domingo, 19 de novembro de 2017

Introdução à Teologia




A Teologia juntamente com Filosofia, Sociologia e Antropologia fazem parte das chamadas Ciências Humanas, e a Teologia possui pelo menos 21 áreas de pesquisa que conheceremos hoje na disciplina de Introdução à Teologia

Ao final dessa disciplina é esperado que o aluno possa: conceituar teologia; diferenciar as teologias umas das outras; conhecer os objetivos e a história da teologia.

Sabedores dos diferentes níveis da teologia, o estudante-teólogo, deverá se colocar à disposição da comunidade cristã.

O termo teologia foi criado pelo grego Ferécides. O termo é extraído de dois vocábulos gregos a saber: Theos: Significa Deus e  Logia: Significa tratado ou Estudo sobre Deus.

Definição Técnica: Teologia é a ciência de Deus e das coisas divinas baseada na revelação feita ao homem por meio de Jesus Cristo e sistematizada em seus vários aspectos no âmbito da igreja cristã. A teologia como ciência tem como principal objeto de estudo a revelação de Deus e a maneira como se relaciona coma  humanidade.

Uma importante parte da tarefa de um Professor(a) da disciplina de Introdução à Teologia, é familiarizá-los com a gramática das nossas conversas teológicas. Somos chamados a apresentá-los não apenas às questões com as quais teólogos têm dificuldade, mas à linguagem que eles usam quando batalham para entender essas questões.

Muitas vezes, as variadas disciplinas teológicas e suas respectivas sub-disciplinas associam-se e englobam-se umas às outras, podendo frequentemente um tema ou até uma área específica de estudo e reflexão ser tratado em conjunto, sob aspectos diferentes, por várias disciplinas. Por esta razão, existe entre elas um intercâmbio.

1) Teologia Sistemática:

Quatro coisas que todos precisam saber sobre teologia Sistemática:

1.1 Na Teologia Sistemática a Bíblia é vista por inteiro

O estudo da Teologia Sistemática abrange tudo sobre a Bíblia de forma ordenada, como um conjunto. O objetivo é promover a unidade do ensino das Escrituras, dando aos alunos uma visão completa acerca da Bíblia. Em outras palavras, a Teologia Sistemática não foca em um único autor bíblico, como Davi ou Paulo, por exemplo, ou um único tema bíblico, mas sim em todo o conselho de Deus.

 1.2  A Teologia Sistemática inclui e relaciona todas as Doutrinas Bíblicas

Por priorizar o estudo bíblico por completo, a Teologia Sistemática não permite que um tema, ou doutrina, das Escrituras seja excluído do campo de estudo. É comum alguns grupos de pessoas se interessarem por uma doutrina específica, mas o trabalho da Teologia Sistemática é considerar todos os conceitos para estudar a Bíblia de maneira organizada. 

1.3 O contexto histórico é relevante para o estudo

Além de abranger todas as Escrituras, a Teologia Sistemática também pode envolver contextos históricos da Bíblia e acontecimentos da Igreja para aumentar sua fidelidade no modo de interpretação.

 1.4  Pensamentos ordenados

 A Teologia Sistemática auxilia o aluno a estudar doutrinas bíblicas de modo ordenado, criando uma estrutura verdadeira para pensar e abranger toda a pesquisa necessária para compreender as Escrituras.

A palavra “sistemática” se refere a algo que colocamos em um sistema. Teologia sistemática é, a divisão da Teologia em sistemas que explicam suas várias áreas. Por exemplo, muitos livros da Bíblia dão informações sobre os anjos. Nenhum livro sozinho dá todas as informações sobre os anjos. A Teologia Sistemática coleta todas as informações sobre os anjos de todos os livros da Bíblia e as organiza em um sistema: Angelologia. Isto é a Teologia Sistemática: a organização de ensinamentos da Bíblia em sistemas de categorias.

É o estudo das coisas de Deus de uma maneira sistemática e ordenada, onde não apenas consideramos o que esse e aquele texto dizem, mas onde consideramos tudo o que a Palavra diz sobre a revelação. Depois, a teologia sistemática prossegue para considerar:

Exemplo: Bibliologia é o estudo da Bíblia. Cristologia é o estudo de Deus o Filho, o Senhor Jesus Cristo. Pneumatologia ou Paracletologia é o estudo de Deus o Espírito Santo.Soteriologia é o estudo da salvação. Eclesiologia é o estudo da igreja. Escatologia é o estudo do fim dos tempos. Angelologia é o estudo dos anjos. Demonologia Cristã é o estudo dos demônios sob uma perspectiva cristã. Antropologia Cristã é o estudo da humanidade. Hamartiologia é o estudo do pecado.

·                     Pressupostos da Teologia Sistemática:

1. Deus existe.
2. Deus revelou coisas a respeito de Si mesmo e do nosso relacionamento com Ele através da Bíblia.

2) Teologia Própria:

Teologia Própria é o estudo de Deus o Pai, também chamada de Teontologia e Paterologia, é o locus (área de estudo) da teologia sistemática que trata do estudo de Deus e, especificamente, de Deus Pai. Suas áreas clássicas de investigação são a questão da existência de Deus, os atributos divinos, a Santíssima Trindade,  criação, providência e teodiceia (estudo da justiça de Deus).

Esta Teologia também chamada de Paterologia, que significa o estudo do Pai é a área da Teologia Sistemática Cristã que investiga o que as Bíblias ensinam em relação a Deus o Pai, a primeira Pessoa da Divindade Triuna.

A teologia própria inclui uma definição bíblica de Deus, ao mesmo tempo que fornece informações para mostrar algumas das muitas visões contrastantes de Deus que existem (muitas vezes chamadas de visões de mundo).

Estes incluem uma grande variedade de ideologias, que vão do ateísmo (crença em nenhum deus), ao agnosticismo (incerteza da existência de Deus), a outras religiões que retratam Deus definido de forma diferente, seja como um deus único (como no Islã ou Judaísmo) deuses múltiplos (como nas religiões orientais), ou panteísmo (tudo é Deus).

Os livros da Bíblia são a principal fonte de Teologia Própria em Teologia Sistemática.

No entanto, a informação da Revelação Geral (o mundo natural) também é frequentemente discutida, pois revela informações significativas sobre o envolvimento íntimo de Deus no design do universo, da vida animal e da vida humana ( Salmo 19 ).

Revelação especial inclui a Bíblia, além de outras maneiras únicas que Deus comunicou (como na forma de uma nuvem para Moisés, visões, sonhos, milagres).

Além disso, a importância da Revelação Progressiva é muitas vezes enfatizada, como a Bíblia revela cronologicamente mais informações sobre quem Deus é ao longo do tempo como parte de Seu plano soberano perfeito.

De grande importância dentro da teologia adequada é uma compreensão do trinitarianismo (estudo da Trindade).

Enquanto outras áreas da Teologia Sistemática se concentram em Jesus Cristo e no Espírito Santo, a Teologia própria é geralmente a área em que o trinitarianismo está incluído.

Como Deus é um e existe em três Pessoas, é importante para aqueles  que estudam Deus de uma perspectiva bíblica para entender como o conceito da Trindade se relaciona com a compreensão de Deus em geral.

“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Deuteronômio 6:4

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” 1ª João 5:7

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1

“Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito.” Isaías 48:16

O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;” Isaías 61:1

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” Hebreus 1:3

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;” Colossenses 2:9

Ao discutir os atributos de Deus, a Teologia geralmente usa uma divisão entre os atributos que são transmissíveis (capazes de serem compartilhados) e aqueles que não são transmissíveis (aqueles únicos apenas para Deus).

Exemplos de atributos transmissíveis incluem a bondade, o amor e a compaixão de Deus. Exemplos de atributos não transmissíveis incluem a perfeição e a soberania de Deus.

Aqueles que procuram crescer em seu relacionamento com Deus, ou que estão investigando os ensinamentos do cristianismo, desejam aprender mais sobre quem é Deus.

A teologia própria é a área da teologia que fornece grande parte dessa informação, especificamente no que se refere a Deus, o Pai.

3) Teologia Bíblica:

Antes de qualquer coisa, vamos esclarecer: Teologia Bíblica com “T” maiúsculo e “B” maiúsculo não é um termo para designar que uma teologia é biblicamente correta ou embasada na Bíblia. Tipo: “Ah! A teologia do fulano é bíblica, mas a do beltrano, não. É herética!”. Não é isso.

A teologia bíblica é o estudo das doutrinas da Bíblia, organizado de acordo com sua cronologia e fundo histórico. Em contraste com a teologia sistemática, que classifica a doutrina de acordo com tópicos específicos, a teologia bíblica mostra o desenrolar da revelação de Deus à medida que progredia através da história. A teologia bíblica pode procurar isolar e expressar os ensinamentos teológicos de uma porção específica da Escritura, tal como a teologia do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento) ou a teologia contida nos escritos de João, etc. Ou pode se concentrar em um determinado período de tempo, como a teologia dos anos do reino unificado. Um outro ramo da teologia bíblica pode estudar um assunto ou tema específico na Bíblia: um estudo sobre "o remanescente", por exemplo, pode pesquisar como esse tema é introduzido e desenvolvido ao longo da Escritura.

Se você abrir qualquer livro de Teologia Sistemática, encontrará um resumo das doutrinas cristãs. A partir de um número de temas doutrinários, o teólogo estrutura o seu livro. Os capítulos recebem os nomes destes temas, como salvação, doutrina da Igreja, pneumatologia, e outros. Parte-se dos temas para a discussão teológica, numa sistematização do pensamento cristão.

Já num livro de Teologia Bíblica, parte-se para o texto bíblico e o teólogo deve deixar que os temas surjam a partir da leitura do texto. Uma Teologia Bíblica do Antigo Testamento, por exemplo, tem a preocupação em descobrir quais são os temas teológicos nos quais os autores do AT estavam interessados. Temos, então, questões do tipo:

Quais são as preocupações teológicas de Isaías?
Que ideias aparecem com frequência no Pentateuco?
Qual a situação dos leitores de Habacuque?
Por que Crônicas e Reis narram os mesmos eventos de formas diferentes?
É possível que os textos diversos da Bíblia formem um “todo” coerente?

Essa última pergunta é a mais importante e é o motivo que faz a Teologia Bíblica fundamental.

Se a resposta para essa pergunta for afirmativa, então o papel do teólogo bíblico é fazer com que as pessoas entendam a “grande mensagem” da Narrativa Bíblica. No mínimo, a Teologia Bíblica ajudará na compreensão das grandes mensagens contidas ao longo do relato da Escritura.

Produzir Teologia Bíblica, é buscar encontrar coerência ao longo da Narrativa Bíblica, e nesta atividade entendemos melhor a Bíblia e, como consequência inevitável, conhecemos melhor a natureza do Deus vivo que transforma as páginas e letras em sentido e propósito.

Portanto Teologia Bíblica é estudar um certo livro ou livros da Bíblia e enfatizar os diferentes aspectos da Teologia que ele focaliza. Por exemplo, o Evangelho de João é muito Cristológico, pois focaliza muito na divindade de Cristo (João 1:1,14; 8:58; 10:30; 20:28). Estamos dizendo de uma disciplina que lida de modo sistemático com o progresso historicamente condicionado da autorevelação de Deus na Bíblia. Traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia e descreve a maneira de cada escritor em apresentar as doutrinas mais importantes, está dividida em duas partes:

·                     Teologia do Antigo Testamento.
·                     Teologia do Novo Testamento.

Teologia do Antigo Testamento é a disciplina da Teologia Bíblica que estuda a pessoa, atributos, revelação de Deus, e sua aliança com o povo eleito considerando a progressividade da revelação, os escritos e estilos literários do cânon judaico do Antigo Testamento. Teologia do Antigo Testamento será “o estudo de Deus e de sua revelação ao homem no Antigo Testamento”.

Teologia do Novo Testamento é o ramo das disciplinas cristãs que seguem determinados temas através de todos os autores do NT, e que depois funde esses quadros individuais num só conjunto abrangente. Estuda, portanto, a revelação progressiva de Deus em termos da situação vivencial na ocasião da escrita.

Importante: A disciplina Introdução ao Antigo Testamento, difere-se do estudo denominado de Teologia do Antigo Testamento. Enquanto o primeiro se ocupa dos aspectos pertinentes ao cânon, texto, data, autoria, composição, estrutura e comentário descritivo dos livros, sem deter-se em sua teologia específica. O segundo trata da teologia bíblica nos livros veterotestamentários.

4) Teologia Exegética:

Exegética vem da palavra grega que significa extrair. Esta teologia procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras.

5) Teologia Histórica:

É o estudo das doutrinas e como elas se desenvolveram através dos séculos da igreja cristã.

6) Teologia Dogmática:

É o estudo das verdades centrais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja, é um estudo das doutrinas de certos grupos cristãos que possuem doutrinas sistematizadas,Os Dogmas da fé Cristã.

7) Teologia Contemporânea*:

A Teologia Contemporânea é considerada a teologia do século XX, tenso sido iniciada em 1919, pelo pastor Karl Barth. O séc. XX foi marcado pela pluralidade de teologias e de reflexões sobre o homem, o mundo e sobre Deus. A Teologia Contemporânea foi originada diretamente da teologia Especulativa, tem tomado várias direções, principalmente após a Reforma Protestante. O mais importante a se entender sobre a Teologia Contemporânea é que esse novo conjunto de pressupostos religiosos modificou o pensamento do homem moderno.

8) Teologia Católica:

Estuda a moral, o dogma, a bíblia e recebe fortes influências patrísticas.

9) Teologia Protestante:

Reinterpreta as Escrituras, tendo seu principal tema na unicidade de Cristo e das Escrituras.

10) Teologia Natural:

Busca conhecer Deus na razão humana. A Teologia Natural é o ramo da filosofia que investiga o que a razão humana sem a ajuda da revelação pode nos dizer a respeito de Deus. É aqui entendida como uma tentativa de determinar as características de Deus sem recorrer à revelação divina (escritura ou experiência mística) ou à qualquer ideia que não seja “natural”. Neste caso, não se trata de olhar para a beleza da natureza ou evidências de design, mas sim de através da razão humana apenas, do pensamento e de nada que não seja “natural”, se chegar a Deus.

É uma demonstração ou afirmação da existência de Deus baseada na regularidade e complexidade do mundo natural.

É o resultado intelectual da tendência natural da mente humana para desejar ou ser inclinado em direção a Deus.

Deve ser entendida principalmente como uma “teologia da natureza” – ou seja, como uma compreensão especificamente cristã do mundo natural, refletindo os pressupostos fundamentais da fé cristã, o que deve ser contrastado com os relatos seculares ou naturalistas da natureza. O movimento aqui é oposto ao da segunda abordagem: parte-se da fé cristã, da tradição de fé de um grupo, em direção à natureza. Em outras palavras, é como se apresenta o mundo natural a nós quando o olhamos de uma perspectiva cristã. A filosofia da ciência será a primeira a dizer que na verdade, qualquer observação do mundo natural não é uma mera observação neutra, mas está imersa em um pressuposto teórico, uma “lente” com a qual observamos. Observar é na realidade interpretar, e a Teologia Natural faz isso de uma perspectiva cristã.

11) Teologia Especulativa:

Conhecer Deus através do 'conhecimento filosófico do homem'.

A teologia especulativa (e a dogmática) que se identifica (m) com a chamada teologia escolástica, se esforça por compreender o máximo possível, as verdades reveladas, mediante o raciocínio humano, nesse ponto tempo a teologia Positiva visa determinar o que foi verdadeiramente revelado e, a ordem temporal de revelação e a especulativa que busca explorar a intimidade e a profundeza do dogma de fé, não se preocupando de saber o que foi dito por Deus, mas de entender, quanto possível, o que disse Deus. Após haver entendido e deduzido, tenta sistematizar. Numa síntese suprema, ordena e hierarquiza os diversos elementos da doutrina cristã. (O mais célebre e acabado desses sistemas foi elaborado por Santo Tomás de Aquino).
  • A teologia positiva, visa determinar o que foi verdadeiramente revelado e qual a sua ordem de aparição no tempo.
  • A teologia especulativa, deseja explorar, na medida em que são acessíveis, o que há demais intimo, de mais secreto no dogma.

12) Teologia do Pacto:

Teologia do Pacto é baseada na teoria de que Deus tem apenas um pacto com os homens (aliança / pacto da graça) e apenas um povo, representados pelos santos do Velho e do Novo Testamento – um povo, uma igreja e um plano para todos. Essas crenças exigem que aqueles que defendem a Teologia do Pacto interpretem profecias de uma forma não literal.

13) Teologia Dispensacionalista:

O dispensacionalismo, é um sistema de teologia com duas características principais: (1) uma interpretação literal das Escrituras, principalmente profecia bíblica, e (2) uma distinção entre Israel e a Igreja no programa de Deus.

14) Teologia Fundamental:

A Teologia Fundamental é, no conjunto da teologia, o âmbito mais mobilizador de questionamentos sobre sua identidade, seu objeto, seu método. Ela deita suas raízes nos tempos do Novo Testamento. Não é sem razão que 1Pd 3,15 é considerado sua Carta Magna. O anúncio da fé cristã nasce juntamente com a necessidade e o desafio de defendê-la e justificá-la perante aqueles que dela pedem conta. A nova configuração da Teologia Fundamental no entanto ampliou seu elenco temático, processando um verdadeiro deslocamento ou ampliação dos horizontes e fronteiras, o que a transformou, por assim dizer, no abrigo de todos os temas de atualidade ou a disciplina que tratará de todos os fundamentos da teologia e do cristianismo na interface com todas as dimensões ou aspectos da existência humana. Nela são tratados de forma apologética, temas como:

·                     A Fé
·                     Igreja e sociedade
·                     Fé e Razão
·                     Fé e Política
·                     Fé e Cultura

15) Teologia Prática e Pastoral:

A teologia prática e pastoral ocupa-se com a reflexão teológica e análise sobre a ação da Igreja, compreendendo a prática das comunidades eclesiais e das pessoas que professam a fé cristã, a serviço da missão evangelizadora da Igreja. Contempla tanto as práticas que afetam a vida interna da Igreja quanto a presença da Igreja no mundo. Por ação pastoral entende-se a totalidade da ação da Igreja e dos cristãos, a partir da prática de Jesus, para instaurar o Reino de Deus:

·                     Os leigos na missão da Igreja
·                     Evangelização
·                     iniciação cristã
·                     Pastoral/Pastoreio
·                     Fé e Justiça

16) Teologia Pública:

A teologia pública busca ser uma contribuição de comunidades religiosas nas sociedades democráticas plurais e da teologia acadêmica que sobre elas reflete, crítica e autocriticamente, para o debate público. A teologia pública procura ser uma teologia separada do âmbito da política, sem ser alienada, num estado secular de direito, que reconhece plenamente a liberdade religiosa e no qual ela procura contribuir como parceira crítico-construtiva para o bem comum. Para isso, assume o seu caráter acadêmico, plural e interdisciplinar.

17) Teologia Ministerial:

Através do estudo formal, do conhecimento básico dos idiomas bíblicos e no uso de concordâncias e comentários, os ministros, professores de EBD, pregadores e evangelistas, passam a construir e fazer parte da teologia ministerial.

18) Teologia Profissional:

É preciso que haja uma fonte que supra as necessidades reflexivas tanto do teólogo leigo quanto do teólogo ministerial. Tais fontes são os seminários teológicos, os livros e os artigos que trazem informações concisas e coerentes para os ministros e leigos de nossas igrejas. Quem proporciona todo esse aparato é o teólogo profissional. Portanto, teologia profissional é um instrumento que serve à comunidade cristã, fazendo com que os seus membros e obreiros possam pensar como Cristo.

19) Teologia Acadêmica:

A teologia acadêmica não se preocupa com as dúvidas e incertezas do cristão comum. A teologia acadêmica preocupa-se basicamente na especulação e na filosofia.

20) Teologia Leiga:

Pensar fé no lugar da laicidade é permitir que a teologia seja interpelada por questionamentos diferentes da realidade da vida sacerdotal e religiosa. As perguntas dos leigos são outras, elas têm a ver com a vida matrimonial, profissional, cultural, eclesial e cotidiana que desafiam o fiel a viver, na prática, a vida cristã. Viver como teólogo leigo é “compartilhar, muitas vezes, com os pobres, a insegurança do amanhã”, diz Maria Clara Bingemer. Isto soa estranho aos ouvidos do teólogo religioso desatento que fez da vida sacerdotal uma opção por dedicação exclusiva expressa em um discurso divorciado da vida cotidiana comum das pessoas. a partir do seu lugar, pode oferecer contribuições para a teologia pública. A reflexão do leigo é fundamental na reflexão da Igreja e também na universidade.

21) Teologia Popular:

Sem nenhuma instrução teológica formal, crentes de várias épocas e denominações diferentes baseiam sua fé em crenças e práticas que foram formadas por meio de lendas e clichês. Tais clichês e lendas, conhecidos também por “ evangelendas” são construídas por pessoas, consideradas pelas massas, muito espirituais, e suas novidades também soam sempre muito espirituais. E se algum cristão tentar examinar a autenticidade bíblica de tais afirmações ou práticas, corre o risco de ser chamado de “carnal’.

Os Objetivos da Teologia:

1.                  Demonstrar a existência de Deus
2.                 Explicar o Homem e sua queda
3.                 Explicar a restauração
4.                 Explicar o mundo vindouro e preparar o homem para ele

A História da Teologia:

Analisa o processo progressivo da Teologia no transcorrer da história.

1.                  A Patrística
2.                 A Escolástica
3.                 A Reforma.
4.                 A Contrareforma
5.                 A Teologia Moderna*

*academicamente, a disciplina, Introdução à Teologia para no inicio desta seção, quando este assunto (teologia moderna) é retomado na disciplina: Teologia Contemporânea.

Leia também“O Bacharel em Teologia”


Estude Teologia!

Bibliografia:


SAWYER, M. James. Uma introdução à teologia. Editora Vida.
OLSON, Roger E. História da Teologia Cristã. Ed. Vida.
ROLDAN, Alberto. Para que Serve A Teologia. Ed. Descoberta.
C AVALCANTE, RONALDO. SINNER, Rudolf V. Teologia Pública. Ed. Sinodal.
VANHOOZER, Kevin J. STRACHAN, Owen. O Pastor como teólogo público. Ed. Vida Nova.
GONZÁLES, Justo L. Ministério: Vocação ou Profissão. Ed. Hagnos.
SAYÃO, Luiz. Cabeças Feitas - Filosofia Prática para Cristão. Editora Hagnos.
SPROUL, R. C.  Somos Todos Teólogos. Editora Fiel.
GRANCONATO, Marcos. Fundamentos da Teologia do Novo Testamento. Ed. Mundo Cristão
Boff, Clodovis. Teoria do Método Teológico. Ed. Vozes.
FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática. Ed. Vida Nova. 
PAELEY William. Teología Natural. (espanhol) Editora Nabu Press.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O que é Educação Cristã?


Apesar de parecer uma resposta óbvia, não é; e responder a essa pergunta, pode dar novo sentido àqueles e àquelas que ensinam/educam, seja no Ensino Religioso na Rede; Escola Dominical, Células, Seminários/Cursos Teológicos.

A partir do conceito de Educação Cristã e da compreensão de seus aspectos, é possível desenvolver reflexões e uma metodologia eficaz, no que se refere ao ensino cristão.

Educação Cristã é mais do que interiorizar doutrinas, é mais do que a fidelidade dos membros a denominação. É educar para a transmissão da fé e do comportamento social, é educar para uma maior fidelidade ao Reino de Deus como descrito nas Escrituras. É também um ato político. Sim, Educação Cristã é um ato político!

A Educação Cristã é uma área da Teologia Pastoral que está voltada para a reflexão e o exercício educativo no contexto religioso cristão.

Streck (1991) oferece um conceito sobre Educação Cristã que tem como intenção trazer uma reflexão sobre o contexto da América Latina, Brasil e Caribe para a Educação Cristã:

“Para isso, ele faz uma comparação, numa estória, entre o serviço dos feiticeiros que anestesiam as pessoas roubando suas dignidades, submetendo-os a viverem como zumbis, escravos sem vontade. Para ele os feiticeiros estão dentro de nossas escolas, igrejas, famílias, e muitas vezes atuando de maneira imperceptível. A Educação Cristã tem como papel resgatar o imaginário popular que é a vida do povo em sua totalidade, para isso deve superar a distância entre o saber científico e teológico. A Educação, enquanto ato político, deve ajudar as pessoas a recuperarem suas vozes, dizendo suas próprias palavras onde vivem em comunidade.”

  • Do ponto de vista da Teologia, pode-se afirmar inicialmente que Jesus Cristo funda a Educação Cristã. Ele é o mito fundante, o objetivo maior e o ápice por excelência de todo o ensino genuinamente cristão.
  • A tarefa preliminar do educador cristão é formular uma visão cristã de mundo que terá implicações diretas na educação. O meio para desenvolver essa visão do mundo é a disciplina da filosofia.
  • O educador cristão pode olhar para a história e aprender lições preciosas, pois o passado serve como um tutor para o ensino, tanto nos dias atuais, como no futuro.
  • Para uma compreensão significativa do processo educativo é necessário fazer referência à cultura e à sociedade. Isso porque a prática da educação cristã pressupõe um contexto cultural.

O ato de ensinar está na vontade de aprender!


Leia também outros artigos relacionados ao assunto nos link em baixo dos títulos:

Cosmovisão Cristã


Arte e Fé Cristã


A Soberania de Deus


Deus uma impossibilidade filosófica?


Fé + Razão (Não seja demasiadamente justo)


Por que Deus? Por que?


Introdução à Filosofia


Igreja Movimento de Contracultura


O Valor do Professor


Professor Dom ou Esforço


Didática


O Bacharel em Teologia


Justiça Social e a Bíblia


espírito, alma e corpo


Tanatologia (teologia da morte)


Hebreus 6 e o Arrependimento


Doutrina do Espírito Santo


Querubim - Estudo de Angelologia


Teologia dos Salmos


Tipologia Bíblica


Bibliografia:

PAZMIÑO, Robert W. Temas fundamentais da educação cristã. Ed. Cultura Cristã.
RICHARDS, Lawrence O. Teologia da educação cristã. Ed. Vida Nova.
ANDRADE, Claudionor de. Teologia da Educação Cristã. Ed. CPAD.
LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. Ed CPAD.
DOWNS, Perry G. Introdução à Educação Cristã. Ed. Cultura Cristã.
SOUZA, Alcione. Educação por Princípios. AECEP.
CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã. Ed. CPAD.
CORTELLA, Mario Sergio. Pensatas pedagógicas: nós e a escola: agonias e alegrias. Ed. Vozes.
ALVES, Rubem. Conversas com Quem Gosta de Ensinar. Ed. Papirus.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Ed. Record.
KUENZER, Acacia. Planejamento e Educação no Brasil. Ed. Cortez.
STRECK, Danilo R. Rousseau & a Educação. Ed. Autêntica.
STRECK, Danilo R. Um Diálogo entre a Teologia e a Pegadogia numa Perspectiva.
Latino Americana. Entre o Feitiço de Anestesiar e a Magia de Despertar. Celadec.
GEORGE, Sherron K. Igreja Ensinadora: Fundamentos Bíblicos Teológicos e
Pedagógicos da Educação Cristã. Luz para o Caminho.
http://www.cesumar.br/prppge/pesquisa/epcc2007/anais/marcio_ronaldo_bubna.pdf

domingo, 12 de novembro de 2017

Cosmovisão cristã, você sabe o que é?


Cosmovisão é o conjunto de crenças fundamentais que direciona a maneira de uma pessoa agir no mundo, em palavras simples: visão de mundo.

Por que preciso saber sobre isso?

“As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” 2ª. Coríntios 10:4,5 (NVI)

Em nossos dias está em andamento uma movimentação muito intensa, no meio evangélico, para estabelecimento de escolas evangélicas, que ensinem todas as matérias a partir da perspectiva cristã da vida. Para isso, há a necessidade de que se ensine e se dissemine uma cosmovisão cristã.

Esse movimento por escolas cristãs, tem características interdenominacionais.

Uma educação cristã eficaz diz respeito não somente ao que a Bíblia ensina, mas também ao modo como Deus fez as pessoas. Os educadores cristãos devem entender tanto a Teologia como as Pessoas, se quiserem um ministério educacional produtivo. Arraigada na teologia da criação, que ensina que as pessoas têm valor e dignidade, a educação que é distintamente cristã evidenciará um respeito pelo sexto dia da criação de Deus e os educadores cristãos tentarão entender como as pessoas aprendem e o que motiva o modo como elas se comportam. É um incrível desrespeito assumir que as pessoas são simplesmente vasos vazios que devem ser enchidos com conhecimento, mesmo se esse conhecimento seja o conteúdo da Escritura.” ... “É responsabilidade dos educadores cristãos usar Ciências Sociais com sabedoria, integrando a Psicologia dentro de sua Filosofia de Educação Cristã de modo correto. Fazer uma abordagem integrativa da educação Cristã é algo necessário, mas também difícil. É necessário desenvolver um completo entendimento do ministério, mas é difícil por causa da tendência humana de separar e compartimentalizar a verdade. Nós devemos chegar a um ponto em que entendemos que há questões maiores do que ‘É bíblico?’. Nós devemos perguntar também, ‘É verdade?’”  página 81 INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO CRISTÃ – PERRY G. DOWNS.

No sentido que há verdades fora da Bíblia, já que a mesma não fala sobre todos os assuntos, mas sim sobre o plano de redenção.

A chave para o cristão é primeiro entender as pressuposições do cientista, e depois, integrá-las de maneira correta. É responsabilidade dos educadores cristãos usar as Ciências Sociais com sabedoria, integrando a psicologia dentro da sua filosofia de educação cristã de modo correto.página 82 INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO CRISTÃ – PERRY G. DOWNS.
  • A fé cristã deixa de ser uma “questão religiosa” para o domingo, e volta a assumir o seu posto original, e que havia sido resgatado pela reforma do século 16.

  • A Bíblia tem muitas coisas a dizer acerca da natureza humana, do mundo, propósito, verdade, moralidade, etc.

Então o tema: religião toma força novamente? Mas afinal o que é religião?

Parece uma tarefa fácil definir o que seja a religião, uma vez que se trata de algo tão conhecido e comum na sociedade, sobretudo quanto se tenta defini-la dentro dos limites das noções que alguém possui da mesma, com base apenas em sua experiência de convívio ou de prática no seu meio. 

Entretanto, a tentativa se complica quando se percebe que a maneira na qual um religioso a define diverge, em muitos pontos, das maneiras nas quais outros a definem, quer seja a definição do historiador, do sociólogo, do psicólogo, do antropólogo, do filósofo, do místico, do teólogo, etc. 

O desafio se torna ainda maior, para alguns até impossível, quanto o objetivo de definir leva em conta as religiões em geral, atuais e do passado, tentando encontrar os elementos essenciais e comuns a todas. 

Pior ainda quando se percebe que a religião não é estática, mas sim dinâmica, portanto sujeita a muitas transformações, o que faz com que seja entendida de maneira diferente em cada época e contexto cultural. Daí que a religião é, portanto, um assunto fácil de ser usado no discurso, porém difícil de ser definido com precisão e abrangência.

O ser humano é por sua natureza um ser religioso. Só Deus responde as aspirações profundíssimas do coração humano, que nunca se sacia plenamente com os alimentos terrestres. Impulsionado sem cessar pelo Espírito de Deus, jamais seremos de todo indiferentes aos problemas da religião. Sempre desejamos conhecer o significado de nossa vida, de nossa atividade e sobretudo de nossa morte.

Está entendendo a importância de uma cosmovisão? Ela é a lente através da qual a pessoa vê o mundo.

“Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco, falando em línguas, de que vos aproveitarei se não vos falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de instrução?” 1ª. Coríntios 14:6

Então o termo cosmovisão, quer dizer o modo pelo qual uma pessoa vê ou interpreta uma realidade.

É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino. Francis Schaeffer disse que a comosvisão:”é o filtro através do qual uma pessoa enxerga o mundo ( Livro: Como Viveremos).

Quando a palavra de Deus fala com a pessoa de tal forma que Ele (Deus) lhe fala no íntimo, ela diz: “Deus está neste lugar!” Quando Deus lhe fala, Ele tráz a tona quem nós somos.

Baseado nisso, digo que estudar cosmovisão faz com que vejamos quem somos:

“Se, portanto, a igreja inteira se reunir num mesmo lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão que estais loucos? Se, porém, todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, por todos é convencido, por todos é julgado. Os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, caindo com o rosto em terra, adorará a Deus, declarando que realmente Deus está entre vós.” 1ª. Coríntios 14:23-25

Não para ser exposto, pelo contrário, pelo fato de Deus lhe falar no íntimo sobre seus segredos através da palavra profética. É quando vem a clássica pergunta: "Quem contou minha vida para o pregador?".

Há sete visões principais de mundo. Todas as maneiras de pensar o mundo estão baseadas numa delas:

Teísmo: Um Deus infinito e pessoal existe além do e no universo; Criou todas as coisas e sustenta tudo de modo sobrenatural - Judaísmo, Islamismo e Cristianismo.

Deísmo: Deus está além do universo, mas não nele. Defende uma visão naturalista de mundo, assim Deus não age sobrenaturalmente naquilo que criou - Pensamento de Voltaire, Thomas Jefferson e Thomas Paine.

Ateísmo: Não existe nenhum Deus além do ou no universo. Afirma que o universo físico é tudo que existe. Tudo é matéria auto-suficiente - Pensamento de Karl Marx, Richard Dawkins.

Panteísmo: Deus é o todo/universo. Não há um criador distinto, criador e criação são a mesma realidade. O universo é Deus, a matéria é Deus, as pessoas o são. Tudo é Deus - Algumas formas de hinduísmo, Zen-Budismo e Ciência Cristã.

Panenteísmo: Deus está no universo, como a mente está no corpo. O universo é o ‘corpo’ de Deus, seu pólo real e tangível. O outro pólo está além deste plano - Pensamento de Alfred Whitehead e Charles Hartshorne.

Teísmo finito: Existe um Deus finito além do e no universo. Deus é limitado em natureza e poder. Aceitam a criação, mas negam a intervenção - Pensamento de John Stuart Mill, William James e Peter Bertocci.

Politeísmo: Muitos deuses existem além do mundo e nele. Tais deuses influenciam a vida das pessoas. Nega qualquer Deus infinito - Gregos e romanos antigos, mórmons e neopagãos (wicca).

Cosmovisão Cristã, refere-se então, ao conjunto das distinções filosóficas e religiosas que caracterizam o Cristianismo em relação a questões como a natureza da verdade, a existência do homem, o sentido do universo e da vida, os problemas da sociedade, dentre outros temas.

P.S. Abordo mais sobre este assunto na disciplina: Filosofia da Religião.

“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” Efésios 4:14

WALSH, Brian J. MIDDLETON, J. Richard. A Visão transformadora. Ed. Cultura Cristã.
SIRE, James W. O Universo ao Lado. Ed Hagnos
MACARTHUR, John Jr. Princípios para uma Cosmovisão Bíblica. Ed. Cultura Cristã.
SHAEFFER, Francis A. Como Viveremos? Ed Cultura Cristã.
DOWNS, Perry G. Introdução à Educação Cristã. Ed. Cultura Cristã.
SOUZA, Alcione. Educação por Princípios. AECEP.
CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã. Ed CPAD.
CARVALHO, César Moisés. Pentecostalismo e Pós-modernidade. Ed. CPAD
GRENZ, Stanley J. Pós-modernismo. Ed. Vida Nova.
BAUMAN, Zygmunt. O Mal-Estar Da Pós-Modernidade. Ed. Zahar.
ROGERS, Carl Ransom. Um Jeito de Ser. Ed. E.P.U.
ROGERS, Carl Ransom. Liberdade para aprender. Ed. Interlivros.
PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Forense-Universitária.
BOTELHO, Octavio da Cunha. Afinal, o que é religião? Ed. Clube de Autores.
GEISLER, Norman. TUREK, Frank. Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu. Ed. Vida.
SPROUL, R. C. Salvo de quê? Ed. Vida.
LOURENÇO, Adauto. Gênesis 1 & 2. A Mão de Deus na Criação. Ed. Fiel
WALTON, John. O Mundo Perdido de Adão e Eva. Ed Ultimato.
CAMPOS, Heber. Tomando Decisões. Segundo a Vontade de Deus. Ed. Fiel.
CAMPOS, Heber. O Habitat Humano. O Paraíso Criado - Volume 1. Ed. Hagnos.
CAMPOS, Heber. O Habitat Humano. O Paraíso Perdido -Volume 2. Ed. Hagnos.
CAMPOS, Heber. O Habitat Humano. O Paraíso Restaurado - Parte 1. Volume 4. Ed. Hagnos.
CAMPOS, Heber. O Habitat Humano. O Paraíso Restaurado - Parte 2. Volume 4. Ed. Hagnos

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A importância da Didática no Ensino Superior


*Este texto é a transcrição de um vídeo que gravei para um trabalho.

Olá, aqui é o Rodrigo,

Fazendo recortes de alguns pensamentos, eu quero conversar hoje sobre: “a importância da didática num curso de formação de professores”, e por extensão sobre a necessidade da formação continuada de professores, tendo, a didática como uma das justificativas para uma pós-graduação em docência do ensino superior, por exemplo.

A palavra didática origina-se do grego e é normalmente traduzida por “arte de ensinar”. O profissional dessa área, desenvolve e reflete sobre sua prática docente.

LIBÂNEO (1990, p.25), denomina didática como “teoria do ensino” por investigar os fundamentos, condições e formas de ensino.

No Ensino Superior “prevalece ou prevaleceu” à ideia que para se capacitar um professor, seria necessário boa comunicação e vasto conhecimento relacionado à disciplina.

Os que defendem essa ideia tem como fundamento, o fato de que o ensino superior é constituído por adultos e o ensino básico por crianças e adolescentes, dessa forma por se tratar de adultos os alunos não precisariam do auxílio dos pedagogos, por já possuírem personalidade formada, não seria então, necessário exigir do professor(a) mais do que competência para transmitir os conhecimentos e esclarecer dúvidas.

No entanto, o professor(a) de ensino superior como qualquer outro professor(a), necessita não só de conhecimento da área, mas também de habilidades pedagógicas para tornar o aprendizado eficaz.

Alguém já disse é bom repetir que:

“A didática, quando utilizada do ponto de vista da relação sociedade-educação, onde a prática da educação é reconhecida como intencional e que busca a emancipação do indivíduo, ou seja, contribui para o exercício da cidadania, para a convivência social, é fundamental na formação do educador, porém quando reduzida apenas como um subsídio metodológico ela pode representar um perigo, já que nessa prática o educador sempre reflete uma ideologia, e se ele não está consciente acaba reproduzindo a ideologia dominante que prepara o indivíduo apenas para um mercado de trabalho altamente excludente.”

Para as teorias da educação, a didática é mais do que que falar à respeito de  bom e mau professor ou materiais utilizados no ambiente escolar. Comenius, atribuiu seu caráter pedagógico ao definir didática como a arte de ensinar.

Quando penso em mim como professor, quero dar uma aula atrativa para os alunos, “com uma boa didática”, conquistando a atenção deles e o interesse para a construção de uma aprendizagem significativa.

Para desempenhar um papel significativo a didática, não poderá reduzir-se ao ensino de técnicas pelas quais se deseja desenvolver um processo de ensino-aprendizagem.

Nesta dimensão a didática é uma concepção de ensino e uma prática social articulada na formação do ser, e assume caráter de “ciência da educação”.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Editora: Cortez, 1990.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Editora: Cortez, 2013.
ZABALA, Antônio. A Prática Educativa. Como Ensinar. Editora: Penso; Edição: 
NÓVOA, Antônio. Profissão professor. Editora Porto, 1991.