segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Paracletologia/Pneumatologia - A Doutrina do Espírito Santo!


Você se pergunta a respeito do Pecado contra o Espírito Santo? Batismo Com o Espírito Santo? Evidencias... Tem dúvidas?

Então você veio ao lugar certo!

Há dois termos utilizados no estudo do Espírito Santo: Paracletos ou Pneuma, portanto temos: Paracletologia ou Pneumatologia.

PARACLETOLOGIA: Este é um termo utilizado para o estudo do Espírito Santo pela sua qualidade de “Consolador”; “advogado”.

PNEUMATOLOGIA: Esse é um termo utilizado para o estudo do espírito Santo pela sua qualidade de “Sopro”; “respiração”.  Pneuma é uma palavra em grego antigo que significa "respiração" dependendo do contexto significa "espírito" ou "alma".

O Espírito Santo é entendido como sendo uma das Três Pessoas da Trindade e, como tal, ele é pessoalmente e totalmente Deus, co-igual e co-eterno com Deus Pai e Deus Filho. Deus é um só, mas Nele há Três Pessoas divinas, distintas e de igual majestade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
“E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.” Gálatas 4:6

Um dos papéis principais do Espírito Santo é que Ele testemunha sobre Jesus Cristo (João 15:26, 16:14). Ele fala ao coração das pessoas sobre a verdade de Jesus Cristo. Ele revela aos cristãos a vontade e a verdade de Deus. Jesus disse aos seus discípulos:

“Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (João 14:26)

“Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir.” (João 16:13)

O Espírito Santo é referido como o "penhor", "selo" e "garantia" no coração dos cristãos (2 Coríntios 1:22; 5:5, Efésios 1:13-14; 4:30). O Espírito Santo é o selo de Deus sobre o Seu povo, a Sua reivindicação sobre nós como pertencentes a Ele.

Receber o Espírito Santo (ou seja, passar a ser por Ele habitado) ocorre no momento da salvação.

Estar cheio do Espírito é um processo contínuo na vida Cristã.

Recebemos o Espírito Santo simplesmente crendo no Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador (João 3:5-16)

O Espírito Santo também realiza uma função para os não cristãos. Ele convence o coração das pessoas sobre a verdade de Deus, mostrando quão pecadores nós somos – necessitados do perdão de Deus; e quão justo Jesus é – Ele morreu em nosso lugar, por nossos pecados; e sobre o julgamento final de Deus, que julgará o mundo e aqueles que não O conheceram (João 16:8-11).

O Espirito Santo é quem capacita o crente a viver a vida cristã cheia de alegria, paz, vitórias, com sabedoria, discernimento e grande influência a favor do Reino de Deus.

Antes do Pentecostes, o Espírito Santo havia descido na vida de várias pessoas como João Batista em. (Lc 1.13-15), Isabel em. (Lc 1.41), Zacarias em. (Lc 1.67-69) e Simeão em. (Lc 2.25). Entretanto não há nenhum registro de que algum desses personagens haja falado línguas estranhas. Mas no dia de Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo foi assinalado assim: eles falaram em línguas. Em Atos 2.4 lemos: “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

Antigo Testamento:

Êxodo 35: 30-35 "Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor tem chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá.

31 E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento, ciência e em todo o lavor,

32 E para criar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre,

33 E em lapidar de pedras para engastar, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada.

34 Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã.

35 Encheu-os de sabedoria do coração, para fazer toda a obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do gravador, em azul, e em púrpura, em carmesim, e em linho fino, e do tecelão; fazendo toda a obra, e criando invenções."


Miquéias 3:8 "Mas eu estou cheio do poder do Espírito do Senhor, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado."


Juízes 14:19 "Então o Espírito do Senhor tão poderosamente se apossou dele, que desceu aos ascalonitas, e matou deles trinta homens, e tomou as suas roupas, e deu as mudas de roupas aos que declararam o enigma; porém acendeu-se a sua ira, e subiu à casa de seu pai."

1ª Samuel 16:13 "Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá."

1ª Samuel 10:10 (Saul) "E, chegando eles ao outeiro, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; e o Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou no meio deles."


Números 27:18 "Então disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe a tua mão sobre ele."


Deuteronômio 34:9 "E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés."


Salmos 51:11 "Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo."


A principal evidência do Batismo no Espírito Santo no NT é o ato de falar em línguas (não a única):
  • No cenáculo. (At 2.2,3)
  • Na casa de Cornélio. (At 10.44)
  • Na vida de Paulo. (1 Co 14.18)
A Manifestação dos Dons do Espírito, é, usualmente chamada de “Batismo com o Espírito Santo”.

O batismo com o Espírito Santo é uma promessa para todo aquele que crê e que faz parte da Igreja. É um revestimento de poder, que visa capacitar o cristão a testemunhar sobre Cristo e realizar a obra de Deus no poder e na virtude do Espírito (Atos 1.8). Mas para receber este batismo é preciso crer e buscar, como fizeram os primeiros cristãos, que permaneceram em oração (Atos 2.1-4), aguardando o cumprimento da promessa de Jesus em Atos 1.4,5
  • O batismo com o Espírito Santo nunca acontece por acaso. Pelo contrário, ele é fruto de um ardente desejo de se conhecer e servir melhor ao Senhor Jesus. O centurião Cornélio é um claro exemplo disto, pois a Bíblia o apresenta como um homem: “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus.” (Atos 10.2).
  • Não foram as esmolas de Cornélio que lhe deram condições de receber o batismo no Espírito Santo. 
  • Mas o seu caráter temente a Deus somado às suas orações que o capacitaram a ser visitado, ele e toda a sua casa, pelo Espírito de Deus.
O Pecado contra o Espirito Santo

Quando falamos a respeito do Espírito Santo, muitas pessoas são tomados de um temor e  vem a pergunta:

 “Será que cometi o pecado contra o Espírito Santo? Deus ainda pode me perdoar?”.

Àqueles que têm essa dúvida, a resposta é “Não, você não pecou contra o Espírito Santo!”.

Enquanto estivermos aqui na terra, infelizmente iremos pecar e entristecer o Espírito Santo. Todos nós, mesmo depois de salvos, erramos e ofendemos a Deus. João escreve: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós” (1 Jo 1.8).

Para entendermos a declaração que Jesus fez acerca do pecado contra o Espírito Santo: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mt 12.21), precisamos observar todo o contexto das Suas palavras.
  • Quando Jesus começou a atuar publicamente, “indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lc 4.16). Deram-lhe o livro do profeta, e Ele leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (vv.18-19). E acrescentou, referindo-se a Si mesmo: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21).
  • Ao fazer isso, Jesus estava reivindicando ser o Salvador prometido, Aquele sobre quem o Espírito do Senhor repousava. Como confirmação dessa realidade, Ele curou enfermos, expeliu demônios, andou sobre as águas, alimentou uma grande multidão com apenas dois peixes e cinco pães e ressuscitou mortos. E foi um passo além, afirmando ser igual a Deus!
  • Os fariseus sabiam de tudo isso. E sabiam muito bem. Mas isso os colocava diante de um grande dilema: eles tinham de escolher entre admitir que Jesus Cristo era o Messias e crer nEle – correndo o risco de perder sua posição e seu status – ou rejeitar Jesus como Messias – e, nesse caso, tinham de encontrar outra saída para explicar as obras que Jesus fazia.
  • Escolheram a segunda opção e rejeitaram Jesus Cristo. Isso aconteceu mesmo tendo eles pleno conhecimento dos milagres e sinais e sabendo com exatidão o que o Antigo Testamento dizia acerca do Messias que viria. Sua rejeição a Jesus como Messias deu-se apesar de saberem que Ele era o Messias de Israel! Sua resistência a Jesus era tão grande que eles tiveram a coragem de atribuir aos demônios os milagres e sinais que Jesus fazia por meio do Espírito Santo: “Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios!” (Mt 12.24).
  • Essa negação consciente da ação do Espírito Santo, sua inarredável rejeição ao Messias prometido, sua não-admissão de que Jesus era o Prometido, sua decisão consciente e o atribuir a obra do Espírito Santo a demônios é o pecado.
  • Se alguém ainda teme ao Deus vivo, não pecou contra o Espírito Santo. Ninguém é culpado desse maior de todos os pecados se ainda sentir culpa diante de Deus ou lamentar seu estado perdido.
“Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas.” 1ª João 3:20.

Atributos de Personalidade do Espírito Santotem mente (Rom. 8:27); vontade (1 Cor. 12:11); sentimento (Efés 4:30). Atividades pessoais lhe são atribuídas: Ele revela (2 Ped. 1:21); ensina (João 14:26); clama (Gál. 4:6); intercede (Rom. 8:26); fala (Apo. 2:7); ordena (Atos 16:6,7); testifica (João 15:26). Ele pode ser entristecido (Efés. 4:30); contra ele se pode mentir (Atos 5:3), e blasfemar (Mat. 12:31,32). Sua personalidade é indicada pelo fato de que se manifestou em forma visível de pomba (Mat. 3:16) e pelo fato de que ele se distingue dos seus dons (1 Cor. 12:11).

Pastor Rodrigo Oliveira, Professor nas Disciplinas de Instroduação à Teologia; Teologia Contemporânea; Filosofia da Religião; História de Israel; Homilética; Hermenêutica e Exegese Bíblica; Escatologia Bíblica.

Se quiser se aprofundar no assunto utilize a bibliografia que eu sugiro aqui:

Bibliografia:

CHAN, Francis. O Deus esquecido. Ed Mundo Cristão.
VANHOOZER, Kevin J. A Trindade, as Escrituras e a Função do Teólogo. Ed Vida nova.
HORTON. Stanley M. A doutrina do Espírito Santo. CPAD.
BONNKE, Reinhard. ESPÍRITO SANTO - Revelação e Revolução. Editora Bello Publicações.
AGUIAR, Marcelo. As faces do Espírito. Ed Betânia.
JONES, Martyn Lloyd. Deus O Espirito Santo. Editora PES.
GRAHAM, Billy. O Poder do Espírito Santo. Vida Nova.
GEE, Donald. Como Receber o Batismo Com o Espírito Santo. CPAD.
CHO, David Yonggi. O Espirito Santo, Meu Companheiro. Ed Vida.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Introdução à Filosofia com Rodrigo Martins



Chamada para aula de Introdução a Filosofia no Sábado: Turma Integralização.

Uma das qualidades mais nítidas da natureza humana é a curiosidade. A criança, logo que inicia sua comunicação verbal, desfila perguntas incansáveis que pretendem desvendar o porque dos mistérios do mundo à sua volta. Essa atitude é o embrião da filosofia. O ser humano tem por natureza o desejo de entender a razão daquilo que o cerca. Desejamos saber como explicar o mundo, a existência humana, a razão do sofrimento e até a própria capacidade inquiridora do homem. Isso significa que, num sentido mais abrangente, somos todos filósofos. Ainda que não de modo consciente e sistemático, todos nós queremos entender a realidade com a qual convivemos.

  • Mas, afinal de contas, o que é filosofia?


  • É diferente de ciência? Se é, como se distinguem?


  • Em que medida a filosofia é distinta da teologia? As duas disciplinas fazem as mesmas perguntas?


#aquiAgenteApreende


#nãobastasersalTemqueprovocarSede

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A Soberania de Deus e os nossos dias.


*o artigo de hoje nasceu de uma conversa e reflexão no horário do almoço.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Rui Barbosa

As palavras de Rui Barbosa devem estar na mente de muitos cristãos pensando: “será que tudo está descontrolado e sem rumo?”.

Não é a primeira vez que alguém se encontra numa situação de “cativeiro”, seja ele literal, relacional-emocional, psicológico, ou espiritual.

Vamos para a Bíblia!

“E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. E disse: Ah! Senhor Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guarda a aliança e a benignidade para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos; Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; também eu e a casa de meu pai temos pecado. De todo nos corrompemos contra ti, e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo. Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos. E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.” Neemias 1:3-9

Depois de confessar tanto o seu pecado quanto o do povo, Neemias lembrou (Antropopatia) o Senhor acerca do que Ele mesmo tinha dito. Eu vos espalharei entre os povos. Essa é uma alusão ao concerto de Deus em Levítico 26.27-45 e Deuteronômio 30.1-5.0 próprio Neemias havia nascido na Pérsia, uma nação distante, porque o Altíssimo tinha cumprido essa promessa. O Senhor havia prometido que, se os israelitas se voltassem para Ele em obediência, o Altíssimo iria ajuntá-los mais uma vez na terra deles. Neemias se dirigiu ao Senhor como o Deus que mantém o concerto e confessou os seus pecados e os do povo, porque a Lei exigia confissão (Lv 16.21). Então, lembrou (Antropopatia) o Todo-poderoso de Sua promessa: fazer com que Israel retornasse para sua terra. A última intenção do concerto divino não era apenas fazer o povo regressar, mas fazê-lo voltar ao lugar onde o Altíssimo estabelecera Seu nome. 

É assim mesmo, há momentos em nossa vida que achamos que Deus nos esqueceu, que a humanidade está esquecida, que o maligno tomou conta.

Mas, note algo sobre esses dias turbulentos que vivemos:

“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.” Apocalipse 13:5-7

Percebeu as palavras: foi-lhe dada”, “deu-se-lhe poder”, "E foi-lhe permitido.

Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro. Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Destilai, ó céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça; abra-se a terra, e produza a salvação, e ao mesmo tempo frutifique a justiça; eu, o Senhor, as criei. Ai daquele que contende com o seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou a tua obra: Não tens mãos? Isaías 45:5-9

É boa a definição de A. W. Pink: Deus é soberano, isso quer dizer que ele não precisa do conselho, ou ordem de ninguém. Tudo o que Deus faz, o faz, em última instância, por que assim o quis, nada é capaz de levar Deus a fazer o que Ele não quer.

Os livros proféticos do Antigo Testamento demonstram claramente o domínio do Altíssimo sobre os reinos humanos. Deus nunca foi intimidado por nenhum governante, mas os líderes sábios aprenderam a respeitar a vontade do Criador, o soberano Deus. Aproximadamente 600 anos antes do nascimento de Jesus, o homem mais poderoso do mundo foi humilhado por Deus justamente para aprender esta lição: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Daniel 4:32).

Na profecia que Jeremias transmitiu sobre a Filístia, por exemplo, há uma conversa com a espada do Senhor, que ele havia mandado para executar a justiça. A conversa começa com um pedido a favor dos castigados: “Ah! Espada do SENHOR, até quando deixarás de repousar? Volta para a tua bainha, descansa e aquieta-te.” A resposta explica a natureza da espada como instrumento sujeito à vontade de Deus: “Como podes estar quieta, se o SENHOR te deu ordem? Contra Asquelom e contra as bordas do mar é para onde ele te dirige” (Jeremias 47:6-7). Enquanto não cumprisse a missão dada por Deus, a espada não repousaria.

A espada de Deus, hoje, é a palavra do Senhor, e a guerra na qual pelejamos é espiritual, não carnal (Efésios 6:10-17). A missão é levar o conhecimento da verdade a todos os homens (1ª Timóteo 2:4), com a esperança de conduzi-los à obediência de Cristo: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão” (2 Coríntios 10:3-6).

O Padrão de Julgamento de Deus

Buscar Compreender à luz das Escrituras esse padrão ajuda a confiar mais na Soberania de Deus. O "padrão de julgamento" de Deus revelado no Antigo Testamento — Uma vez que Deus usa militarmente uma nação para trazer julgamento físico sobre outra nação, Ele se vira contra a nação cuja força militar acabou de usar, e coloca essa nação sob julgamento físico completo.

“e diga: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Estou contra você, ó Gogue, príncipe maior de Meseque e de Tubal. Farei você girar, porei anzóis em seu queixo e o farei sair com todo o seu exército: seus cavalos, seus cavaleiros totalmente armados e uma grande multidão com escudos grandes e pequenos, todos eles brandindo suas espadas.” Ezequiel 38:3,4

E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;” Mateus 25:31-34

Me recordo, de um amigo que trouxe uma reflexão sobre três correntes (visões de mundo) escatológicas. (análise do Apocalipse sobre o fim dos tempos):

  • Pré-milenista: “Dias piores virão”
  • Pós-milenista: “Dias melhores virão”
  • Amilenista: “vida que segue, o Messias está voltando.”

Escatologia é uma daquelas coisas em que os teólogos concordam em discordar.

Exemplo 1Segunda Vinda de Cristo:

Amilenismo: A segunda vinda de Cristo é um evento único e visível a todos, ou seja, não existe o conceito de arrebatamento secreto. No Amilenismo a Segunda Vinda de Cristo em glória e o arrebatamento é uma coisa só.
Pré-Milenismo Histórico: A Segunda Vinda de Cristo e o arrebatamento são o mesmo evento.
Pós-Milenismo: Igual às visões anteriores, Cristo volta de forma visível e em glória em um único evento.
Dispensacionalismo Clássico: A segunda vinda de Cristo será dividida em duas fases, sendo a primeira para arrebatar secretamente a igreja, e a segunda de forma visível e em glória após os sete anos de grande tribulação.

Exemplo 2 - Milênio:

Amilenismo: O milênio não é um período literal de mil anos. No Amilenismo o milênio é espiritual onde os salvo reinam com Cristo no céu e sobre a terra, e começou na primeira vinda de Cristo.
Pré-Milenismo Histórico: É reconhecido o Reino de Cristo na presente era com a Igreja, porém haverá também um reino milenar e literal no futuro após a segunda vinda de Cristo, com Jesus reinando sobre as nações do mundo (talvez não necessariamente o período seja de mil anos).
Pós-Milenismo: Conforme o Evangelho for sendo pregado será iniciado o milênio, onde o mundo inteiro será evangelizado e a maioria das pessoas serão convertidas. A cristianismo será o padrão e não a exceção, ou seja, a plantação será de trigo e não de joio (a referência a Parábola de Jesus é usada para defender esse conceito).
Dispensacionalismo Clássico: Milênio futuro e literal após a segunda fase da segunda vinda de Cristo.

Como diria Agostinho:

“Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, a caridade.”

Essencial é:

“E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.” Apocalipse 22:12,13

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;” Tito 2:13

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.” Colossenses 3:4

Agora, que os dias são maus, isso são:

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” Efésios 5:15,16

“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.” 1ª João 2:18

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;” 2ª Timóteo 3:1-6

Veja que interessante 18 (dezoito): 6+6+6, características dos homens nos últimos dias, listadas nessa carta de Paulo.

compare com:

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” Apocalipse 13:18

“Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada.” Isaías 46:10

Nada escapa ao controle de Deus, está tudo correndo dentro do propósito Divino:

“Por isso, o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso se levantará, para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de eqüidade; bem-aventurados todos os que nele esperam.” Isaías 30:18

“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.” Isaías 64:4

Para ler meu artigo sobre o galarão acesse aqui:



JONES, Martyn Lloyd. Uma nação sob a ira de Deus. Ed. PES
SPROUL, R. C. Deus Controla Tudo? Ed. Fiel
PINK, Arthur W. Deus é Soberano. Ed Fiel
PENTECOST, J. Dwight. Manual de escatologia. Ed. Vida.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Valor do Ensino e ‘Quanto vale um professor (a)?’


Alguém já disse é bom repetir: “um professor ou professora que tem noção da sua importância na formação do cidadão não tem preço.”  Claro!

No entanto isso não invalida o fato de que é preciso melhorar o reconhecimento aos professores e professoras.

Gostaria de problematizar a questão com 03 (três) frases:

“Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância." Derek Bok (ex-reitor e ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard).

“Eu não ensino e não mando. Ensinando sai cópia, mandando sai escravo. Eu transmito meu espírito". (Kan-Tchi Sato).

“O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.” William Arthur Ward

Essas três frases, ilustram bem, a importância e a responsabilidade de professoras e professores, que precisam inspirar no aluno a confiança, o desejo de aprender e, os bons valores humanos. (sei que alguém dirá: Valores aos olhos de quem? E a subjetividade? Para tanto sugiro a bibliografia no final e continuar a leitura).

É necessário que esses profissionais descubram seu verdadeiro valor, e mais, que a sociedade como um todo, (Instituições de Ensino, Governo, Igreja, Família, alunos), valorizem o profissional da educação.

Os mais sinceros e comoventes elogios ao profissional do ensino, não resolvem o problema da educação, se os professores e os professoras não forem valorizados e não se sentirem assim.

O que a Bíblia diz:

“E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Gálatas 6:6

“Os presbíteros que desempenham bem o encargo de presidir sejam honrados com dupla remuneração, principalmente os que trabalham na pregação e no ensino." 1ª Timóteo 5:17 (VC)

“Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento.” Provérbios 23:23

“A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento.” Provérbios 4:7

E essa história toda de “valor”?

Dentro do contexto, mais uma questão para se refletir: O mundo reflete o seu código de valores.

O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais. Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la.

O esforço por si só não garante nada. Se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor.

É assim que as sociedades enriquecem. Não tem nada a ver com a crença de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito

Às vezes nem sei o que pensar, mas a lógica é a seguinte: “Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias. Você criou valor, será recompensado. Sua riqueza não diz nada sobre o seu mérito; ela não justifica e nem precisa ser justificada. O resultado desse foco no valor é que mais valor é criado. Você recebe aquilo que entrega”.

Um bom professor pode realmente gerar valor, mas ele gera valor para uma "quantidade ínfima" de pessoas ao ano. Quantos alunos diferentes ele tem? Ele cria valor para duzentas pessoas por ano?!  (capacidade de alcance/visibilidade) É uma produtividade extremamente baixa se comparada a determinada figura midiática por exemplo.

Está começando a entender o problema?

“Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos.Eclesiastes 9:11

Eita!!!

Não sei por que, mas diante do contexto atual e do que estou tentando expressar nesse artigo O livro "Admirável Mundo Novo" (1932) de Aldous Huxley, não me sai da cabeça. O livro traça o contraste entre o “moderno” e o “atrasado”, tecendo críticas ao desenvolvimento “prodigioso” da ciência, que, segundo o autor, ao contrário de promover benesses à sociedade, contribuiu para o surgimento de diversos problemas de ordem social que posteriormente não seriam resolvidos.

Bom, seja como for:

“Há mais uma coisa sem sentido na terra: justos que recebem o que os ímpios merecem, e ímpios que recebem o que os justos merecem. Isto também, penso eu, não faz sentido. Por isso recomendo que se desfrute a vida, porque debaixo do sol não há nada melhor para o homem do que comer, beber e alegrar-se. Sejam esses os seus companheiros no seu duro trabalho durante todos os dias da vida que Deus lhe der debaixo do sol!” Eclesiastes 8:14,15

Lei também meu artigo: Professor: Dom ou Esforço? Acesse:



PERISSÉ, Gabriel. O valor do professor. Martins Fontes.
TEZZA, Cristovão. O Professor. Ed. RECORD.
CAMARGO, Ana Carolina Correa Soares de. Educar uma Questão Metodológica? Ed. Vozes.
GERMANO, Altair. Pedagogia Transformadora. Ed.CPAD
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? Ed. São Paulo, Cortez.
HENDRICKS, Howard. Ensinando para Transformar Vidas. Ed. Betânia.
HENDRICKS, Howard. HENDRICKS, Willian. Como o ferro afia o ferro - A formação de caráter por meio do mentoreamento. Ed. Vida Nova.
RICHARDS, Lawrence O. Teologia da Educação Cristã. Ed Vida Nova
COSTA, Débora Ferreira da. Dinâmicas Criativas para o Ensino Bíblico. Ed. CPAD
GERMANO, Altair. O Líder Cristão e o Hábito de Leitura. Ed. CPAD
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2054
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/uma-analise-sobre-o-livro-admiravel-mundo-novo

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A Arte e A Fé Cristã


“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;” 1ª Timóteo 6:17 ACF

Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.” Colossenses 3:15 NVI

Recentemente nas mais variadas mídias, tem ocorrido muito debate a respeito da arte, com isso, cristãos tem procurado saber como se posicionar, tentarei dar alguma contribuição a fim de esclarecer algumas questões. Espero ainda com a indicação de 05 (cinco) livros e os comentários sobre eles subsidiar a argumentação.

Há uma forte crítica de que os Cristãos não têm leitura e por sua vez cultura, àqueles que me conhecem poderão dizer o quanto milito esta questão há anos. Procuro sempre em meus artigos e minhas aulas, ir além da “resposta óbvia”, tentando promover reflexão e, inquietação no sentido de colocar meus alunos, alunas, leitores e leitoras “em movimento”.

Cultura é o cultivo de hábitos, interesses, língua e vida artística de uma nação: histórias, símbolos, estruturas de poder, estruturas organizacionais, sistemas de controle, rituais e rotinas, tudo o que caracteriza uma realidade social de um povo ou nação, enfim tudo que o ser humano produz é cultura.

Arte

Há vários meios de fazer arte ou obra de arte, a literatura, que é como se colocar o mundo numa folha de papel por exemplo.

É sempre bom conhecer um pouco mais sobre a história da arte, e pode-se dizer que a arte está totalmente ligada a religião, pois, foi através dos cultos religiosos que surgiu a arte, tudo que era feito antigamente tinha influência da/na religião, inclusive à arte, eram feitas estatuetas, pinturas, consideradas muito importante para os religiosos, e ao mesmo tempo, surgia o conceito de arte discutido hoje.

A arte portanto, é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura.

A expressão a sétima arte:

Para quem ainda não sabe, esse termo surgiu em 1911, dado por Ricciotto Canudo no "Manifeste des Sept Arts" (Manifesto das Sete Artes), documento que foi publicado apenas em 1923.

Através do manifesto, o teórico e crítico de cinema Canudo, pertencente ao futurismo italiano, pretendia distanciar a ideia de que o cinema era um espetáculo para a massa, mas aproximá-la e integrá-la a categoria das Belas Artes, como, a música, pintura, escultura, arquitetura, poesia e a dança.

A numeração das artes refere-se ao hábito de estabelecer números para designar determinadas manifestações artísticas. Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriormente adicionadas à numeração proposta pelo manifesto: 8ª  Fotografia (imagem); 9ª  Historia em quadrinhos (cor, palavra, imagem); 10ª  Jogos de Video 11ª  Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).

Como se posicionar frente a qualquer impasse:

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” 2ª Timóteo 1:7

Quem dá a Inspiração para toda sabedoria e arte:

“Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles.” Salmos 68:18

Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:17

“Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor, Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre, E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor. E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado. A saber: a tenda da congregação, e a arca do testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os pertences da tenda;” Êxodo 31:1-7

Compare com:

“Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?" Jó 38:1-11

“Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento?” Jó 38:36

Quando um evangélico começa a avaliar alguma arte, já é considerado como intolerante e preconceituoso. Infelizmente, para defender uma cultura, as pessoas acham que devem desmerecer outras.

Hans Rookmaaker em seu livro, declara que “a arte não precisa de justificativas. Isso quer dizer que a arte não tem um valor por causa de sua utilidade, mas porque Deus fez dela um meio para espelhar Sua própria beleza. O próprio Deus deu ao homem o talento artístico (Tiago 1:17; Êxodo 31:1-7).


O livro é dividido em quatro breves capítulos. No primeiro deles, “O pano de fundo de um dilema”, o autor faz uma breve retrospectiva histórica, demonstrando como a arte sofreu profundas alterações através dos tempos. A arte, que era definida em termos de aplicação de técnicas adequadas nos materiais corretos, transformou-se em algo abstrato, desconectado da realidade e – o que parece irônico – extremamente religioso. Todo esse processo caminhou de mãos dadas à tentativa de retirar a influência da religião institucional sobre as mais variadas áreas da vida humana.

E onde estavam os cristãos quando essa perspectiva difundiu-se e invadiu, inclusive, as artes? Essa questão é levantada e respondida no segundo capítulo, “A resposta da Igreja”, no qual o autor analisa a razão do afastamento entre o cristianismo e a cultura e as consequências advindas deste, apresentando bases sólidas para o envolvimento do cristão com a realidade criada.

No capítulo três, “A tarefa do artista cristão”, Rookmaaker rompe com diversos paradigmas atuais da arte “gospel”. A declaração “trabalhar como cristão não é fazer uma arte e adicionar um complemento, o elemento cristão” contrasta com muito do que temos visto na música cristã contemporânea brasileira. Em contraposição, o autor defende – partindo de uma perspectiva que confronta qualquer noção de neutralidade da ação do homem – que o artista cristão necessariamente irá refletir o que o define enquanto ser humano: sua criação a imagem e semelhança de Deus, queda no pecado e redenção por meio de Jesus Cristo, ou seja, o fato dele ser cristão.

No capítulo quatro, “Diretrizes aos artistas”, o tema que dá nome ao livro é tratado com maior amplitude. Outros tópicos também são abordados, como: arte e realidade, arte e sociedade, normas de arte, norma e gosto, problemas de arte e estilo, fama e anonimato, as qualidades do artista e o caminho do artista cristão. O autor defende que a arte possui valor intrínseco, pelo simples fato de ser uma possibilidade dada por Deus. Portanto, não necessita justificar-se por meio das funções que eventualmente exerça, por mais importantes que sejam.

Francis Shaeffer em seu livro A Arte e a Bíblia, cita 4 padrões para julgarmos uma manifestação artística.


  • Excelência técnica: precisamos ser honestos e reconhecer o talento das pessoas, sejam elas cristãs ou não.


  • A arte não pode ser produzida com a finalidade última de ganhar dinheiro. Isso não quer dizer que ela não possa ser um meio através do qual isso acontece. 


  • Não podemos considerar como bela uma arte que reflete uma cosmovisão de algo falso ou imoral. 


  • Precisamos observar a coerência entre o veículo e o conteúdo da arte. Por exemplo, ao pintar um quadro que retrata uma cena dramática, o artista precisa escolher bem as cores que usará para que haja harmonia em sua obra.


Para Schaeffer, o cristão deve usar as artes para glorificar a Deus, não simplesmente como propaganda evangelística, mas como algo belo para a glória de Deus. A Arte e a Bíblia é uma obra fundamental para cristãos atuantes no mundo das artes. Neste clássico, Schaeffer examina o registro escritural da utilização de várias formas artísticas e estabelece uma perspectiva cristã sobre a arte. Com clareza e vigor, ele explica por que "o cristão é alguém cuja imaginação deve voar além das estrelas".

O Livro Cristo e a Criatividade – Rabiscando na Areia, de Michael Card traz uma interessante perspectiva acerca do texto bíblico de João 8, quando de maneira inusitada Jesus inclinando-se ao chão, em meio a uma séria discussão pública, começa a escrever na areia, atraindo assim a atenção de todos, para só então começar a falar. O autor de maneira inovadora mostra ao leitor, como o Mestre ensinou, por meio desta simples atitude, que cada cristão pode usar seus talentos para ensinar a Palavra e impactar sua geração de maneira criativa, natural e simples. A poesia contida nesta obra, encoraja o cristão a expandir o reino de Deus no meio da escuridão. Esta leitura conduz o leitor a enxergar-se como obras-primas de Deus, feitas em Cristo Jesus para criar novidade e encantar o mundo para a Glória de Deus.


Sobre a questão da Censura

Creio que os dois livros a seguir e o comentário que apresento ajudarão e muito na questão:

H. Richard Niebuhr apresentou em seu livro Cristo e Cultura, cinco categorias de classificação do relacionamento entre o cristão e a cultura, fornecendo, assim, ferramentas para descrever a forma que os cristãos encaram questões sociais, éticas, políticas e econômicas, são elas: O cristão contra a cultura; O cristão da cultura; O cristão acima da cultura; O cristão e a cultura em paradoxo; O cristão como agente transformador da cultura.



Já D. A. CARSON em Cristo e cultura: uma releitura, sugere como os cristãos devem interagir com a cultura em que vivem. O autor faz uma releitura da tipologia clássica de H. Richard Niebuhr, Carson propõe uma solução unificadora. Lançando mão dos pontos decisivos do enredo bíblico, como a queda, o chamado de Abraão, a vinda do Messias, sua morte, ressurreição e segunda vinda, e a dádiva do Espírito Santo, o autor argumenta que, somente quando todas as categorias bíblicas são consideradas simultaneamente, é possível contribuir para o entendimento correto da cosmovisão cristã e suas implicações na relação diária do cristão com a política, as artes, a educação, e todas as demais áreas da cultura.



Relatório de Willowbank

A afirmação de que o cristão é um agente transformador da cultura pode ser resumida na compreensão de que “uma vez que o homem é criado por Deus, parte de sua cultura será rica em beleza e bondade. Por causa da queda e do pecado do homem, toda a sua cultura (usos e costumes) está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca” (Pacto de Lausanne §10)o evangelho nunca é hóspede da cultura, mas sempre seu juiz e redentor.

O Grupo de Teologia e Educação de Lausanne propôs um modelo hierárquico de ação sobre a entrada do evangelho na cultura (Relatório de Willowbank, 1978) que pode ser de auxílio em nosso trato com a cultura ao nosso redor.

Em janeiro de 1978, tendo como moderador o reverendo John Stott, se reuniram, 33 teólogos, antropólogos, linguistas, missionários e pastores, em Willowbank, nas Ilhas Bermudas, para uma consulta sobre “O Evangelho e a Cultura”. Ali, além da publicação dos textos apresentados, produziram um documento final denominado de “O Relatório de Willowbank”, de ampla circulação.

Observação importante: a maioria dos cristãos se quer sabem o que é o Pacto de Lausanne.

Para ler o Relatório e o Pacto de Lausanne você pode acessar o link:


“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente;” Efésios 4:17-23

“Amado, não imite o que é mau, mas sim o que é bom. Aquele que faz o bem é de Deus; aquele que faz o mal não viu a Deus.” 3ª João 1:11

Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia.” Tiago 5:7

Lembre-se:

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."  Romanos 11:36


CARD, Michael. Cristo e a Criatividade Rabiscando na areia. Editora Ultimato
SCHAEFFER, Francis. A Arte a bíblia. Editora Ultimato
ROOKMAAKER, H. R. A arte não precisa de justificativa. Editora Ultimato.
NIEBUHR, Richard. Cristo e Cultura. Editora Paz e Terra.
CARSON, D. A. Cristo e cultura: uma releitura. Editora Vida Nova