terça-feira, 28 de novembro de 2017

O Anticristo e suas Características na Bíblia


Por que estudar a respeito do Anticristo?

A resposta a esta pergunta é mesma do porque estudar a escatologia veja:

O Apostolo Paulo disse: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”1ª Coríntios 15:19.

Mas como esperarmos em Cristo também na outra vida, se ignorarmos o plano de Deus para o final dos tempos? Daí a necessidade e a urgência de compreender as profecias bíblicas.

O termo “anticristo” vem de uma palavra grega que significa “contra (ou em lugar de) Cristo”.

A Bíblia diz que há “muitos anticristos”.

“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.” 1ª João 2:18

“Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.” 2ª João 1:7

“E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo.” 1ª João 4:3

O Anticristo, é mencionado também nos livros de Daniel, Salmos, 2ª Tessalonicenses e Apocalipse.

Como a Bíblia define o Anticristo:

O Profeta Daniel diz que o Anticristo não considerará o amor das mulheres. É com base neste versículo, que muitos defendem que o anticristo será homossexual. 

Vamos analisar a passagem e ver se é isso mesmo:

Veja o que o verso diz (Daniel 11:37):

“E não terá respeito ao Deus de seus pais, NEM TERÁ RESPEITO AO AMOR DAS MULHERES, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá.” (ACRF)

Comparando com outras traduções:

“Ele não terá consideração pelos deuses dos seus antepassados nem pelo deus preferido das mulheres, nem por deus algum, mas se exaltará acima deles todos.” Daniel 11:37 (NVI)

“E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao amado das mulheres, nem a qualquer outro deus; pois sobre tudo se engrandecerá.” Daniel 11:37 (ARIB)

Sem consideração para com os deuses de seus pais, sem consideração para com o favorito das mulheres ou para com qualquer outro deus, é a si mesmo que ele exaltará acima de tudo.” Bíblia de Jerusalém.

“Esse rei não adorará os deuses que os seus antepassados adoravam, nem os deuses que as mulheres preferem, nem qualquer outro deus, pois ele acreditará que está acima de todos os deuses.” NTLH

Analisando o contexto:

O contexto fala de idolatria. Há duas possibilidades de leitura defendidas por alguns exegetas, que podem indicar a direção correta.

1. Havia um deus grego chamado Adonis, que era tido como "o desejo das mulheres" (deus da beleza e do desejo). Se essa hipótese for aplicada ao texto, o significado é que Antíoco não só não quer saber dos deuses dos seus pais, mas também ignora os deuses gregos ou qualquer outro deus, pois ele mesmo se considera um deus.

2. Outra interpretação, mais 'espiritual', vê como desejo das mulheres de Israel ser a mãe do Messias. Essa hipótese, aplicada ao texto, enfatizaria o rejeito por parte de Antíoco, da fé do povo de Israel, que esperava o Messias.

Logo, o versículo não trata de homossexualidade!

A Bíblia define o anticristo como o “filho da perdição” e “homem do pecado”, conforme 2ª Tessalonicenses 2:3-4:

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado , o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”

A Bíblia afirma que Judas Iscariotes foi possuído pelo próprio Satanás, conforme Lucas 22:3-4:

Entrou então Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze; e foi ele tratar com os principais sacerdotes e com os capitães de como lho entregaria.”

O Anticristo também será possuído pelo próprio Satanás. Paulo assim afirma em 2ª Tessalonicenses 2:7-10:

7.         Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora;
8.         e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;
9.         a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,
10.       e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.

Portanto, Judas Iscariotes e o anticristo são os únicos a serem possuídos pelo próprio Satanás, segundo a Bíblia

Em 2ª Tessalonicenses 2:3-4 e 7-10, a Bíblia nos mostra uma das características principais do anticristo, que é se opor a tudo que é de Deus, inclusive os cristãos.

Em Daniel...



Em Daniel 7:8,11,21 e 25-26, estão também mais características do anticristo. O anticristo é descrito por Daniel como o “pequeno chifre”.

Por meio do sonho de Nabucodonosor relatado no capítulo 2, Deus revelou a história dos povos deste mundo até a segunda vinda de Jesus

A compreensão dessa revelação é necessária para entender as profecias dos capítulos 7 a 12 do livro de Daniel. 

O capítulo 7 relata uma visão que Daniel teve no primeiro ano do rei Belsazar, ou seja, aproximadamente 50 anos depois que Nabucodonosor recebeu o sonho da imagem do capítulo 2.

O capítulo 7 amplia detalhes apresentados no capítulo 2 e ainda oferece elementos novos como as características do poder religioso (chifre pequeno) que decide afrontar a soberania e a autoridade de Deus e o julgamento que ocorre no Céu, antes de volta de Jesus.

  • O livro de Daniel não possui ordem cronológica. A morte de Belsazar foi descrita no capítulo 5. Se os capítulos do livro de Daniel estivessem colocados em ordem cronológica, o capítulo 7 viria antes do capítulo 5. 

  • A razão pela qual os capítulos não estão em ordem cronológica é porque as partes históricas do livro (capítulos 1, 3, 4, 5 e 6) deviam ficar juntas e os capítulos proféticos, numa seção própria.


  • Daniel 7:3: "Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar."

  • Em Daniel 2, quatro metais foram usados para representar os reinos políticos que comandaram a história do mundo. Agora, os mesmos reinos são representados por quatro animais: Babilônia (ouro/leão), Medo-Pérsia (prata/urso), Grécia (bronze/leopardo), Roma (ferro/animal terrível).


Os quatro animais são imagens monstruosas. Nos próximos versículos são apresentadas as características de cada um deles.

  • Daniel 7:4: "O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem."

  • Assim como o ouro é o principal dos metais, o leão é o rei dos animais. As asas de águia simbolizam a rapidez com que o leão realizou suas conquistas. Em poucos anos, Nabucodonosor tornou-se senhor da maior parte do mundo conhecido.


  • Daniel 7:5: "Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne.
  • Menos nobre do que o leão, o urso ilustra a deterioração progressiva, que é uma das características da estátua de Daniel 2. O urso se levantou de um lado, o que representa a dualidade das duas raças dominantes: os medos e persas.


O urso tinha três costelas na boca, representando as três nações que os medos e persas tiveram que abater para dominar o mundo: Babilônia, Lídia e Egito.

Daniel 7:6: "Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio."

A história confirma: A Grécia foi quem submeteu e liquidou a Medo-Pérsia . E por que a Grécia foi comparada a um leopardo? (Dn 8:21; 11:2). O leopardo é conhecido por sua rapidez e agilidade. Embora menor, o leopardo não tem medo de atacar um leão ou urso.

  • Deus usou o símbolo de um leopardo com quatro asas para retratar a rápida ascensão de Alexandre, o Grande. Nada na história do mundo pode ser comparado à velocidade com que Alexandre venceu as nações. Em 13 anos, com apenas 30 mil homens, a Grécia conquistou a Pérsia, com 600 mil.

  • Depois que o império de Alexandre foi tomado, o mesmo foi dividido entre quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Seleuco, os quatro são simbolizados pelas quatro cabeças do leopardo.


Daniel 7:7: "Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres."

O quarto animal era tão diferente dos demais que o profeta não pôde encontrar nada na natureza para descrevê-lo. O Império Romano derrotou a Grécia e, por sua vez, foi dividido em dez partes. Note que os dentes de ferro do animal monstruoso equivalem às pernas de ferro da imagem de Daniel 2. 

  • Os pés da imagem de Daniel 2 possuíam dez dedos, o quarto animal tinha dez chifres. Os dez dedos da imagem correspondem às dez divisões de Roma, assim como os dez chifres do quarto animal também representam as nações européias que emergiram do Império Romano. 

  • As dez divisões do Império Romano são identificadas na história como: Germanos, Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Hérulos, Anglo-saxões e Lombardos.


A fase final da visão do capítulo 2 é a queda da pedra que destruiu a imagem, estabelecendo o reino de Cristo. No capítulo 7, acontece algo novo. O profeta fala sobre o mesmo tema do capítulo 2, mas acrescenta novos detalhes à visão. *No capítulo 7, há uma ênfase aos acontecimentos que ocorrerão em nossos dias, antes da volta de Cristo (a pedra).



Quem é a pedra que atinge a estátua?

  • “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.” Daniel 2:44,45

  • “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. Da parte do Senhor se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos.” Salmos 118:22,23


*Daniel 7:8: "Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência."

Nos últimos dias da história, surgiria o poder chamado de chifre pequeno. Se os dez chifres representam a divisão do Império Romano, o chifre pequeno representa um poder que se levantaria entre esses dez, diante do qual três deles seriam completamente destruídos. As nações exterminadas foram os Hérulos, os Vândalos e os Ostrogodos.

Até este ponto, a História tem seguido fielmente a profecia, como um mapa preciso. Deus falou sobre Babilônia e Medo-Pérsia, mencionou nominalmente o rei Ciro, descreveu a Grécia, falou sobre Alexandre, o Grande, referiu-Se aos quatro generais. Disse que a Grécia também cairia e que Roma governaria o mundo. Revelou as dez divisões do Império Romano, o que realmente aconteceu no período de 351 a 476 d.C.

Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. (Daniel 7 : 7)

Em Daniel 7:8, está escrito:   “ eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno”. O chifre pequeno representa o governo espiritual.  O Apóstolo João descreve esse mesmo sistema de governo, só que de forma mais detalhada. Nesse caso, o chifre pequeno está relacionado com as sete cabeças :
E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. (Apocalipse 13 : 1)

Em outra parte do mesmo versículo  (Daniel 7:8) diz: “diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados”.

  • A forma de descrever feita pelo profeta Daniel e pelo Apóstolo João são um pouco diferentes, mas possuem o mesmo sentido. 

  • O que o profeta Daniel chama de chifres, o Apostolo João Chama de cabeças, mas em ambos os casos todos são reis.


8. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.
11. Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo.
21. Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles,
25. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.
26. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim.

Compare com:

“E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.” Apocalipse 13:4-7

Em Apocalipse 6.2, João apresenta o Anticristo ao escrever: “Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.”

Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. 

Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando um tratado de paz para Israel.

“Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” 1ª Tessalonicenses 5:3

Então como citamos acima, No Primeiro Selo surge O cavalo branco

Apocalipse 6:1-2
“E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.”

Este selo representa o governo do anticristo enganando ao mundo com sua falsa proposta de paz. Atenção: Não confundam o cavalo branco deste selo com o Aparecimento Glorioso de Jesus, que virá em um cavalo branco, no fim do livro de Apocalipse.

Note que o cavaleiro de Apocalipse 6 (anticristo) tem Arco, arma selvagem, enquanto o Cavaleiro de Apocalipse 19 tem espada – este sim é Jesus Cristo.

Tem arco mais está sem flecha, quer dizer que terá o poderio militar mais usará inicialmente de diplomacia

Daniel 9.27:
“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

Aparecimento

“Ele aparecerá em cena na hora final da história de Israel” (Daniel 8:23), e “sua ascensão virá por meio do seu programa de paz Daniel 8:25. O mundo hoje já está condicionado, após tantas guerras e rumores de guerra a desejar a paz a qualquer custo. As manchetes e os editoriais dos jornais expressam o desejo por Paz e Segurança, exatamente como o apóstolo Paulo predisse em I Tessalonicenses 5:2. As dores do parto (Mateus 24) que precederão o Anticristo são tremendos atos de violência e levantes, guerras e rumores de guerra, terremotos em todo o mundo, fomes e pestes. Esses eventos ocorrerão nos dias, semanas e meses que precedem o aparecimento do Anticristo. Na verdade, “o Falso Cristo” (anticristo), aparecerá no meio desses levantes e desastres, recebendo crédito para solucioná-los. Este poder sobrenatural de solucionar todos esses desastres formará a base para a maioria da população do mundo a aceitá-lo como Messias. O Anticristo será apoiado pelos muitos falsos milagres que o Falso Profeta realizará na sua presença.

  • O Falso Profeta convencerá a população do mundo a adorar a imagem do Anticristo (Apocalipse 13:15) sob a ameaça de morte física. Neste ponto, o Anticristo e o Falso Profeta estarão trabalhando juntos como mão e luva.

  • Brevemente, o Anticristo aparecerá afirmando ser Jesus Cristo. Ele terá o apoio de dez líderes políticos do recém-criado Governo Global das Dez Supernações, e pelo Falso Profeta. 

  • O Falso Profeta será uma figura proeminente, pois é quem realiza a maioria dos milagres destinados a enganar a população do mundo e levá-la a adorar o Anticristo. É o Falso Profeta que faz a população mundial aceitar a marca da Besta na fronte ou na mão direita, sem o que ninguém poderá comprar ou vender. Não se engane, o Falso Profeta será alguém que estará ocupando uma posição muito importante.

  • No entanto, o Anticristo e os líderes das Dez Nações detestarão o Falso Profeta e seu sistema religioso. Esse ódio será tão grande que, na primeira oportunidade possível, eles destruirão o sistema Religioso Falso, que Jesus chama de “Grande Meretriz”. Vemos essa profecia em Apocalipse 17:16, “Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo.


O aparecimento do Anticristo será “precedido por um afastamento, ou um afastamento da fé ou a partida dos Santos para estarem com o Senhor” (2ª Tessalonicenses 2:1-3).

A profecia bíblica indica duas vindas do Messias. Ele vem primeiro como Servo Sofredor e depois como Rei. Sabemos que Jesus cumpriu as profecias sobre o Servo Sofredor em sua primeira vinda. Quando retornar na segunda vez, virá como um Rei. Portanto, ele não repetirá as profecias sobre o Servo Sofredor, como entrar em Jerusalém montado em um jumento. 

No entanto, é possível que o Anticristo encene o cumprimento dessa profecia. Além disso, quando o Falso Messias aparecer, ele virá como um homem de paz, pois “soluciona” os desastres do mundo. 

Quando Jesus Cristo retornar, ele virá como um Rei Vingador, cujo primeiro ato oficial será prender o Falso Messias e o Falso Profeta, destruindo seus exércitos na batalha de Armagedom.

Quando Jesus Cristo retornar, “todo olho o verá” (Apocalipse 1:7).

Deus já declarou que o Anticristo será lançado no lago de fogo e enxofre. Na sua segunda vinda, o Senhor Jesus Cristo pessoalmente matará o Anticristo 2ª Tessalonicenses 2, Daniel 8:25. Depois disso, Deus estabelecerá seu reino para sempre. Amém.

Analogia:

O período durante o qual Hitler perseguiu os judeus também será igual ao período de reinado do Anticristo. Hitler iniciou seu holocausto contra os judeus em 1938 e continuou até 1945, sete anos! A Bíblia diz que o Anticristo também reinará por sete anos (Daniel 9:27).

O Anticristo perseguirá primeiro os cristãos, depois os judeus. A Bíblia diz claramente que ambos os grupos estarão na sua mira. 

Em Apocalipse 6:9, vemos o Senhor Jesus Cristo o Cordeiro abrir o quinto selo, e mostrando as almas, debaixo do altar nos céus, daqueles cristãos que foram mortos por causa de sua fé nele.

No verso 11, temos a informação que um certo número de crentes também morrerá no restante do período da Grande Tribulação. Essa é a profecia sobre o enorme martírio de crentes em Cristo, e que ocorrerá durante a parte inicial do período de sete anos da Tribulação.

Em Daniel 9:27, vemos que, na metade da semana de anos]do período da Tribulação, o Anticristo voltar-se-á contra os judeus e passará a persegui-los. A perseguição será tão intensa e tão bem sucedida, que Deus diz que o Anticristo “destruirá o poder do povo santo”. Esse verso coloca o genocídio durante os três anos e meio finais. Os cristãos primeiro, e os judeus em seguida. Ambos os grupos serão mortos com uma fúria e um ódio de origem demoníaca!

O Anticristo exigirá adoração; a Bíblia deixa isto bem claro. Em 2ª Tessalonicenses 2:4, vemos que o Anticristo entrará no templo judaico, afirmando ser Deus, e exigindo adoração. Vemos essa profecia novamente em Apocalipse 13:6; Daniel 7:25; e 11:36. Além disso, leia o relato em Daniel 3, onde o rei Nabucodonosor criou uma grande estátua e depois exigiu que todos seus súditos se ajoelhassem e a adorassem, ou seriam mortos. Esse relato é um tipo da adoração que o Anticristo instituirá, sob pena de morte para aqueles que não obedecerem. Sabemos que isso é um tipo do Anticristo final por duas razões:

  • Deus disse a Daniel para fechar o livro até o “tempo do fim” (12:4). Portanto, todo o livro é uma profecia para o fim dos tempos.

  • Em Daniel 3:1, vemos que Nabucodonosor criou uma estátua de ouro cujas medidas, em côvados, formava um ‘ 666’. A estátua tinha 60 côvados de altura, 6 de largura e 6 de comprimento na base.


O Anticristo também inverterá os valores cristãos, razão pela qual Deus advertiu: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; põem o amargo por doce, e o doce por amargo.” Isaías 5:20
  • Sempre que Deus usa a palavra “ai” na Bíblia, está anunciando um julgamento futuro. O Anticristo inverterá todos os valores do cristianismo, reinterpretando tudo misticamente.


O Anticristo atuará em escala global desde o início.

Em Apocalipse 12, Satanás é chamado de:·  dragão grande e vermelho – destruidor e responsável pelo derramamento de sangue no mundo (vs. 3) · antiga serpente – lembrando Gênesis (Adão e Eva) (vs. 9) ·            diabo – acusador (vs. 9) ·      Satanás – adversário (vs. 9)

Após ser expulso (em Apocalipse 12 evento que ainda ocorrerá), o diabo desce à terra e se incorpora no anticristo, simulando uma “ressurreição”, na tentativa de imitar a ressurreição de Jesus Cristo, enganando a muitos.

O diabo será preso após a tribulação no abismo e depois lançado no lago de fogo eternamente, no fim do Milênio e é derrotado para sempre, conforme Apocalipse 20:7-10:

“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”

Sobre o Armagedom

“Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vàs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.” Salmos 2:1-3

O Salmo 2 nos apresenta um rápido, porém vívido retrato de como terminará o período da Tribulação e, embora o Anticristo não seja citado diretamente, a luz que outras escrituras lançam somente isso revela a pavorosa personalidade que encabeçará a rebelião ali descrita. O Salmo 2 é profético em seu caráter e tem, como a maioria (se não todas) das profecias, um duplo cumprimento.

O próximo salmo em que o Anticristo aparece é o 5. Esse salmo apresenta as petições que o remanescente fiel de Israel fará a Deus durante o período da Tribulação.

No Salmo 10, temos a mais completa descrição do Anticristo encontrada nos Salmos. Esse salmo está dividido em quatro seções. Primeiro, o clamor do remanescente (v. 1); segundo, o caráter do Anticristo (vs. 2-11); terceiro, o clamor do remanescente é renovado (vs. 12-15); quarto, a confiança do remanescente (vs. 16-18). 

Política e eclesiasticamente o Anticristo pode ser visto com uma conexão tripla. Primeiro, ele está relacionado com os gentios; Segundo, está relacionado com a nação judaica apóstata; Terceiro, está relacionado com o remanescente judaico. 

Próximos Artigos:

  • “O Falso Profeta.”
  •  “Onde estão os Anticristos de que João Fala?”
  • “A Marca”


Leia também:

A Nacionalidade do Anticristo:


O Querubim - Estudo de Angelologia Escatológica:


Apocalipse 12 e sua Interpretação:


Para mais detalhes sobre a Escatologia e a Hermenêutica dos Salmos leia:


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Nacionalidade do Anticristo


Todo "dado" novo na mídia causa alvoroço. (rs)

Contextualizando...

A Nacionalidade do Anticristo e a resolução 181.

O que é a "Lei do Retorno" e por que existe?

A Declaração Balfour, de 1917, dispõe que o Governo de sua Majestade Britânica vê com simpatia o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina.

Baseado nessa declaração, a Liga das Nações outorgou aos britânicos um Mandato para a Palestina em 1922.
O fim do Mandato veio com uma decisão da Assembléia Geral da ONU, a Resolução 181, adotada em novembro de 1947. Essa resolução também estipulou o estabelecimento de dois estados, um judeu e outro árabe, no território do Mandato. Os árabes rejeitaram a resolução e, para que não fosse implementada, cinco países iniciaram uma guerra ainda antes da retirada dos britânicos.

Foi em pleno curso dessa guerra, no dia em que terminava o Mandato e os últimos britânicos se retiravam, que David Ben Gurion leu a Declaração que estipulava "o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel (a terra de Israel), com o nome de Estado de Israel".

A Declaração da Independência define explicitamente que o Estado de Israel permanecerá aberto para a imigração judaica e para o regresso dos exilados.

Sob esse princípio, a Lei do Retorno estabelece o direito de qualquer judeu de se assentar em Israel, traduzindo essa declaração basilar na linguagem legal, e propiciando sua implementação.

A Lei do Retorno dá a qualquer judeu "no exílio" o direito de voltar para sua histórica terra natal e de receber sua cidadania. A lei não discrimina cidadãos não-judeus em Israel, que têm seus direitos assegurados como tais.

Ela se aplica apenas aos judeus que têm outra nacionalidade, mas que desejam se naturalizar em Israel, tornando essa naturalização legalmente aceita a priori. A lei não impede que pessoas de origem não-judaica se naturalizem israelenses; essa possibilidade é prevista em outras leis.

NACIONALIDADE DO ANTICRISTO:

Tratando o assunto aqui de forma escatológica, podemos ver como o anticristo poderá ser tanto do império romano, quanto judeu.

Pois os Judeus não reconhecerão alguém que se diga o “Messias” (falso messias), sem que este proceda da linhagem de Israel.

E como foi exposto no artigo acima um judeu de qualquer parte do mundo, nascido em qualquer lugar do mundo, pode reivindicar nacionalidade judaica.

O Profeta Daniel 9:26 - disse que:

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.”

para entender as 70 (setenta) semanas veja o gráfico na imagem, para ampliar clique na imagem:



O Príncipe que há de vir aqui no livro de Daniel, é o Anticristo, e o povo citado na profecia acima, que destruiu a cidade e o templo foi o Império Romano.

Esta profecia se cumpriu em 70 D.C.

O Império Romano abrangia toda a Europa, (o que conhecemos hoje como União Européia) logo o Anticristo virá de algum lugar do antigo império romano, (um país Europeu) mais também dirá que é descendente de uma das 12 tribos de Israel, para que quando ele se disser o “Messias”, os judeus o aceitem, pois o Messias aguardado pelos judeus, deve-ser-um-judeu.

“Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.” João 5:43

Não perca os dois próximos artigos: Características do Anticristo e Características do falso Profeta.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Métodos do Estudo Bíblico



 “A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender doutrina? Ao desmamado do leite, e ao arrancado dos seios? Porque é mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali.” Isaías 28:9,10

Esta disciplina é a base para a Hermenêutica – Interpretação da Bíblia, compreende-la é o caminho para se aprofundar posteriormente, nas regras de Exegese e Hermenêutica Bíblica. Seu objetivo é fornecer ao aluno as ferramentas necessárias para que ele mesmo descubra as verdades na Palavra de Deus. 

Todo e qualquer estudo bíblico tem como premissa levar o leitor para um contato direto com as Escrituras, de tal maneira que sua vida seja moldada pela Palavra de Deus.

“O hipócrita com a boca destrói o seu próximo, mas os justos se libertam pelo conhecimento.” Provérbios 11:9

MÉTODO INDUTIVO

O Método Indutivo é aquele que leva o aluno a estudar o texto cuidadosamente, observando todos os particulares e pormenores, para então tirar uma conclusão Distinção entre dedução e indução:

a) Indução: “Método de raciocinar que consiste em tirar dos fatos particulares uma conclusão”.

Em poucas palavras, na indução a gente observa primeiro e depois conclui.
Na dedução concluímos primeiro, pois observamos.

A indução vai das partes para o todo, enquanto que a dedução vai do todo para as partes.
Indução é o método científico.

a. Determina-se o alvo;
b. Coleta-se informações;
c. Classifica-se as informações;
d. Chega-se à teoria ou hipótese;
e. Faz-se inúmeras experiências;
f. Declare-se lei ou fato.

b) Dedução: “A dedução conclui do geral para o particular”.

Etapas do método de raciocínio dedutivo:

Evidência
O problema ou fato em análise deve ser observado da forma como se apresenta, sem prevenções, preconceitos ou precipitações.

Análise
O problema deve ser fracionado em várias partes para que cada parte seja analisada separadamente, detalhando melhor a pesquisa.

Síntese
Os problemas definidos ao fracionar, devem ser agrupados em graus, ou seja, comparação de problemas simples com outros também simples e problemas complexos com outros também complexos.

Enumeração
Seleção de parâmetros e dados que sejam necessariamente pertinentes à solução do problema.

OBSERVAÇÃO:

Exame completo e cuidadoso; dar atenção completa ao que se está vendo; estar mentalmente alerta e concentrado naquilo que está vendo.

PROPÓSITO:

Fazer com que o estudante fique permeado com o conteúdo da passagem.

OBSERVAÇÃO DEMANDA:

a. Vontade – deixar a preguiça de lado;
b. Precisão – ver o que realmente está no texto. Não inventar.
c. Persistência – gastar tempo.

COMO COMEÇAR A OBSERVAÇÃO:

Começamos a observação lendo a passagem várias vezes. Depois de termos uma visão geral do “todo”, passamos então aos detalhes. Nunca devemos estudar os detalhes antes de termos uma visão do “todo”.



Detalhando...

MÉTODO ANALÍTICO DE ESTUDO BÍBLICO

O método analítico consiste em um exame cuidadoso do versículo ou da passagem bíblica, estudando o objeto em seus pormenores, atentando para os menores aspectos, analisando as partes que compõe o todo.
Para que o estudante selecione versículos para análise e pesquisa, é importante que tenha um programa de leitura bíblica constante e devocional.

MÉTODO SINTÉTICO

Em contraste com o método analítico, o sintético busca uma compreensão holística de cada livro da Bíblia, em sua unidade, não dedicando esforço hermenêutico aos pormenores, mas à mensagem geral, considerando questões como o propósito do escritor, o que este tinha em mente quando da escrita, o método e os caminhos usados para atingir seus objetivos e outras questões tais. Este é o melhor método para a compreensão da mensagem central de cada livro da Bíblia, que capacita o estudante a compreender melhor o autor de cada obra inspirada e evita erros de interpretação. É o método que estuda um livro como uma unidade, procurando entender a mensagem do livro como um todo.

IMPORTÂNCIA DO MÉTODO SINTÉTICO.

A. Ele é a base e o alvo de toda a análise (observação). Assim, é o
método inicial e também o método final, quando estudamos as Escrituras.
B. Síntese é uma ajuda indispensável para o ensino e a pregação.
C. Síntese é o melhor meio de se aprender a mensagem de um livro.

COMO USAR ESTE MÉTODO?

Exame Cuidadoso do Livro

1. Ler o livro todo de uma sentada.
2. Ler o livro três vezes.
a) Para descobrir o tema principal.
b) Para ver como o tema foi desenvolvido.
c) Para fazer um esboço do livro (os parágrafos da sua Bíblia podem lhe ajudar nisto).

Analisar a estrutura do livro e procurar descobrir o princípio organizador, o qual dá unidade ao livro.

1. Fazer as perguntas:

a) O que estava na mente do autor quando ele escrevia este livro?
b) Qual a mensagem que ele queria transmitir? O que queimava no seu coração?

2. Verificar de que maneira o autor desenvolveu o tema.

a) Polêmico? – Como Gálatas.
b) Usa Perguntas? – Como Malaquias.
c) Lógico? – Como Romanos.
d) Tópico? – Como Mateus

Relacionar o livro que está se estudando com outros livros ou porções das Escrituras que lhe são semelhantes. Exemplos:

1. Apocalipse – tem que ser estudado com Daniel.
2. Marcos – tem que ser estudado com 1 e 2 Pedro.
3. Reis – tem que ser estudado com Crônicas.
4. Profetas Menores – tem que ser estudado com Reis e Crônica.

MÉTODO TEMÁTICO DE ESTUDO BÍBILICO

O método tópico ou temático apresenta princípios técnicos para o estudo Bíblico por temas, ou seja, é a investigação sobre um tema escolhido, em toda a Bíblia ou em determinada parte dela. Este método de estudo não está diretamente ligado ao texto (embora jamais seja desvinculado do mesmo), mas ao assunto de que trata. Feita a escolha de um tema para análise, é importante pesquisá-lo por toda a Bíblia ou em determinada parte dela, como por exemplo, o estudo da salvação segundo a carta aos Romanos ou o estudo das profecias messiânicas segundo Isaías. Essa delimitação pode ser feita devido à extensão do tema.

MÉTODO BIOGRÁFICO DE ESTUDO BÍBLICO

Para desenvolver este método de estudo, o pesquisador pode se valer dos princípios do método temático a fim de encontrar, listar e extrair o conteúdo dos trechos ou versículos bíblicos a respeito da vida de determinado personagem. O método biográfico é um estudo a respeito da vida dos personagens bíblicos com o propósito de extrair aplicações práticas para a vida da Igreja de Cristo, sejam eles positivos – a serem imitados ou negativos – a serem evitados. O material para esse tipo de estudo é farto, pois há cerca de dois mil e novecentos personagens na Bíblia.

PARALELO DE IDÉIAS

Mt 16.18: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Com base neste texto, é possível admitir que o apóstolo Pedro é a pedra sobre a qual a igreja está edificada? Não seria muito perigoso que Jesus tivesse estruturado sua igreja sobre um homem, ainda que de Deus, limitado e sujeito a errar? Uma análise a respeito dessa idéia - a pedra fundamental - esclarece a questão.

Em Mateus 21.42, Jesus é a pedra angular. Em Efésios 2.20,21, Jesus é a Pedra sobre a qual os apóstolos, dos quais Pedro era um, trabalharam na edificação da igreja. Paulo afirma em 1Co 3.10,11 que Jesus é o único fundamento e que outro não pode ser posto. Por fim, o próprio Pedro diz em sua carta que Cristo é a Pedra.

 1Pe 2.4-8: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos”.

 Logo, a obscuridade e dificuldade de interpretação de um único texto isolado – Mateus 16.18 – são esclarecidas por inúmeros textos bíblicos que apontam Jesus como “a única Pedra angular”.

PARALELO DE ENSINOS GERAIS

Algumas questões de difícil interpretação devem ser analisadas de acordo com os ensinos gerais da Bíblia. Por exemplo, Deus é descrito como Onisciente, Onipotente, Transcendente, Espírito Perfeito, mas há textos que descrevem Deus com características de homem, limitando-o a tempo, lugar, espaço, etc. Para compreender este tipo de aparente contradição, levam-se em consideração os ensinos gerais da Bíblia que, apesar de ser uma obra inspirada por Deus, foi escrita para seres humanos, e revela Deus de modo que os seres humanos o possam compreender.

A esse fenômeno, a teologia chama antropomorfismo – Deus se revela com aparência de homem e antropopatia – Deus se revela com sentimentos de homem.

Assim, quando há referência a Deus de maneira limitada, não se deve esquecer que faz parte daquela passagem isolada, sendo o ensino geral o que deve prevalecer para formulação de conceitos teológicos.

“E rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas. E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade,” 2ª Timóteo 2:23-25

Senso comum é o modo de pensar da maioria das pessoas, são noções comumente admitidas pelos indivíduos.

Significa o conhecimento adquirido pelo homem partir de experiências, vivências e observações do mundo.

O senso comum se caracteriza por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração.

É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano.

Pesquisa é um conjunto de ações que visam a descoberta de novos conhecimentos em uma determinada área.

A pesquisa científica consiste em um processo metódico de investigação, recorrendo a procedimentos científicos para encontrar respostas para um problema. Para esta pesquisa, é obrigatório avaliar se o problema apresenta interesse para a comunidade científica e se constitui um trabalho que irá produzir resultados novos e relevantes para o interesse social.

Quanto à abordagem do problema, a metodologia da pesquisa pode ser:

Quantitativa: método de pesquisa que recorre a diferentes técnicas estatísticas para quantificar opiniões e informações.

Qualitativa: é uma pesquisa descritiva que explora as particularidades e os traços subjetivos considerando a experiência pessoal do entrevistado.

Quanto aos objetivos pretendidos, a pesquisa se classifica em:

Exploratória: envolve uma maior proximidade com tudo o que está relacionado com o objeto de pesquisa. São exemplos, os Estudos de Caso (estudo exaustivo e detalhado) e as Pesquisas Bibliográficas (consulta a livros e outros materiais já publicados).

Descritiva: levantamento de dados recorrendo a técnicas padronizadas de coleta, como o questionário ou a observação sistemática.


Explicativa: procura explicar os fatores que ocasionam os fenômenos. Nas ciências naturais é usado o método experimental, enquanto nas ciências sociais recorre-se ao método observacional.

Sugiro a leitura a seguir dos artigos correlacionados:

Hermenêutica Aplicada:


A Hermenêutica dos Salmos:


A Hermenêutica de Apocalipse 12:


A Hermenêutica do Livro de Isaías:



BERKHOF, Louis. Princípios de interpretação Bíblica. JUERP, Rio de Janeiro
FELTRIN, Marcelo. Métodos de Estudo Bíblico. São Paulo, IBCU.
GADELHA, Vítor. Métodos de Estudo Bíblico. São Paulo, Apostila Teológica.
HENRICHSEN, Walter.  Métodos de Estudo Bíblico. São Paulo, ed. Mundo Cristão, 1993.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Espiritualidade na Teologia


*Este artigo é a transcrição de um sermão ministrado pelo Pastor Rodrigo Martins de Oliveira, Professor no I.T.Q. Juiz de Fora MG.

“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido?Mateus 6:25

A vida é maior que a religião (correlacione com Jesus dizendo que  o sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do sábado).

Nossa busca por significado...

Não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira! Não deixe que o mito do amor ideal, ou mesmo a falta de um grande amor estabeleça na sua vida uma angustia existencial, pela qual você gaste suas energias para eliminá-la. Coragem! “quero um amor maior, amor maior que eu” (J. Quest), esse amor nenhum homem poderá lhe oferecer! É um amor que só é possível em Deus! É uma forma de espiritualidade através de um amor transcendente.

A coisa mais importante para nos é sua graça. Esta é a conquista mais importante da vida: aceitar a graça de Deus. É a última bênção oferecida na Palavra de Deus – Ap. 22. 21.

A graça de Deus mostra a real condição do homem – o homem está morto, perdido, cego, servindo ao interesses do diabo e em estado de ignorância – Ef. 2. 1 – 4.

Somente a graça de Deus dá sentido á nossa existência. Sem a graça de Deus somos um barco, sem bússola, durante uma noite escura (sem fim), perdido no meio do oceano – I Co. 15. 10 – Paulo buscava sentido na prática fanática de sua religião, até que Cristo lhe mostrou sua graça. Antes ele trabalhava para alcançar a graça de Deus, depois passou a servir a Deus por estar cheio de graça e sentido para viver.

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.” Efésios 5:18-21

A graça de Deus explica os nossos fracassos do passado, nos alegra no presente e nos mostra um futuro glorioso – I Tm. 1. 13, 14.

Deus definitivamente não cabe numa teologia, seja ela qual for, isso é fato e não pretendemos fazê-lo.

Mas sim ressaltar que só existe vida cristã saudável a partir de uma teologia revelada e aprendida, significando dizer que a existência só ganha vida a partir de um conhecimento sólido do Seu autor. 

Todo o sadio legado teológico atual partiu da sublime revelação de Cristo ao coração de homens que estavam perdidos nos pressupostos empíricos de uma teologia existencial, de maneira que, antes de virar conceitos no papel, transformaram mentes e corações para não se conformarem com este mundo. oração, leitura da palavra, aconselhamento e santidade só terá sentido real desde que feitos fundamentados na revelação recebida e exaustivamente aprendida, pois fora disto o que se tem é só religiosidade oca e vazia.

Teologia e espiritualidade podem e devem caminhar de mãos dadas, como boas amigas.

Os discípulos que caminhavam pela estrada de Emaús viveram a experiência do Cristo revelando-se pela Palavra de Deus (Lucas 24:13,14). Caminhando com eles pela estrada, Jesus não mostrou nada além da revelação na Escritura Sagrada a Seu respeito, sobre tudo que Deus Pai havia estabelecido como decreto, para Si próprio, quando lhes disse: “Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:25-27).

Precisamos fazer com que nossa teologia seja mais mística e que nos introduza na chama do Sagrado, que arrebate nossos sentidos em amorosa e profunda contemplação do Ser Amante. Necessitamos que a teologia torne a experiência com Deus (espiritualidade) algo possível e concreto na vida daqueles que seguem o Caminho em adoração.

“Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.” Atos 17:28

Quando lemos a Bíblia, com o desejo sincero de conhecê-Lo ainda mais, o Espírito Santo nos concede a mesma sensação que tiveram os discípulos ao receberem a revelação de Cristo: “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?" (Lucas 24:32).

A Infinitude de Deus é experimentada por nós num contraponto à nossa finitude. Deus é percebido como maior que o mundo no mundo. Senhor da história na história. Inominado no nome.  Indisponível na mediação criada à nossa disposição.  Eterno no tempo.

Como disse Karl Barth:

Deus não é simplesmente uma unidade no mundo dos fenômenos; ele é infinito e soberano, “Totalmente Outro”, e só pode ser conhecido quando nos fala. “Ele não pode ser explicado como qualquer outro objeto pode ser, apenas podemos nos dirigir a Ele […] Por esta razão, não cabe à teologia medi-lo em uma forma de pensamento direto ou unilinear”. Não podemos falar a respeito de Deus. Apenas falamos a Deus. Deus fala ao homem como a bomba explode na terra. Depois da explosão, tudo o que resta é uma cratera abrasada no terreno, e essa cratera é a igreja.

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” Efésios 3:20,21

Lembre-se: Sua formação definirá sua maneira de influenciar o mundo.


Estude Teologia!