sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Festas Judaicas Importantes em 2018

Purim comemora a salvação do povo judeu da destruição planejada pelo perverso Haman. A história é relatada na no Livro de Ester.

Yom Kipur Dia da Expiação É um dia marcado por jejum, preces e arrependimento onde o destino de cada judeu é selado. Pedir perdão ao próximo e a Deus.

*Nesta época (início do outono – Israel ou primavera – Brasil), os judeus do mundo comemoram a seqüência de festas típicas da estação de outono: o Rosh Hashaná (também conhecido como festa das trombetas), os 10 dias de Arrependimento (cujo último dia é conhecido como Yom Kipur, o dia do Perdão) e a Festa dos Tabernáculos ou festa da colheita (Sucôt).

Qual é a origem desses dez dias de arrependimento?

Em Levítico (Lev 23:24), encontramos uma ordem: “No sétimo mês, ao primeiro dia do mês, tereis descanso solene, um memorial ao som da trombeta, uma santa convocação”. O tocar da trombeta - shofar, que é um chifre de carneiro, na lua nova, que é a primeira do mês, é também chamado “o dia de nossa festa”. Entre o Rosh Hashaná, que é o primeiro dia do sétimo mês e o Dia da Expiação, Yom Kipur, que é o décimo dia do sétimo mês, há um período de dez dias dedicados ao arrependimento e perdão dos pecados de Israel, num nível coletivo-nacional. Deus concedeu um dia para expiação dos pecados da nação.

Festas em 2018Começa ao pôr-do-sol deTermina ao pôr-do-sol de
Festa de Purim28 de fevereiro, quarta-feira02 de março, sexta-feira
Festa da Páscoa (Pesach)30 de março, sexta-feira07 de abril, sábado
Festa de Pentecostes (Shavuoth)19 de maio, sábado21 de maio, segunda-feira
Festa das Trombetas (Rosh Hashanah)09 de setembro, domingo11 de setembro, terça-feira
Dez dias de arrependimento09 de setembro, domingo19 de setembro, quarta-feira
Dia da Expiação (Yom Kippur)18 de setembro, terça-feira19 de setembro, quarta-feira
Festa dos Tabernáculos (Succoth)23 de setembro, domingo02 de outubro, terça-feira

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A aparência de Jesus e o Capítulo 1 de Apocalipse



Exposição do capítulo 1 do Livro de Apocalipse

·         O livro de Apocalipse retrata Cristo triunfante sobre Satanás e suas forças.

Interpretando:

João escreveu o que ele viu (1:11,19), Para entendê-la, precisamos visualizar as cenas em nossa imaginação.

·         Jesus enviou a mensagem de Apocalipse às sete igrejas (1:4,11) que estavam passando por um período de dura perseguição (1:9). Como em qualquer carta, nós a entenderemos melhor vendo a mensagem através dos olhos de seus destinatários originais. Em certo sentido, estamos lendo a correspondência de alguém.

·         Apocalipse foi escrito com símbolos (veja 1:20). Os candelabros que João viu, por exemplo, simbolizavam igrejas; as estrelas significavam anjos. Precisamos distinguir entre o que João viu e o significado do que ele viu. Livros como Daniel, Zacarias, Ezequiel e Isaías usam linguagem figurada semelhante.

Aparição de Cristo:

Em Apocalipse 1, Jesus apareceu a João. Ele era enorme: sete estrelas em uma mão. Seu semblante resplandecia como o sol. Sua voz troava como as cataratas de Iguaçu. Seus pés eram como o bronze refinado no fogo, incinerando tudo em sua passagem. Seus olhos flamejantes poderiam penetrar como uma "visão raio X". Cristo tinha entrado no reino da morte e emergiu vitorioso possuindo as chaves da morte e do inferno (Hades).

Suas vestes compridas, simbolizando sua glória; seu cinto de ouro sobre o peito que tem como símbolo seu poder para julgar; sua cabeça branca, simbolizando sua eternidade; seus olhos de fogo, seu poder de penetrar todas as coisas, nada ficando escondido de sua presença.

As vestes usadas por Jesus eram as mesmas que os sacerdotes do Antigo Testamento usavam quando estavam oficiando no santuário.

SEUS PÉS SEMELHANTE AO BRONZE POLIDO

Vs. 15, "os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas".

Embora o Filho do Homem glorificado, estivesse vestido com uma roupa comprida, seus pés não estavam cobertos, porém visíveis como o bronze reluzente, (brilhante).

A expressão "bronze polido", vem do termo grego "calkolibanov" calkolibanos (calkos=bronze; laban=embranquecer), referência a "algum metal como ouro, se não mais precioso" (Bíblia Online SBB). Seus pés, estavam descalços, assim como ficavam descalços os pés dos sacerdotes durante a ministração perante o Senhor em Israel.

O brilho de seus pés resplandecia como o fino bronze incandescente numa fornalha, debaixo de uma alta temperatura. A idéia aqui é de um latão branco, grandemente aquecido até se tornar brilhante ao extremo e intolerável à vista humana.

O latão, ou bronze, simboliza algumas coisas na Palavra de Deus:

Simboliza poder e perseverança:

- Zc 6.1, "Outra vez, levantei os olhos e vi, e eis que quatro carros saíam dentre dois montes, e estes montes eram de bronze". Pense na pujança, na magnificência desses montes altos brilhando em função do bronze, matéria com a qual foram construídos. É assim que Satanás, e nossos inimigos nos vêem. Somos aos seus olhos "montes de bronze".

- Ml 4.13, Levanta-te e debulha, ó filha de Sião, porque farei de ferro o teu chifre e de bronze, as tuas unhas; e esmiuçarás a muitos povos, e o seu ganho será dedicado ao SENHOR, e os seus bens, ao Senhor de toda a terra". As unhas de bronze, nesta passagem das Escrituras, demonstram o poder de guerra de Israel para esmagar as nações inimigas. Notem que este poder de guerra não é nato da nação, mas sim dado pelo Senhor. É o Senhor quem nos capacita para a Batalha, quando nos defrontamos com os nossos inimigos. É o Senhor quem peleja por nós, Êx 14:14, "O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis".

Simboliza a firmeza do Juízo divino, como visto no altar de bronze e na serpente:

Êx 27.1-7, "1 Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o seu comprimento, e de cinco, a largura (será quadrado o altar), e de três côvados, a altura. 2 Dos quatro cantos farás levantar-se quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze. 3 Far-lhe-ás também recipientes para recolher a sua cinza, e pás, e bacias, e garfos, e braseiros; todos esses utensílios farás de bronze. 4 Far-lhe-ás também uma grelha de bronze em forma de rede, à qual farás quatro argolas de metal nos seus quatro cantos, 5 e as porás dentro do rebordo do altar para baixo, de maneira que a rede chegue até ao meio do altar. 6 Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze". 

Devemos pensar que o altar era o lugar onde acontecia os sacrifícios, e conseqüentemente o lugar onde os pecados eram expiados, perdoados. Era ali que a ira de Deus contra o pecado era aplacada, acalmada. Um fato interessante sobre o altar estava nos quatro chifres, que servia de proteção a uma pessoa fugitiva que ficava em segurança quando corria e se agarrava a eles.

Porém Adonias temeu a Salomão; e levantou-se, e foi, e apegou-se às pontas do altar. E fez-se saber a Salomão, dizendo: Eis que Adonias teme ao rei Salomão; porque eis que apegou-se às pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará o seu servo à espada. E disse Salomão: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá em terra; se, porém, se achar nele maldade, morrerá.” 1ª Reis 1:50-52


“E chegou a notícia até Joabe (porque Joabe tinha se desviado seguindo a Adonias, ainda que não tinha se desviado seguindo a Absalão), e Joabe fugiu para o tabernáculo do Senhor, e apegou-se às pontas do altar.” 1ª Reis 2:28

  • Através do ato de pegar nas pontas do altar, os israelitas se colocavam sob a proteção da graça salvadora e auxiliadora de Deus. O altar era um local de santuário bem como de ofertas, e os ofensores que se agarravam à suas pontas estavam seguros contra todo mal. Nem mesmo o Rei Salomão pôde matar o usurpador Adonias, quando este fugiu para a casa de Deus, e lá se agarrou às pontas do altar.

  •  Os chifres do altar eram símbolos do poder, os israelitas recorriam aos chifres do altar a fim de escapar da ira humana. A fim de alcançar o favor do rei, eles corriam para o santuário e tocavam no altar.

  • Um homem que foi acusado falsamente de assassinato poderia correr lá para segurança e agarrar-se nos chifres. Se ele fosse inocente eles o protegeriam.


O significado deste ato pelo exposto é agarrar-se a misericórdia de Deus.


compare com:

- Nm 21.8-9, "8 Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. 9 Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava". 

O contexto desta passagem esboça a realidade da mortandade que estava ocorrendo no meio do povo de Deus em razão de sua desobediência, por reclamar do alimento servido por Deus (Maná), chamando-o de "pão vil" (v. 5), considerando como melhores as comidas que comiam como escravos no Egito. Deus então, mandou para o acampamento "serpentes venenosas", que picavam e espalhavam a morte no meio do povo. A "serpente de bronze", construída pela ordem de Deus, era o alívio, o escape, pois quem fosse picado por uma serpente venenosa só escapava da morte quando olhasse para ela. Esta "serpente de bronze", prefigurava Cristo, quando foi erguido no Monte Calvário, sendo a salvação para aqueles que olhassem para ele, João 3:14, "E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado".

Outrora, os pés de Jesus palmilhavam as ruas de Jerusalém, em tarefas de misericórdia, os quais Maria lavou com sua lágrimas, e que os homens cruéis cravaram no Calvário. Estes pés, são agora os pés do vingador ao vir para pisar seus inimigos, Ap 14.19-20, "19 Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. 20 E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios". Temos aqui a figura do lagar que era uma "Espécie de tanque grande, geralmente cavado em rocha, no qual vários homens, com os pés descalços, pisavam as uvas para extrair delas o suco usado para fazer vinho", Ne 13.15 (Bíblia Online SBB). Da mesma forma que a uvas eram pisadas pelos homens, nesta passagem vemos Jesus pisando os ímpios em sua ira de julgamento.

Sim, os pés de Jesus como "latão reluzente", "bronze polido", nos mostram o seu poder contra os inimigos, a ao mesmo tempo o se juízo que sobrevirá contra aqueles que o rejeitaram.

O Cristo apocalipco, tem muito a nos dizer em sua manifestação de glória a João. Tantos seus pés como "latão reluzente", com a sua "voz", nos trazem aspectos de sua personalidade e de seu tratamento com o homem. O ímpio estará provando seu poder e será pisado no lagar de sua ira.

João desmaiou. Ele nunca tinha visto o exaltado Jesus. Muitos, hoje, jamais perceberam a glória do Senhor. Eles ainda imaginam Jesus como um recém-nascido numa manjedoura ou uma figura patética na cruz. Mas Cristo está, hoje, exaltado e extraordinariamente poderoso.

Subsidio para Interpretar o Capítulo 1:

1)    Leia o livro de Apocalipse ligeiramente algumas vezes, tentando ver em sua imaginação o que João descreveu. Não se preocupe, desde logo, com a interpretação; veja apenas o quadro.

2)    Observe os aspectos de Jesus descritos no capítulo 1. Olhe para os elementos descritivos no resto do livro (especialmente capítulos 2-3).

3)    Compare os símbolos usados no capítulo 1 com outras passagens para ajudar a interpretá-los: sete Espíritos (Isaías 11:2-3); pés como bronze polido (Miquéias 4:13; Malaquias 4:3); espada de dois gumes (Hebreus 4:12). 

4)    Reconheça o estilo simbólico da linguagem do livro. Temos que reconhecer o estilo da linguagem que o Espírito Santo empregou ao escrever este livro. Justo como ele fez em várias outras partes da Bíblia, aqui ele usou linguagem simbólica ou figurativa, freqüentemente com descrições físicas para retratar conceitos espirituais. Este era o costume de Jesus em suas parábolas. Quando ele disse, "Eu sou o pão" (João 6:35), imediatamente percebemos que ele não está falando de alimento físico. Quando ele disse, "Eu sou a porta" (João 10:7) ninguém imagina que Jesus é feito de madeira e tem dobradiças de metal. Quando ele disse, "Eu sou a videira" (João 15:1), não concluímos que ele é literalmente uma planta frutífera. Quando o mesmo Espírito Santo usou o mesmo escritor que registrou estas expressões figurativas para nos transmitir a mensagem do Livro de Apocalipse, não nos deveríamos surpreender se sua linguagem fosse figurativa ou simbólica. Outros livros da Bíblia, especialmente Ezequiel, Daniel e Zacarias empregam linguagem semelhante, tornando este estilo de revelação familiar àqueles que receberam o Livro de Apocalipse no primeiro século.

Observe:

Não há dúvida de que Jesus, depois de ressuscitado, foi mais reconhecido por seus gestos e por sua voz do que por sua aparência externa.

Maria Madalena viu Jesus em pé junto ao túmulo, porém não o reconheceu. Mas quando Ele pronunciou exclamativamente o nome “Maria!”, ela devolveu de pronto outra exclamação: “Raboni”, que em hebraico quer dizer Mestre (Jo 20.14-16).

Os dois discípulos que caminhavam de Jerusalém para Emaús não reconheceram Jesus quando Ele se pôs a caminho com eles, embora o céu ainda não estivesse escuro. Mas quando Jesus, à mesa com eles, tomou, abençoou, partiu e distribuiu o pão, Cléopas e seu amigo perceberam que aquele, até então estranho, era o Senhor!
O que acabou por completo com a resistência dos apóstolos em crer na ressurreição do Senhor foi a repetição da pesca maravilhosa, na mesma praia e no mesmo horário (Jo 21.1-14; Lc 51-11).

Jesus ressuscitou em glória e esse fato tornava sua aparência diferente.

Podemos entender esse poder que o Senhor tem de se revelar às pessoas quando e onde quer, como ocorreu até mesmo antes de sua ressurreição ao se ocultar dos fariseus, ou seja, desaparecer bem diante de seus olhos:

"Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou". João 8:59

Outro ponto interessante que encontramos na Palavra de Deus é que apenas os discípulos do Senhor o viram ressuscitado. Para o mundo, a última visão que tiveram do Senhor foi a de seu corpo morto sendo tirado da cruz e sepultado. A próxima visão será quando ele vier em glória para estabelecer o seu Reino.

Para pensar sobre a aparência de Jesus:

Pelo texto é possível perceber que a capacidade de ver o Senhor ressuscitado não seja algo natural. Isto é, estamos falando de um corpo em um estado da matéria que é completamente desconhecido da criação natural, portanto é preciso uma intervenção divina para que alguém possa enxergá-lo. Assim acredito que a menos que o Senhor abrisse os olhos de seus discípulos para enxergarem o que havia além dos bastidores do mundo material, nem mesmo eles o teriam visto em seu corpo ressuscitado.

Um exemplo interessante disso você encontra numa passagem do Antigo Testamento:

"Então [o rei da Síria] enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade. E o servo do homem de Deus [Eliseu] se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos? E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu". 2ª Reis 6:14-17

Foi preciso uma intervenção divina para que o servo de Eliseu enxergasse o que havia nos bastidores, no mundo espiritual. Eliseu já tinha visto isso para poder afirmar que eram mais os soldados dos exércitos celestiais do que os dos exércitos das trevas, pois aqui ele não está simplesmente falando dos soldados humanos, mas daqueles que estariam ali para ajudar os soldados da Síria: "mais são os [anjos] que estão conosco [israelitas] do que os [anjos] que estão com eles [sírios]".

“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” 2ª Coríntios 4:18

“Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” Hebreus 11:27

 “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;” Colossenses 1:12-15

Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.” Colossenses 1:16

Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.” 1ª Timóteo 1:17

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” Hebreus 1:1-3

No artigo sobre como interpretar a Marca da Besta explico mais sobre o forte simbolismo do livro de Apocalipse, pode ser lido através do link:


Professor Rodrigo Martins de Oliveira ITQ Juiz de Fora/MG
Bacharel em Teologia, Professor de Escatologia Bíblica a 12 (doze) anos. Leciona também as disciplinas de Hermenêutica, História de Israel entre outras


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Jerusalém e o Julgamento das Nações

Para ver a imagem ampliada clique nela.

Hoje estudaremos os eventos que ocorrerão após o retorno de Jesus; findando a Grande Tribulação.

*Muita atenção ao que o texto bíblico diz.
  1. O Tribunal de Cristo, o primeiro julgamento bíblico, também chamado julgamento da Igreja.
  2. O segundo julgamento bíblico, é o Julgamento das Nações.
"Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra. Ajuntai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos (ó SENHOR), faz descer ali os teus fortes! Movam-se as nações e subam ao vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o dia do SENHOR está perto no vale da Decisão" (Jl 3: 2, 11,12,).

Jesus Cristo revelou, em Mateus (25), que na sua Gloriosa Vinda, com todos os santos anjos, as nações serão reunidas diante dEle.

E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;” Mateus 25:31,32
  • nações-ovelhas (os justos) ficarão à sua direita;
  • as nações-bodes (os ímpios) à esquerda;
  • e os “irmãos”, que devem ser o povo judeu, irmãos de Jesus segundo a carne.
  • Os justos irão para a vida eterna;
  • os ímpios para o castigo eterno. (Mateus 25.31-46).
  • Estarão ali, também, as nações que não se aliaram ao Anticristo e que sempre reconheceram Israel como a herança de Deus. 
  • A essência desse juízo é o julgamento dos opressores do povo judeu (Leia Joel 3.2; Gn 13.3; Zc 12.3).
Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém. E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-á contra ela todo o povo da terra.” Zacarias 12:2,3

O Papel dos Anjos nesse Julgamento:

Mateus 13:41,42:

“Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

Estes versículos descrevem a atuação que os anjos terão no julgamento das nações. Os povos tipo “bodes” serão lançados vivos no inferno, como ocorreu na batalha do Armagedom. (Ap 19:20). E os povos tipo “ovelha” ingressarão no milênio de Cristo sobre a Terra. 

A palavra reino citada neste versículo não é o céu, mas o reino milenar, o reino dos céus sobre a Terra, que será iniciado. Estas nações que entrarão no milênio são pessoas comuns, povos pacíficos; eles não receberão um corpo glorificado durante o milênio, por isso continuarão gerando filhos.

Esse primeiro julgamento de Mateus 25.31-46 objetiva selecionar as nações que ingressarão no Milênio, ou seja, as que farão parte no reino milenar de Cristo.

Vejam: “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o REINO que vos está preparado desde a fundação do mundo”(Mt 25.34).
  • Então, quando Jesus retornar no final da Tribulação, antes de ser implantado o milênio, Ele eliminará as duas bestas; o exército do Anticristo e também separará aqueles que participarão do seu reino, daqueles que não participarão; para este último fato, será implantado o julgamento das nações.
  • O término da grande tribulação será marcado pela volta de Jesus com os seus Santos encerrando a 70ª semana e iniciando o milênio.
E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul.” Zacarias 14:4

Naquele dia também acontecerá que sairão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas para o mar ocidental; no verão e no inverno sucederá isto.” Zacarias 14:8

Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém, e ela será exaltada, e habitada no seu lugar, desde a porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à porta da esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei. E habitarão nela, e não haverá mais destruição, porque Jerusalém habitará segura.” Zacarias 14:10,11

Logo após a sua volta haverá o juízo das nações feito pelo Senhor, às nações que sobreviveram às catástrofes ocorridas na terra durante a Grande Tribulação Ap 19.11-20.6 compare Zacarias 14:

“E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.” Zacarias 14:16

Um dos critérios a ser utilizado neste julgamento será o tratamento dado aos judeus.

Não será o juízo final, pois este ocorrerá após o milênio e sim um julgamento daqueles que ficaram na tribulação, definindo quem entrará no reino milenar. Neste julgamento, Jesus definirá a posição das nações no contexto mundial e Israel será o centro e a cabeça das nações e Jerusalém a sede do governo milenar.

“Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da terra do oriente e da terra do ocidente; E trá-los-ei, e habitarão no meio de Jerusalém; e eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus em verdade e em justiça.” Zacarias 8:3-8

“E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.” Zacarias 14:17
  • Jesus retorna após sete anos de tribulação e grande angústia para Israel Mt 24.29,30; Ap 19.11-18.
  • O Senhor encerra a Tribulação; a Besta e o Falso Profeta com todos os exércitos da Terra tentam inutilmente guerrear contra o Senhor. Ap 19.19
  • O Senhor Jesus lança a Besta e o Falso Profeta no inferno literal (inauguram o inferno). O exército da Besta é derrotado, seus componentes são mortos e vão aguardar (no Hades) o dia do Juízo final. Ap 19.20,21.
  • Satanás é preso no abismo Ap 20.1-3
  • É implantado o tribunal para julgar as nações. Ap 20.4
  • Os mártires da tribulação ressuscitam e reinarão com Cristo. Estes mártires são os que morreram durante a Grande Tribulação e não receberam o sinal da Besta; aqui se encerra a primeira ressurreição! 
  • Lembre-se de que os mártires da Tribulação não receberam o galardão com a Igreja e não fazem parte da mesma, entretanto estão incluídos no último grupo que pertence à primeira ressurreição e reinarão também com Cristo. 
  • Cada classe (a saber: Os Santos do Antigo Testamento, a Igreja e os Mártires da Tribulação) terá o seu papel no Reino.
  • Os mortos que não fazem parte da 1ª ressurreição somente irão reviver após o milênio, no dia do juízo final. Ap 20.5,6.
  • Após o julgamento das nações terá início o Reino Milenar de Cristo.
  • Note que neste Reino Milenar, somente estarão na Terra pessoas que não foram condenadas no juízo das nações; observe ainda que, no julgamento das nações, somente comparecerão ao Tribunal pessoas vivas que de alguma forma sobreviveram à Grande Tribulação; os ímpios mortos somente serão julgados após o milênio no Juízo Final.
Quem são os pequeninos irmãos do Senhor?

Há três pessoas envolvidas neste texto: as ovelhas, os bodes e o menor dos irmãos do Senhor. Quem pode ser classificado como irmão de Jesus?

Há três classes de pessoas que podemos considerar como irmãos de Jesus:
  • Os judeus porque são da mesma raça (At 7.37).
  • Os irmãos na carne (Mt 12.46; Mt 13.55).
  • Aqueles que fazem a vontade do Pai, ou seja, os que foram regenerados, a Igreja (Mt 12.48-49).
  • Os pequeninos apontam para os crentes que estarão presentes no período da Grande Tribulação e as ovelhas representam aqueles que, de alguma maneira, estarão ao lado da Igreja, socorrendo-a nesse momento de perseguição.
Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” João 5:39

“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.” 2ª Pedro 1:19


Leia estes dois artigos relacionados a este assunto:

Jerusalém como Capital! O que acontecerá agora?


Por que Jesus mandou olhar a Figueira?



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Afinal, do que trata o Sermão Profético de Jesus?


Quando você ouve uma pregação sobre a Volta de Cristo, dizendo que:

“estarão dois numa cama um será tirado e o outro deixado” e você é casado (e ambos são cristãos), isso não te preocupa? Qual de vocês dois vai subir?

“Estarão dois no campo um será tirado e outro deixado”, e você tem um colega de trabalho que é Cristão, isso não te preocupa? Qual de vocês dois vai subir?

“Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.” Mateus 24:40,41

Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á. Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado.” Lucas 17:33-36

Afinal do que trata Mateus 24?

Se você quer aprender a interpretar e se aprofundar, então veio ao lugar certo! Costumo chamar este artigo de “Hermenêutica Escatológica”.
  1. Vamos entender o contexto de Mateus e,
  2. Em seguida analisar o Sermão Profético de Jesus registrado no capítulo 24.
Mateus emprega grande número de expressões próprias do judaísmo – que um não judeu não entenderia – Por exemplo: REINO dos Céus ( Reino de Deus) – Cidade Santa (Jerusalém) – Casa de Israel (povo judeu) – Consumação do século (fim do mundo) – Filho de Davi (Jesus).

O Sermão da montanha (Mt 5, 7) é por exemplo uma peça na qual ressoa vivamente o linguajar semita – compreende todos descendentes de SEM ( sírios, árabes, e também judeus) – tendo em vista o esquema que é encaixado o ensinamento sobre a esmola, a oração e o jejum – MT 6, 1-18.

Escrevendo na Palestina para os judeus, Mateus deve ter redigido seu Evangelho por volta do ano 5o d.C . – Mas o fato de estar escrito em aramaico criava obstáculo à sua difusão – o aramaico só era falado pelos judeus da Palestina. Fora deste país a língua mais comum era o grego.

A ordem dos temas era mais importante para Mateus do que a sequência cronológica dos acontecimentos. Por isso o Evangelista agrupou em blocos, acontecimentos ou sermões de Jesus que, segundo a ordem histórica, deveriam estar muito distantes uns dos outros, mas que reunidos ajudam o leitor a compreender a mensagem do Mestre.

Mateus apresenta cinco longos sermões de Jesus – que são as pilastras do seu Evangelho – tendo como tema central o Reino dos céus.
  • MT 5, 7 – a Magna carta fundamental do Reino
  • MT 10 – o sermão missionário do Reino
  • MT 13 – o sermão das sete parábolas do Reino
  • MT 18 – o sermão comunitário do Reino
  • MT 24s – o sermão da consumação do Reino.
É possível que Mateus ao propor os cinco sermões tenha tido em vista aludir os cinco livros da Lei de Moisés. – O sermão da montanha – Mt 5 -7 – percebe-se que Jesus se mostra como o novo Moisés ou o novo legislador do povo de Deus prometido em Deuteronômio:

“Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.” Deuteronômio 18:18
  • A árvore genealógica dispõe de três séries de quatorze gerações cada uma – o que dá 14 nomes cada uma – Mt 1: 1-17.
  • Para se chegar de Abraão até Jesus, Mateus teve que omitir 4 nomes dos antepassados de Jesus. Fez isso porque 14 é o valor numérico correspondente à soma das letras do nome hebraico de DAVI: DVD : daleth = 4 vau = 6 daleth = 4. Onde 3 x 14 significava para o judeu a plenitude dos títulos que ornavam Davi.
  • Jesus portanto, caracterizado pelo número 42 (3 x 14) seria designado como o Filho de Davi, o Rei messiânico. Para Mateus a enumeração completa dos nomes das listas genealógica perdia importância.
O assunto das profecias em Mateus 24 é a resposta de Jesus às perguntas dos discípulos que se ocupam dos sete anos que são os últimos das 70 semanas de Daniel (Daniel 9.24-27).
  • O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.
  • Qualquer pessoa pode entender os acontecimentos importantes da Profecia Bíblica, se dedicar um pouco de seu tempo comparando texto com texto, evitando a tentação de espiritualizar qualquer coisa que, de inicio, pareça complexa.
  • As profecias obedecem à lei da Dupla Referência, ou seja, têm duas ou mais aplicações, dois ou mais cumprimentos; daí o Termo: "Profecia de Duplo Cumprimento". Um figurado e Outro Literal, um perto e outro distante.
Exemplo:

Oséias 11:1 diz: “Quando Israel era menino, Eu o amei; e do Egito Chamei o meu Filho”.
  • Literalmente o texto refere-se à saída de Israel do Egito.
  • Doutrinariamente e figuradamente mostra quando um pecador deixa o Egito (mundo) e torna-se filho de Deus.
  • Profeticamente se cumpriu em Jesus Cristo, como prova o evangelista Mateus (Mt 2:15): 
“E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.”

Outro Exemplo:

“E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.” Apocalipse 17:3

Interpretação com Dupla Referência novamente:

“Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.” Apocalipse 17:9,10

Portanto! Interpretação: Espiritual, Geográfica-Literal e Profética.
  • Para entender Mateus 24 tenha em mente que um pouco antes em Mateus 23 Jesus apresenta numerosas acusações contra os chefes judeus pelo seu mau uso da Lei de Deus (Mateus 23:1-32). Ele então conclui sua condenação profetizando as consequências dos erros deles (Mateus 23:33-36). 
Mateus 24:1,2.

"E, QUANDO Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada."

Jesus fazia aqui menção da profecia de Daniel:

Daniel 9:26

"E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações."

Que de Fato foi cumprida em 70 d. c.

A cidade de Jerusalém foi destruída pelos romanos em 70 d.C. O cerco e a queda de Jerusalém são descritos com pormenores gráficos pelo historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo, no livro Guerras dos Judeus, que foi publicado cerca do ano 75 d.C. De acordo com os Evangelhos, Jesus profetizou este evento aproximadamente no ano 30 d.C.

Quando os discípulos tiveram um momento em particular com Jesus, fizeram-lhe três perguntas:

E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” Mateus 24:3
  • Quando estas coisas acontecerão?
  • Qual será o sinal da tua volta?
  • Qual será o sinal do fim dos tempos?
Para os discípulos, todas as três perguntas se referiam ao mesmo evento, mas a resposta de Jesus mostra que há dois eventos indagados. Em Mateus 24:36 - 25:46, ele aborda o tópico do fim do mundo.

A destruição de Jerusalém

Jesus adverte seus discípulos que a destruição de Jerusalém seria logo. De fato, ocorreria durante a geração deles (Mateus 23;36; 24:34). As palavras traduzidas como "nesta geração" não se referem a uma era, mas ao povo que vivia no tempo em que Jesus estava falando. Por exemplo, em Mateus 11:16-19, Jesus censura o povo daquela geração por não ter dado atenção a João e a Jesus. Mais tarde, Jesus disse que haveria alguns daquela geração que não veriam a morte antes que o reino de Jesus fosse estabelecido (Mateus 16:28).

A destruição profetizada, ainda que severa, limitou-se somente a Jerusalém e à nação de Israel.

O fim do mundo

Jesus agora passa a um novo tópico, concernente a quando acontecerá o fim do mundo. Diferente do fim de Jerusalém, o tempo do fim do mundo não é conhecido; nem mesmo Jesus sabia quando será o fim (Mateus 24:36). Observe que Jesus chama este evento "aquele dia." Esta é a mesma frase usada por Paulo (I Tessalonicenses 5:2) e Pedro (2 Pedro 3:10-13) a respeito do fim do mundo.

Estamos hoje entre os versos 4 a 8.

Pois como vemos, o versículo 8 diz claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores".

As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia " às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). Aas dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana, hoje a Igreja está passando pelas dores iniciais disto que Jesus chamou de “Principio das dores”.

Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio.

Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Mateus 24:14

O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).

Existiram, ou existem dois Evangelhos, a saber: Evangelho do Reino e Evangelho da Graça.

O Evangelho do Reino, ou Boas Novas do advento dos dois Reinos que haveriam de vir — Reino de Deus e Reino dos Céus — teve sua época e prioridade alterada, pela rejeição do povo eleito, os Judeus — “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (Jo 1.11).

Nesse cenário, o Evangelho o Reino foi dividido em duas fases distintas: a primeira, terminada por João Batista e Jesus, e a segunda, prorrogada para o futuro, a ser levado à concluída pelos evangelistas do Reino durante a Grande Tribulação:

“Tu, ó Sião, que anuncias boas novas, sobe a um monte alto. Tu, ó Jerusalém, que anuncias boas novas, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus. Eis que o Senhor DEUS virá com poder e seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e o seu salário diante da sua face. Isaías 40:9,10

Nesse início de pregação do Evangelho do Reino, primariamente para os Judeus, para salvação e admissão ao Reino de Deus, que estava presente, e ao Reino dos Céus, que haveria de vir, algo ocorreu, e Deus estabeleceu o Evangelho da Graça em substituição temporária ao do Reino.

Esse episódio ocorreu no encontro de Jesus com a mulher Sírio-Fenícia, quando disse: “Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos (Judeus) e lançá-lo aos cachorrinhos (Gentios).” (Mc 7.27) — e, terminando Jesus de expor a Parábola dos Servos Maus, ele acrescentou: “Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.” (Mt 21.43).

Jesus está anunciando o evangelho do Reino do qual falaram os Profetas do Antigo Testamento prometido a Israel. Veja:

“E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 15:22-24

O Evangelho da Graça, designado como "evangelho de Cristo" (2ª Co 10.14) e "meu evangelho" (Romanos 2.16), agora, na corporação do Espírito Santo, assume o alcance de todos os homens perdidos (Jião 3.16).

“Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens,” Tito 2:11

O Evangelho da Graça estende-se desde a ocasião da rejeição do Messias pelos Judeus (Jo 1:11; Mt 21:43) até ao Arrebatamento da igreja.

Durante o período da Grande Tribulação, os 144 mil evangelistas do Reino, milagrosamente tirados das doze Tribos de Israel, juntamente com as duas testemunhas, espalharão, a segunda fase do Evangelho do Reino a todo o mundo.

A pregação da segunda fase do Evangelho do Reino, alcançará um estrondoso resultado, na Tribulação:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;” E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” Apocalipse 7:9,10

Com todas as dores e agonias da Grande Tribulação, a pregação do Evangelho do Reino prevalecerá contra os ais e gemidos da população mundial.

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor. Mateus 23:37-39

A pregação do Evangelho do Reino, de que João Batista falava e continuado por Jesus durante o seu ministério, será consumado durante a Grande Tribulação!

“E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Mateus 3:1,2

E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, Marcos 1:14

Abominação desoladora de que Jesus falou:

 “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;” Mateus 24:15

Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.

A "abominação desoladora" refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).

O "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).

“Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” Mateus 24.16-19

Naquele tempo era possível fugir pelos telhados, sem descer ao solo, porquanto as casas eram construídas próximas umas das outras, e seus telhados eram planos. Era até mais conveniente, na fuga, usar essa parte superior das casas, que podemos comparar a terraços.

Jesus menciona ainda um costume da época, para mostrar a gravidade da situação sob a ira do anticristo: “quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.” (Mateus 24.17-18).

É que devido ao intenso calor daquela região, era costume o trabalhador no campo usar apenas as vestes interiores. A capa, ou túnica, ficava em casa. Nosso Senhor adverte que, nesse caso, as pessoas não deveriam voltar em casa, em busca da capa, porque correriam o risco de perderem a vida.

Ele continua: Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.” (Mateus 24.20-21).

A oração para que a fuga não se dê no inverno indica as dificuldades climáticas naquelas circunstâncias naquela região. Alguém fugindo desesperadamente não tem tempo de voltar do campo para se agasalhar.

E quanto aos Sábados, quem os deve guardar no conceito de Deus, são os judeus, vejamos:

Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.” Êxodos 31:13 e 17

O período da Grande Tribulação será o mesmo período da aliança com Israel: sete anos. Ao final dos primeiros três anos e meio, o anticristo romperá a aliança com Israel e se tornará governante mundial.

Então vai se declarar deus, profanar o Templo de Jerusalém, proibir a adoração ao Deus de Abraão e assolar Israel. Obviamente o período do anticristo será marcado pelo ódio satânico contra aqueles que não lhe pertencem.

É claro que, a essa altura, a Igreja do Senhor Jesus já terá sido arrebatada, pois o seu arrebatamento acontecerá antes do período de sete anos. O que não significa o desaparecimento de cristãos de nome (cristãos nominais), nascidos da carne. Estes estão na condição das cinco virgens néscias: têm a lâmpada, isto é, o conhecimento do Senhor Jesus, mas não têm o Espírito Santo. O compromisso com o Senhor é apenas formal, às vezes por uma questão de tradição.

E quanto ao: “Ai das Grávidas”?

Jesus: “Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24:19).

Josefo: “Ela então tentou a coisa mais natural, e agarrando seu filho, que era uma criança de peito, disse, ‘Oh, pobre criança! Para quem eu te preservarei nesta guerra, nesta fome e nesta rebelião? ...’ Logo que acabou de dizer isto, ela matou seu filho e, então, assou-o, e comeu metade dele, e guardou a outra metade escondida para si.” (Guerras, livro 6, capítulo 3, seção 4).

É verdade que Flavio Josefo conta que aconteceram coisas terríveis com relação as grávidas já nesta invasão em 70 na Era Cristã com tudo voltemos a repetir a regra das profecias:

As profecias obedecem a lei da dupla referência, ou seja, têm duas ou mais aplicações, dois ou mais cumprimentos; daí o Termo: "Profecia de Duplo Cumprimento". Um figurado e Outro Literal, um perto e outro distante.

Por mais que tentemos encaixar o “ai das grávidas” do verso 19 na invasão Romana em 70, o que Josefo registra aqui é só um prenuncio do que está por vir. Pois o contexto da passagem de Mateus 24 demonstra que é algo para um tempo futuro, o da Grande Tribulação, então por mais horrenda que tenha sido a experiência das grávidas naquela invasão, a do Anticristo será pior, vejamos o relato bíblico:

“Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.” Mateus 24:21

Esta parte da profecia destaca a fuga desesperada que está para ocorrer naqueles dias. A fúria do anticristo se derramará em especial contra cristãos e judeus sinceros.

E, como das vezes anteriores, quando Jerusalém foi invadida e seus moradores foram cruelmente assassinados – as mulheres foram estupradas antes de serem mortas – de forma pior fará o anticristo em todo o mundo.

Por isso, na ideia geral de fuga, o Senhor Jesus focaliza as mulheres grávidas e as que amamentam, a tentativa de escapar fugindo para os montes, pelos eirados...

Tamanha será a intensidade do sofrimento, que nem mesmo as mulheres grávidas e os recém-nascidos escaparão. Então o Senhor chega a ponto de exclamar: “Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24.19).

Ela estava sentindo na pele os sofrimentos pelos quais passam os seres humanos; afinal de contas, Ele era Deus encarnado. Sabia perfeitamente o sentido da dor física e espiritual humanas.

E quando Ele exprime a palavra “ai”, não está dando nenhuma conotação exagerada, pois aqueles dias serão marcados por gritos de dor.

A expressão “ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem” dá uma idéia mais fúnebre do futuro breve, pois até as funções naturais da vida, que visam à garantia da continuação da espécie humana, serão motivos de pavor.

A referência certamente aponta para um período de fuga desesperada. Aliás, essa idéia de fuga alucinada é fortalecida nos outros versos, caracterizando o contexto da Grande Tribulação.

Então, nos versículos de 16 a 28, o Senhor Jesus está explicando como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:
  • Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
  • Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
  • Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
  • Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente".
  • Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28).
O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades".

Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.

O ajuntamento dos escolhidos de Deus “desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (verso 31) é “logo depois da aflição daqueles dias...” (verso 29) – novamente, essa é a Segunda vinda e não o arrebatamento.

As ilustrações “será levado um e deixado o outro” dos versos 40 e 41 tão frequentemente usadas para ilustrar o arrebatamento na verdade referem-se à separação das ovelhas e dos bodes discutidas em Mateus 25:31,33, 34,41 

Os que ficarem são aqueles que entrarão no Milênio, reino que Cristo estabelecerá na terra (Apoc 2:26,27, Zacarias 14:4-11, Apoc 19:11-14, Apoc 1:7, Apoc 5:5,2ª Samuel 7:12-16, Mateus 25:31,33, 34,41  ).

Quem será tirado é quem vai para o fogo, quem ficar entrará no Milênio conforme explica: Mateus 13:18-50.

A passagem que é nosso objeto de estudo de Mateus 24 é parte dos comentários estendidos de Jesus com relação à sua Segunda Vinda quando todo olho o verá.

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Mateus 24:14

A Igreja não está esperando O FIM, Nós estamos esperando o Arrebatamento da Igreja!

Então Por que Pregamos o Evangelho?

Porque Foi uma ordem do Mestre e Salvador Jesus Cristo Veja:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28: 19, 20

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16: 15

E Claro, porque queremos que a salvação que nos alcançou, chegue aos outros também.

Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” 2ª Pedro 3:10-13

Para saber sobre o Arrebatamento acesse o artigo através do link:

http://rodrigoartigos.blogspot.com.br/2017/12/a-volta-de-cristo-em-duas-etapas.html