuscitá-los”:

O primeiro “ai” de Habacuque ataca frontalmente o pensamento mágico de muitos falsos profetas de hoje, que pregam uma espécie de evangelho do abracadabra, do enriquecimento ilícito e sem causa: “Ai daquele que acumula o que não é seu! (até quando?) e daquele que se carrega a si mesmo de penhores!” (2:6 – Almeida Revista e Atualizada). A Nova Versão Internacional (NVI) traduz: “Ai daquele que amontoa bens roubados e enriquece mediante extorsão”.

O segundo “ai” complementa o sentido do primeiro: “Ai daquele que adquire para a sua casa lucros criminosos, para por o seu ninho no alto, a fim de se livrar das garras da calamidade!” (2:9 – ARA). A Bíblia do Peregrino (BP) verte como “Ai de quem ajunta em casa ganhos injustos, e aninha muito alto para se livrar da desgraça”.

O terceiro, “ai de quem constrói a cidade com sangue e alicerça no crime a capital!” (2:12).

O quarto: “Ai daquele que dá de beber ao seu próximo, adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda para ver a sua nudez!” (2:15).

Pode parecer que aqui se trata de alguma conotação sexual, mas o sentido original se refere àqueles que se valem de todo tipo de artimanhas para levar o próximo à miséria e à nudez, ou seja, para espoliá-lo (do latim spoliare – roubar, defraudar, tirar a roupa).

A Bíblia de Jerusalém chega mais perto do significado ao traduzir por “ai daquele que faz beber seu vizinho! Tu misturas seu veneno até embriagá-lo, para ver a sua nudez!”.

O quinto "ai" -, o Senhor finaliza com “Ai daquele que diz ao pau: Acorda; e à pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, e dentro dele não há espírito algum” (2:19 – ARA).

Mais do que uma condenação veemente à vã idolatria do dinheiro e metais preciosos, temos aqui um grave alerta para que não se tire de Deus a glória que lhE é devida, e não se busque em ídolos de qualquer a espécie a dependência e a satisfação cuja única fonte deve ser tributada ao Senhor.

Vemos, portanto, que Deus condena, por intermédio de Seu profeta Habacuque, os lucros auferidos com o crime, o engano, a dissimulação e a extorsão (não só a que apela para a chantagem e as armas, mas também para as emoções).

Deus não negocia com o ser humano na base de mantras coletivamente ensaiados com o fim de “comprar” o Seu favor.

A principal manifestação do silêncio é a reflexão para alguma tomada de atitude, Você deve ter notado que quando as pessoas estão bravas, elas mantém silêncio. Ou elas gritam muito, e depois ficam em silêncio.  Você pode facilmente decifrar se alguém está bem ou não. Se estão muito em silêncio, então há algo errado. Se você está triste, fica em silêncio. As pessoas ficam de cabeça baixa e em silêncio. E se você está envergonhado, fica em silêncio. E se você é sábio, se torna silencioso. E quando se confronta com ignorância e questões sem necessidades, se torna silencioso. 

Alguém já disse que “Deus não fala, mas que tudo fala de Deus”. Isto é, Deus fala pela Revelação e pela vida, mas esta linguagem tem de ser decifrada. Seus silêncios aparentes são sábios e nos obrigam a exercitar o ouvido da alma, e criar novas antenas e ouvidos interiores, para ouvir a sua voz. Não é que Deus não fale, somos nós que não captamos sua palavra.

Textos de conclusão em conexão com o tema proposto: Habacuque 2:3; 3:2 e 3:16

*Embora a Reforma Protestante pavimentou o caminho para os cristãos serem capazes de ler a Bíblia por si mesmos, ainda são importantes as habilidades hermenêuticas e exegéticas / Estudo da Bíblia.

Associações mais comuns de “Ai” na Bíblia são julgamento e aviso.

“Ai” é um termo forte que está geralmente associado com uma advertência ou julgamento de Deus. É certamente uma palavra usada negativamente, muitas vezes, uma conotação de emoções extremas, tais como: dor, tristeza, ira, remorso ou mesmo algum tipo de infortúnio grave (como uma sentença).

Curiosamente, Jesus usou a palavra mais do que qualquer outra pessoa na Bíblia. Por exemplo, Mateus 23:13 diz: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar". Este versículo começa uma série de versos (de Mateus 23:13-16), em que Jesus usa continuamente a palavra ai na sua condenação dos escribas e fariseus. Nesta passagem, cerca de sete “Ais” são dados e todos eles condenam aqueles líderes religiosos que diziam e pareciam ser justos, quando na verdade eles não eram.