Pastor Rodrigo Oliveira, Bacharel em Teologia; Pedagogo; Pós-graduado em Filosofia e Sociologia; Pós-graduado em Docência do Ensino Superior; Psicopedagogo; Neuropsicopedagogo; Mestre em Escatologia Bíblica; Doutor em Teologia Sistemática. Autor do Livro Escatologia Esperança para o Nosso Tempo (amazon); Apresentador do Programa Fé para Hoje!
Contém: 1) artigo que elaborei para aula; 2) bibliografia do artigo; 3) bibliografia para responder à teologia calvinista, 4) meus vídeos da disciplina; 4) link para artigo sobre cosmovisão cristã.
A Teologia juntamente com Filosofia, Sociologia e Antropologia
fazem parte das chamadas Ciências Humanas, e a Teologia possui pelo menos 21
áreas de pesquisa que conheceremos hoje na disciplina de Introdução
à Teologia.
Ao final dessa disciplina é esperado que o aluno possa: conceituar
teologia; diferenciar as teologias umas das outras; conhecer
os objetivos e a história da teologia.
Sabedores dos diferentes níveis da teologia, o
estudante-teólogo, deverá se colocar à disposição da comunidade cristã.
O termo teologia foi criado pelo grego Ferécides. O termo é extraído
de dois vocábulos gregos a saber: Theos: Significa Deus e Logia:
Significa tratado ou Estudo sobre Deus.
Definição Técnica: Teologia é a ciência de Deus e das coisas
divinas baseada na revelação feita ao homem por meio de Jesus Cristo e sistematizada
em seus vários aspectos no âmbito da igreja cristã. A teologia como ciência tem
como principal objeto de estudo a revelação de Deus e a maneira como se
relaciona coma humanidade.
Teologia, portanto é o estudo
crítico da natureza dos deuses, seres divinos, ou de Deus, seus atributos e sua
relação com os homens e diversas religiões.
Em sentido estrito,
limita-se ao Cristianismo, mas em sentido amplo, aplica-se a qualquer religião.
É ensinada como uma
disciplina acadêmica, tipicamente em universidades, seminários e escolas de
teologia.
O termo
"teologia" aparece em Platão, mas o conceito já existia nos pré-socráticos,
como citado.
Platão o aplica aos
mitos interpretando-os à luz crítica da filosofia considerando seu valor para a
educação política. Nessa passagem do mito ao logos, trata-se de descobrir a
verdade oculta nos mitos. Aristóteles, por sua vez, chama de "teólogos"
os criadores dos mitos (Hesíodo, Homero, poetas que narraram os feitos dos
deuses e heróis, suas origens, suas virtudes e também seus vícios e erros), e
de "teologia" o estudo metafísico do ente em seu ser (considerando a
metafísica ou "filosofia primeira", a mais elevada de todas as
ciências).
A incorporação do termo
"teologia" pelo cristianismo teve lugar na Idade Média, entre os
séculos IV e V, com o significado de conhecimento e saber cristão acerca de
Deus.
De acordo com a
definição hegeliana, a teologia é o estudo das manifestações sociais de grupos
em relação às divindades. Como toda área do conhecimento, possui então objetos
de estudo definidos.
Como não é possível estudar Deus diretamente, pois somente
se pode estudar aquilo que se pode observar e se torna atual, o objeto da
teologia seriam as representações sociais do divino nas diferentes culturas.
Assim, O termo pode
também referir-se a um estudo de uma doutrina ou sistema particular de crenças
religiosas - tal como a teologia judaica, a teologia cristã e a teologia
islâmica. Existem, portanto, a teologia hindu, a teologia judaica, a teologia
budista, a teologia islâmica, a teologia cristã (incluindo a teologia
católica-romana, a teologia protestante, a teologia mórmon e outras), a teologia
umbandista e outras.
Uma importante parte da tarefa de um Professor(a) da
disciplina de Introdução à Teologia, é familiarizá-los com a
gramática das nossas conversas teológicas. Somos chamados a apresentá-los não
apenas às questões com as quais teólogos têm dificuldade, mas à linguagem que
eles usam quando batalham para entender essas questões.
Muitas vezes, as variadas disciplinas teológicas e suas respectivas
sub-disciplinas associam-se e englobam-se umas às outras, podendo
frequentemente um tema ou até uma área específica de estudo e reflexão ser
tratado em conjunto, sob aspectos diferentes, por várias disciplinas. Por esta
razão, existe entre elas um intercâmbio.
1) Teologia Sistemática:
Quatro coisas que todos devem saber:
1.2 Na Teologia
Sistemática a Bíblia é vista por inteiro
O estudo da Teologia Sistemática
abrange tudo sobre a Bíblia de forma ordenada, como um conjunto. O objetivo é
promover a unidade do ensino das Escrituras, dando aos alunos uma visão
completa acerca da Bíblia. Em outras palavras, a Teologia Sistemática não
foca em um único autor bíblico, como Davi ou Paulo, por exemplo, ou um único
tema bíblico, mas sim em todo o conselho de Deus.
2.3A
Teologia Sistemática inclui e relaciona todas as Doutrinas Bíblicas
Por priorizar o estudo bíblico
por completo, a Teologia Sistemática não permite que um tema, ou doutrina, das
Escrituras seja excluído do campo de estudo. É comum alguns grupos de pessoas
se interessarem por uma doutrina específica, mas o trabalho da Teologia
Sistemática é considerar todos os conceitos para estudar a Bíblia de maneira
organizada.
3.4 O contexto histórico é
relevante para o estudo
Além de abranger todas as
Escrituras, a Teologia Sistemática também pode envolver contextos históricos da
Bíblia e acontecimentos da Igreja para aumentar sua fidelidade no modo de
interpretação.
4.4Pensamentos
ordenados
A Teologia
Sistemática auxilia o aluno a estudar doutrinas bíblicas de modo ordenado,
criando uma estrutura verdadeira para pensar e abranger toda a pesquisa
necessária para compreender as Escrituras.
A palavra “sistemática” se refere a algo que colocamos em um
sistema. Teologia sistemática é, então, a divisão da Teologia em sistemas que
explicam suas várias áreas. Por exemplo, muitos livros da Bíblia dão
informações sobre os anjos. Nenhum livro sozinho dá todas as informações sobre
os anjos. A Teologia Sistemática coleta todas as informações sobre os anjos de
todos os livros da Bíblia e as organiza em um sistema: Angelologia. Isto é a
Teologia Sistemática: a organização de ensinamentos da Bíblia em sistemas de
categorias.
É o estudo das coisas de Deus de uma maneira sistemática e
ordenada, onde não apenas consideramos o que esse e aquele texto dizem, mas
onde consideramos tudo o que a Palavra diz sobre a revelação. Depois, a
teologia sistemática prossegue para considerar:
Bibliologia é o estudo da Bíblia. Cristologia é
o estudo de Deus o Filho, o Senhor Jesus Cristo. Pneumatologia ou
Paracletologia é o estudo de Deus o Espírito Santo.Soteriologia é
o estudo da salvação. Eclesiologia é o estudo da igreja. Escatologia é
o estudo do fim dos tempos. Angelologia é o estudo dos
anjos. Demonologia Cristã é o estudo dos demônios sob uma
perspectiva cristã. Antropologia Cristã é o estudo da
humanidade. Hamartiologia é o estudo do pecado.
· Pressupostos
da Teologia Sistemática:
1. Deus existe.
2. Deus revelou coisas a respeito de Si mesmo e do nosso
relacionamento com Ele através da Bíblia.
2) Teologia Própria:
Teologia Própria é o estudo de Deus o Pai, também chamada de
Teontologia e Paterologia, é o locus (área de estudo) da teologia sistemática
que trata do estudo de Deus e, especificamente, de Deus Pai. Suas áreas
clássicas de investigação são a questão da existência de Deus, os atributos
divinos, a Santíssima Trindade, criação, providência e teodiceia (estudo
da justiça de Deus).
Esta Teologia também chamada de Paterologia, que significa o estudo do Pai é a
área da Teologia Sistemática Cristã que investiga o que as Bíblias ensinam em
relação a Deus o Pai, a primeira Pessoa da Divindade Triuna.
A teologia própria inclui uma definição bíblica de Deus, ao
mesmo tempo que fornece informações para mostrar algumas das muitas visões
contrastantes de Deus que existem (muitas vezes chamadas de visões de mundo).
Estes incluem uma grande variedade de ideologias, que vão do
ateísmo (crença em nenhum deus), ao agnosticismo (incerteza da existência de
Deus), a outras religiões que retratam Deus definido de forma diferente, seja
como um deus único (como no Islã ou Judaísmo) deuses múltiplos (como nas
religiões orientais), ou panteísmo (tudo é Deus).
Os livros da Bíblia são a principal fonte de Teologia
Própria em Teologia Sistemática.
No entanto, a informação da Revelação Geral (o mundo
natural) também é frequentemente discutida, pois revela informações
significativas sobre o envolvimento íntimo de Deus no design do universo, da
vida animal e da vida humana ( Salmo 19 ).
Revelação especial inclui a Bíblia, além de outras maneiras
únicas que Deus comunicou (como na forma de uma nuvem para Moisés, visões,
sonhos, milagres).
Além disso, a importância da Revelação Progressiva é muitas
vezes enfatizada, como a Bíblia revela cronologicamente mais informações sobre
quem Deus é ao longo do tempo como parte de Seu plano soberano perfeito.
De grande importância dentro da teologia adequada é uma
compreensão do trinitarianismo (estudo da Trindade).
Enquanto outras áreas da Teologia Sistemática se concentram
em Jesus Cristo e no Espírito Santo, a Teologia própria é geralmente a área em
que o trinitarianismo está incluído.
Como Deus é um e existe em três Pessoas, é importante para
aqueles que estudam Deus de uma perspectiva bíblica para entender como o
conceito da Trindade se relaciona com a compreensão de Deus em geral.
“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único
Senhor.” Deuteronômio 6:4
“Porque três são os que testificam no céu: o Pai,
a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são
um.” 1ª João 5:7
“No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1:1
“Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em
segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu
estava ali, e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito.” Isaías
48:16
“O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque
o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os
contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão
aos presos;” Isaías 61:1
“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e
a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra
do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,
assentou-se à destra da majestade nas alturas;” Hebreus 1:3
“Porque nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade;” Colossenses 2:9
Ao discutir os atributos de Deus, a Teologia geralmente usa
uma divisão entre os atributos que são transmissíveis (capazes de serem
compartilhados) e aqueles que não são transmissíveis (aqueles únicos apenas
para Deus).
Exemplos de atributos transmissíveis incluem a bondade, o
amor e a compaixão de Deus. Exemplos de atributos não transmissíveis incluem a
perfeição e a soberania de Deus.
Aqueles que procuram crescer em seu relacionamento com Deus,
ou que estão investigando os ensinamentos do cristianismo, desejam aprender
mais sobre quem é Deus.
A teologia própria é a área da teologia que fornece grande parte dessa
informação, especificamente no que se refere a Deus, o Pai.
3) Teologia Bíblica:
Antes de qualquer coisa, vamos esclarecer: Teologia Bíblica
com “T” maiúsculo e “B” maiúsculo não é um termo para designar que uma teologia
é biblicamente correta ou embasada na Bíblia. Tipo: “Ah! A teologia do fulano é
bíblica, mas a do beltrano, não. É herética!”. Não é isso.
A teologia bíblica é o estudo das doutrinas da Bíblia,
organizado de acordo com sua cronologia e fundo histórico. Em contraste com a
teologia sistemática, que classifica a doutrina de acordo com tópicos
específicos, a teologia bíblica mostra o desenrolar da revelação de Deus à
medida que progredia através da história. A teologia bíblica pode procurar
isolar e expressar os ensinamentos teológicos de uma porção específica da
Escritura, tal como a teologia do Pentateuco (os cinco primeiros livros do
Antigo Testamento) ou a teologia contida nos escritos de João, etc. Ou pode se
concentrar em um determinado período de tempo, como a teologia dos anos do
reino unificado. Um outro ramo da teologia bíblica pode estudar um assunto ou
tema específico na Bíblia: um estudo sobre "o remanescente", por
exemplo, pode pesquisar como esse tema é introduzido e desenvolvido ao longo da
Escritura.
Se você abrir qualquer livro de Teologia Sistemática,
encontrará um resumo das doutrinas cristãs. A partir de um número de temas
doutrinários, o teólogo estrutura o seu livro. Os capítulos recebem os nomes
destes temas, como salvação, doutrina da Igreja, pneumatologia, e outros.
Parte-se dos temas para a discussão teológica, numa sistematização do
pensamento cristão.
Já num livro de Teologia Bíblica, parte-se para o texto
bíblico e o teólogo deve deixar que os temas surjam a partir da leitura do
texto. Uma Teologia Bíblica do Antigo Testamento, por exemplo, tem a
preocupação em descobrir quais são os temas teológicos nos quais os autores do
AT estavam interessados. Temos, então, questões do tipo:
Quais são as preocupações teológicas de Isaías?
Que ideias aparecem com frequência no Pentateuco?
Qual a situação dos leitores de Habacuque?
Por que Crônicas e Reis narram os mesmos eventos de formas
diferentes?
É possível que os textos diversos da Bíblia formem um “todo”
coerente?
Essa última pergunta é a mais importante e é o motivo que
faz a Teologia Bíblica fundamental.
Se a resposta para essa pergunta for afirmativa, então o
papel do teólogo bíblico é fazer com que as pessoas entendam a “grande
mensagem” da Narrativa Bíblica. No mínimo, a Teologia Bíblica ajudará na
compreensão das grandes mensagens contidas ao longo do relato da Escritura.
Produzir Teologia Bíblica, é buscar encontrar coerência ao
longo da Narrativa Bíblica, e nesta atividade entendemos melhor a Bíblia e,
como consequência inevitável, conhecemos melhor a natureza do Deus vivo que
transforma as páginas e letras em sentido e propósito.
Portanto Teologia Bíblica é estudar um certo livro ou livros
da Bíblia e enfatizar os diferentes aspectos da Teologia que ele focaliza. Por
exemplo, o Evangelho de João é muito Cristológico, pois focaliza muito na
divindade de Cristo (João 1:1,14; 8:58; 10:30; 20:28). Estamos dizendo de uma
disciplina que lida de modo sistemático com o progresso historicamente
condicionado da autorevelação de Deus na Bíblia. Traça o progresso da verdade
através dos diversos livros da Bíblia e descreve a maneira de cada escritor em
apresentar as doutrinas mais importantes, está dividida em duas partes:
· Teologia
do Antigo Testamento.
· Teologia
do Novo Testamento.
Teologia do Antigo Testamento é a
disciplina da Teologia Bíblica que estuda a pessoa, atributos, revelação de
Deus, e sua aliança com o povo eleito considerando a progressividade da
revelação, os escritos e estilos literários do cânon judaico do Antigo
Testamento. Teologia do Antigo Testamento será “o estudo de Deus e de sua
revelação ao homem no Antigo Testamento”.
Teologia do Novo Testamento é o ramo das
disciplinas cristãs que seguem determinados temas através de todos os autores
do NT, e que depois funde esses quadros individuais num só conjunto abrangente.
Estuda, portanto, a revelação progressiva de Deus em termos da situação
vivencial na ocasião da escrita.
Importante: A disciplina Introdução ao
Antigo Testamento, difere-se do estudo denominado de
Teologia do Antigo Testamento. Enquanto o primeiro se ocupa dos aspectos
pertinentes ao cânon, texto, data, autoria, composição, estrutura e comentário
descritivo dos livros, sem deter-se em sua teologia específica. O segundo trata
da teologia bíblica nos livros veterotestamentários.
4) Teologia Exegética:
Exegética vem da palavra grega que significa extrair. Esta
teologia procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras.
5) Teologia Histórica:
É o estudo das doutrinas e como elas se desenvolveram
através dos séculos da igreja cristã.
6) Teologia Dogmática:
É o estudo das verdades centrais da fé como se nos
apresentam nos credos da igreja, é um estudo das doutrinas de certos grupos
cristãos que possuem doutrinas sistematizadas,Os Dogmas da fé Cristã.
7) Teologia Contemporânea*:
A Teologia Contemporânea é considerada a teologia do século
XX, tenso sido iniciada em 1919, pelo pastor Karl Barth. O séc. XX foi marcado
pela pluralidade de teologias e de reflexões sobre o homem, o mundo e sobre
Deus. A Teologia Contemporânea foi originada diretamente da teologia
Especulativa, tem tomado várias direções, principalmente após a Reforma
Protestante. O mais importante a se entender sobre a Teologia Contemporânea é
que esse novo conjunto de pressupostos religiosos modificou o pensamento do
homem moderno.
8) Teologia Católica:
Estuda a moral, o dogma, a bíblia e recebe fortes
influências patrísticas.
9) Teologia Protestante:
Reinterpreta as Escrituras, tendo seu principal tema na
unicidade de Cristo e das Escrituras.
10) Teologia Natural:
Busca conhecer Deus na razão humana. A Teologia Natural
é o ramo da filosofia que investiga o que a razão humana sem a ajuda da
revelação pode nos dizer a respeito de Deus. É aqui entendida como uma
tentativa de determinar as características de Deus sem recorrer à revelação
divina (escritura ou experiência mística) ou à qualquer ideia que não seja
“natural”. Neste caso, não se trata de olhar para a beleza da natureza ou
evidências de design, mas sim de através da razão humana apenas, do pensamento
e de nada que não seja “natural”, se chegar a Deus.
É uma demonstração ou afirmação da existência de Deus
baseada na regularidade e complexidade do mundo natural.
É o resultado intelectual da tendência natural da mente
humana para desejar ou ser inclinado em direção a Deus.
Deve ser entendida principalmente como uma “teologia da natureza” – ou seja,
como uma compreensão especificamente cristã do mundo natural, refletindo os
pressupostos fundamentais da fé cristã, o que deve ser contrastado com os
relatos seculares ou naturalistas da natureza. O movimento aqui é oposto ao da
segunda abordagem: parte-se da fé cristã, da tradição de fé de um grupo, em
direção à natureza. Em outras palavras, é como se apresenta o mundo natural a
nós quando o olhamos de uma perspectiva cristã. A filosofia da ciência será a
primeira a dizer que na verdade, qualquer observação do mundo natural não é uma
mera observação neutra, mas está imersa em um pressuposto teórico, uma “lente”
com a qual observamos. Observar é na realidade interpretar, e a Teologia
Natural faz isso de uma perspectiva cristã.
11) Teologia Especulativa:
Conhecer Deus através do 'conhecimento filosófico do homem'.
A teologia especulativa (e a dogmática) que se identifica
(m) com a chamada teologia escolástica, se esforça por compreender o máximo
possível, as verdades reveladas, mediante o raciocínio humano, nesse ponto
tempo a teologia Positiva visa determinar o que foi verdadeiramente revelado e,
a ordem temporal de revelação e a especulativa que busca explorar a intimidade
e a profundeza do dogma de fé, não se preocupando de saber o que foi dito por
Deus, mas de entender, quanto possível, o que disse Deus. Após haver entendido
e deduzido, tenta sistematizar. Numa síntese suprema, ordena e hierarquiza os
diversos elementos da doutrina cristã. (O mais célebre e acabado desses
sistemas foi elaborado por Santo Tomás de Aquino).
A
teologia positiva, visa determinar o que foi verdadeiramente revelado e
qual a sua ordem de aparição no tempo.
A
teologia especulativa, deseja explorar, na medida em que são acessíveis, o
que há demais intimo, de mais secreto no dogma.
12) Teologia do Pacto:
Teologia do Pacto é baseada na teoria de que Deus tem apenas
um pacto com os homens (aliança / pacto da graça) e apenas um povo,
representados pelos santos do Velho e do Novo Testamento – um povo, uma igreja
e um plano para todos. Essas crenças exigem que aqueles que defendem a Teologia
do Pacto interpretem profecias de uma forma não literal.
13) Teologia Dispensacionalista:
O dispensacionalismo, é um sistema de teologia com duas
características principais: (1) uma interpretação literal das Escrituras,
principalmente profecia bíblica, e (2) uma distinção entre Israel e a Igreja no
programa de Deus.
14) Teologia Fundamental:
A Teologia Fundamental é, no conjunto da teologia, o âmbito
mais mobilizador de questionamentos sobre sua identidade, seu objeto, seu
método. Ela deita suas raízes nos tempos do Novo Testamento. Não é sem razão
que 1Pd 3,15 é considerado sua Carta Magna. O anúncio da fé cristã nasce
juntamente com a necessidade e o desafio de defendê-la e justificá-la perante
aqueles que dela pedem conta. A nova configuração da Teologia Fundamental no
entanto ampliou seu elenco temático, processando um verdadeiro deslocamento ou
ampliação dos horizontes e fronteiras, o que a transformou, por assim dizer, no
abrigo de todos os temas de atualidade ou a disciplina que tratará de todos os
fundamentos da teologia e do cristianismo na interface com todas as dimensões
ou aspectos da existência humana. Nela são tratados de forma apologética, temas
como:
· A
Fé
· Igreja
e sociedade
· Fé
e Razão
· Fé
e Política
· Fé
e Cultura
15) Teologia Prática e Pastoral:
A teologia prática e pastoral ocupa-se com a reflexão
teológica e análise sobre a ação da Igreja, compreendendo a prática das
comunidades eclesiais e das pessoas que professam a fé cristã, a serviço da
missão evangelizadora da Igreja. Contempla tanto as práticas que afetam a vida
interna da Igreja quanto a presença da Igreja no mundo. Por ação pastoral
entende-se a totalidade da ação da Igreja e dos cristãos, a partir da prática
de Jesus, para instaurar o Reino de Deus:
· Os
leigos na missão da Igreja
· Evangelização
· iniciação
cristã
· Pastoral/Pastoreio
· Fé
e Justiça
16) Teologia Pública:
A teologia pública busca ser uma contribuição de comunidades
religiosas nas sociedades democráticas plurais e da teologia acadêmica que
sobre elas reflete, crítica e autocriticamente, para o debate público. A
teologia pública procura ser uma teologia separada do âmbito da política, sem
ser alienada, num estado secular de direito, que reconhece plenamente a
liberdade religiosa e no qual ela procura contribuir como parceira
crítico-construtiva para o bem comum. Para isso, assume o seu caráter
acadêmico, plural e interdisciplinar.
17) Teologia Ministerial:
Através do estudo formal, do conhecimento básico dos idiomas
bíblicos e no uso de concordâncias e comentários, os ministros, professores de
EBD, pregadores e evangelistas, passam a construir e fazer parte da teologia
ministerial.
18) Teologia Profissional:
É preciso que haja uma fonte que supra as necessidades
reflexivas tanto do teólogo leigo quanto do teólogo ministerial. Tais fontes
são os seminários teológicos, os livros e os artigos que trazem informações
concisas e coerentes para os ministros e leigos de nossas igrejas. Quem
proporciona todo esse aparato é o teólogo profissional. Portanto, teologia
profissional é um instrumento que serve à comunidade cristã, fazendo com que os
seus membros e obreiros possam pensar como Cristo.
19) Teologia Acadêmica:
A teologia acadêmica não se preocupa com as dúvidas e
incertezas do cristão comum. A teologia acadêmica preocupa-se basicamente na
especulação e na filosofia.
20) Teologia Leiga:
Pensar fé no lugar da laicidade é permitir que a teologia
seja interpelada por questionamentos diferentes da realidade da vida sacerdotal
e religiosa. As perguntas dos leigos são outras, elas têm a ver com a vida
matrimonial, profissional, cultural, eclesial e cotidiana que desafiam o fiel a
viver, na prática, a vida cristã. Viver como teólogo leigo é “compartilhar,
muitas vezes, com os pobres, a insegurança do amanhã”, diz Maria Clara
Bingemer. Isto soa estranho aos ouvidos do teólogo religioso desatento que fez
da vida sacerdotal uma opção por dedicação exclusiva expressa em um discurso
divorciado da vida cotidiana comum das pessoas. a partir do seu lugar, pode
oferecer contribuições para a teologia pública. A reflexão do leigo é
fundamental na reflexão da Igreja e também na universidade.
21) Teologia Popular:
Sem nenhuma instrução teológica formal, crentes de várias
épocas e denominações diferentes baseiam sua fé em crenças e práticas que foram
formadas por meio de lendas e clichês. Tais clichês e lendas, conhecidos também
por “ evangelendas” são construídas por pessoas, consideradas pelas massas,
muito espirituais, e suas novidades também soam sempre muito espirituais. E se
algum cristão tentar examinar a autenticidade bíblica de tais afirmações ou
práticas, corre o risco de ser chamado de “carnal’.
Os Objetivos da Teologia:
1. Demonstrar
a existência de Deus
2. Explicar
o Homem e sua queda
3. Explicar
a restauração
4. Explicar
o mundo vindouro e preparar o homem para ele
A História da Teologia:
Analisa o processo progressivo da Teologia no transcorrer da
história.
1. A
Patrística
2. A
Escolástica
3. A
Reforma.
4. A
Contrareforma
5. A
Teologia Moderna*
*academicamente, a disciplina, Introdução à
Teologia para no inicio desta seção, quando este assunto (teologia
moderna) é retomado na disciplina: Teologia Contemporânea.
A Seguir a bibliografia utilizada para elaboração deste artigo e logo em baixo uma bibliografia para ensinar Arminianos a defender a sua fé e responder à teologia Calvinista.
Pergunta feita na vídeo-aula: “Um
será tomado, e o outro deixado. Aula 44 de Escatologia”:
“Como que arranca os bodes das
ovelhas sendo que as já está em Cristo? Sendo que estará um bode e uma ovelha.
Como a igreja não estará aqui se ele disse que o trigo só é colhido depois que
colher o joio? 👀”
A seguir vídeo-aula, onde a pergunta foi feita, clique para assistir:
Resposta:
Olá seja bem vindo ao meu canal!
Como bem se sabe:
O campo é o mundo. A boa semente
são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. O inimigo que o semeou
é o Diabo. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. Jesus quis,
pois, alertar para o seguinte: O Diabo está fazendo o mesmo que faço: semeando;
se vocês souberem discernir o bem do mal e tiverem força para seguir o bem, no
final, quando Deus vier julgar, e só Ele tem o poder de separar o bem do mal,
vocês estarão preparados para participar do Reino do Pai.
1º) Tenho dito nas aulas de Hermenêutica,
que é preciso descobrir o “Lá e Então” (público original e contexto da
mensagem) para determinar o “Aqui e Agora” (fazer a aplicação para hoje)
devemos sempre fazer a aplicação das Escrituras para elas não se tornem mera
história, mas ao fazer isso não devemos perder de vista os destinatários
originais, e a que, a passagem se refere.
*O “Ponto Nevrálgico” É a própria explicação de Jesus Cristo!
A Leitura do capítulo em seu contexto demonstra que a passagem não se refere ao Arrebatamento da Igreja, mas que aqueles que serão “Arrancados” são o Joio, quem ficar, ficará para o Reino (leia as referências bíblicas):
“Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Mateus 13:40-43
Já no Arrebatamento da Igreja quem a retira é o próprio Cristo!
“E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” 1ª Tessalonicenses 1:10
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” 1ª Tessalonicenses 4:16,17 Na sua primeira vinda olha com
quem Jesus veio falar:
“Aquele que tem os meus
mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de
meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Disse-lhe Judas (não o
Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao
mundo?” João 14:21,22
“E ele, respondendo, disse: Eu
não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 15:24
“E, faltando vinho, a mãe de
Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo?
Ainda não é chegada a minha hora.” João 2:3,4
Já quando ele se manifestar:
“Quando Cristo, que é a nossa
vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.” Colossenses
3:4 “Amados, agora somos filhos de
Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando
ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” 1ª
João 3:2
“Porque a ardente expectação da criatura espera a
manifestação dos filhos de Deus.” Romanos 8:19
“Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos
o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para
ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar
também a si todas as coisas.” Filipenses 3:20,21
2º) Na Profecia a respeito do Reino
restaurado a Israel nos últimos dias, o Israel a ser restaurado é o Nacional, e Deus nos informa que o restaura por amor a sua Palavra (leia as referências bíblicas a seguir):
“Porque, se a sua rejeição é a
reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os
mortos?” Romanos 11:15
“Dize portanto à casa de Israel:
Assim diz o Senhor DEUS: Não é por respeito a vós que eu faço isto, ó casa de
Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde
fostes. E eu santificarei o meu grande nome, que foi profanado entre os
gentios, o qual profanastes no meio deles; e os gentios saberão que eu sou o
SENHOR, diz o Senhor DEUS, quando eu for santificado aos seus olhos. E vos
tomarei dentre os gentios, e vos congregarei de todas as terras, e vos trarei
para a vossa terra. Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis
purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos
purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito
novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de
carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus
estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. E habitareis na terra que
eu dei a vossos pais e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus. E
livrar-vos-ei de todas as vossas imundícias; e chamarei o trigo, e o
multiplicarei, e não trarei fome sobre vós.” Ezequiel 36:22-29
“Assim que virão, e exultarão no
alto de Sião, e correrão aos bens do Senhor, ao trigo, e ao mosto, e ao azeite,
e aos cordeiros e bezerros; e a sua alma será como um jardim regado, e nunca
mais andarão tristes.” Jeremias 31:12
“Assim diz o Senhor: Voltarei
para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade
da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo. Assim diz o
Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas;
levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas
da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Assim diz o
Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo
naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o Senhor dos
Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da
terra do oriente e da terra do ocidente; E trá-los-ei, e habitarão no meio de
Jerusalém; e eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus em verdade e em
justiça. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Esforcem-se as vossas mãos, ó vós
que nestes dias ouvistes estas palavras da boca dos profetas, que estiveram no
dia em que foi posto o fundamento da casa do Senhor dos Exércitos, para que o
templo fosse edificado. Porque antes destes dias não tem havido salário para os
homens, nem lhes davam ganhos os animais; nem havia paz para o que entrava nem
para o que saía, por causa do inimigo, porque eu incitei a todos os homens,
cada um contra o seu próximo. Mas agora não serei para com o restante deste
povo como nos primeiros dias, diz o Senhor dos Exércitos. Porque haverá semente
de prosperidade; a vide dará o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e os
céus darão o seu orvalho; e farei que o restante deste povo herde tudo isto. E
há de suceder, ó casa de Judá, e casa de Israel, que, assim como fostes uma
maldição entre os gentios, assim vos salvarei, e sereis uma bênção; não temais,
esforcem-se as vossas mãos.” Zacarias 8:3-13
3º) Perceba como a “Judaicidade”
do contexto e o cumprimento das profecias referentes ao Reino de Israel são
inegáveis.
“Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes;” Mateus
24:16
“E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no
sábado; Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio
do mundo até agora, nem tampouco há de haver.” Mateus 24:20,21
4º) Que Reino especificamente? (leia
as referências bíblicas a seguir):
“E, depois que João foi entregue
à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, E
dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos,
e crede no evangelho.” Marcos 1:14,15
“Setenta semanas estão
determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a
transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer
a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.” Daniel
9:24 (lembre-se que a Septuagégima semana é a Tribulação).
“Quando, pois, virdes que a
abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo;
quem lê, entenda; Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes;” Mateus
24:15,16 A Igreja nunca é convocada para fugir, pelo contrário.
“Pois também eu te digo que tu és
Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela;” Mateus 16:18
O Contexto da Tribulação é com Israel!
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor.” Mateus 23:37-39
“E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu
a mulher que dera à luz o filho homem. E foram dadas à mulher duas asas de
grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada
por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.” Apocalipse
12:13,14
“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mateus 24:22
“E naquele dia estarão os seus
pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente;
e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o
ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o
norte, e a outra metade dele para o sul.” Zacarias 14:4
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas
as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as
nuvens do céu, com poder e grande glória.” Mateus 24:30
“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os
mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Sim. Amém.” Apocalipse 1:7
“E acontecerá naquele dia que os profetas se envergonharão,
cada um da sua visão, quando profetizarem; nem mais se vestirão de manto de
pelos, para mentirem. Mas dirão: Não sou profeta, sou lavrador da terra; porque
certo homem ensinou-me a guardar o gado desde a minha mocidade. E se alguém lhe
disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui
ferido em casa dos meus amigos.” Zacarias 13:4-6
“Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo,
que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já
este meu gozo está cumprido.” João 3:29
Ou seja, neste cenário da Tribulação não há referência à Igreja.
“Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos
tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber,
a Cristo.” 2ª Coríntios 11:2
Enquanto a Igreja está desenvolvendo seu trabalho ela é
virgem é a noiva!
“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque
vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” Apocalipse
19:7
“E ao que vencer, e
guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações,” Apocalipse
2:26
Agora em algum momento ela subiu e se tornou Esposa e está voltando para Reinar!
“Então dirá o Rei aos que
estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino
que vos está preparado desde a fundação do mundo;” Mateus 25:34
5º) A Mensagem é a respeito do
Reino Profetizado no Antigo Testamento, para o qual Jesus Cristo voltará para
reinar como Davi (leia a referência bíblica a seguir):
“E meu servo Davi será rei sobre
eles, e todos eles terão um só pastor; e andarão nos meus juízos e guardarão os
meus estatutos, e os observarão. E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó,
em que habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles e seus filhos, e os filhos
de seus filhos, para sempre, e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.”
Ezequiel 37:24,25
“E eis que em teu ventre
conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será
grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de
Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá
fim.” Lucas 1:31-33
“Porque brotará um rebento do
tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele
o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de
conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E
deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos,
nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas julgará com justiça aos
pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a
vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, E a justiça
será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.” Isaías
11:1-5
“E disse-me um dos anciãos: Não
chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para
abrir o livro e desatar os seus sete selos.” Apocalipse 5:5
“E tu, Belém (Casa do Pão) Efrata, posto que
pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e
cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” Miquéias
5:2
“Eu, Jesus, enviei o meu anjo,
para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de
Davi, a resplandecente estrela da manhã.” Apocalipse 22:16
Como demonstrado, Jesus fala do
Reino profetizado a Israel, naquele contexto o trigo está relacionado aos judeus, no entanto
com relação a aplicação, há ali o princípio demonstrado no início deste artigo.
Criei um playlist no canal A Hora
da Escatologia, com uma sequencias de vídeo sobre o Arrebatamento da Igreja, a
retirada do Espirito Santo ou não na Tribulação, sugiro assistir na ordem em
que se encontram, isso trará muita luz, já que os argumentos ali apresentados
seguem a exposição dos textos bíblicos.
Rodrigo Martins. Professor de
Hermenêutica no I.T.Q. Juiz de Fora e Cataguases MG.
“Toda a Escritura é divinamente
inspirada, e proveitosa para ensinar,
para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” 2ª Timóteo 3:16
*redarguir: Responder àquilo que
foi dito; argumentar; redarguir calmamente, expondo todas as vantagens da minha
sugestão.
Quando Paulo disse: “Toda a
Escritura é dada por inspiração de Deus” (2ª Timóteo 3:16), ele empregou a
palavra grega “theopneustos” com a ideia de inspiração.
Aplicar a Bíblia é o dever de
todos os cristãos. Se não a aplicarmos, a Bíblia torna-se para nós nada mais do
que um livro comum, uma coleção impraticável de manuscritos antigos.
Martyn Lloyd Jones disse:
“Qualquer entendimento que
possamos ter da Bíblia poderá ser uma cilada para nós, se deixarmos de
aplica-la”.
Aplicação implica ação, e ação
obediente é a etapa final em dar vida à Palavra de Deus em nossas vidas. A
aplicação da Escritura solidifica e ilumina o nosso estudo, e também serve para
aguçar o nosso discernimento, ajudando-nos a melhor distinguir entre o bem e o
mal.
Tanto que o Apóstolo Paulo
Instruía a trocar as cartas entre as igrejas
“E, quando esta epístola tiver
sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que
veio de Laodicéia lede-a vós também.” Colossenses 4:16
Antes que possamos dizer aos
cristãos do século 21 como a Bíblia se aplica a eles, devemos primeiro chegar à
melhor compreensão possível do que a Bíblia significava ao seu público
original. Se chegarmos a uma aplicação que teria sido estranha para o público original,
há uma possibilidade muito forte de que não estamos interpretando a passagem
corretamente. Quando estivermos confiantes de que entendemos o que o texto
significava para os seus ouvintes originais, então devemos considerar as
diferenças entre nós e eles.
Também é importante destacar que
cada passagem tem apenas uma interpretação correta. Ela pode ter uma gama de
aplicações, mas apenas uma interpretação. Isto significa que algumas aplicações
são melhores que outras. Se uma aplicação for mais próxima da interpretação
correta do que outra, então é uma melhor aplicação daquele texto.
Ao ler a Bíblia, podemos aprender
sobre as interações de Deus com a humanidade ao longo da história, o Seu plano
de redenção, Suas promessas e Seu caráter. Vemos como deve ser a vida cristã. O
conhecimento de Deus que aprendemos da Escritura serve como uma base
inestimável para aplicarmos os princípios da Bíblia à vida.
O objetivo seguinte é o que o
salmista descreve como "guardar" a Palavra de Deus em nossos
corações: "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra
ti" (Salmo 119:11).
Ao aplicar Ore e se faça as
seguintes perguntas:
1. O que esta passagem me ensina
sobre Deus?
2. O que esta passagem me ensina
sobre a igreja?
3. O que esta passagem me ensina
sobre o mundo?
4. O que esta passagem me ensina
sobre mim mesmo? Sobre meus próprios desejos e motivações?
5. Será que essa passagem exige
que eu tome uma atitude? Se afirmativo, que medidas devo tomar?
6. O que preciso confessar e/ou
de que preciso me arrepender?
7. O que aprendi desta passagem
que vai me ajudar a me concentrar em Deus e me esforçar para a Sua glória?
Por que Paulo escreveu as cartas
às igrejas?
Existem diversos motivos notórios
pelos quais ele as poderia ter escrito, mas o principal certamente é a
Inspiração Divina (theopneustia), pois nitidamente era movido pelo Espírito de
Deus, não temendo a morte mesmo lhe sendo revelado pelos profetas Cristãos as
aflições que padeceria (Atos 21:9-11);
Exemplo na Bíblia de Aplicação:
“Ele, porém, lhes disse: Não
tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?” Mateus
12:3
“E Jesus, respondendo-lhes,
disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele
estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os
comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão
só aos sacerdotes?” Lucas 6:3,4
Na discussão com os fariseus,
Jesus citou um acontecimento da história de Davi, registrado em 1ª Samuel
21:1-9.
Uma interpretação comum é que
Jesus aprovou o ato de Davi por causa da sua circunstância. Fugindo do rei
Saul, Davi e seus amigos estavam com fome. O único pão que acharam foi o pão
sagrado do tabernáculo.
Outra interpretação procura, no
acontecimento no tabernáculo em Nobe, uma mensagem simbólica da salvação.
Alguns comparam o sacerdote com o próprio Jesus e buscam um sentido paralelo à
redenção realizada por Jesus.
Uma terceira explicação admite o
pecado de Davi e mostra a hipocrisia dos fariseus. A interpretação mais
coerente da resposta de Jesus não exige aprovação do pecado de Davi. Enquanto
rejeitavam o próprio Filho de Deus, os fariseus honravam os heróis espirituais
do passado e faziam questão de preservar seus sepulcros (Mateus 23:29-30). O
túmulo de Davi foi um dos sepulcros protegidos (Atos 2:29), e o segundo rei de
Israel foi visto com bons olhos pelos judeus. Naquele momento, os fariseus
demonstraram sua injustiça e hipocrisia. Se perguntasse para eles sobre Davi,
um herói que claramente profanou o tabernáculo, eles poderiam até arrumar
desculpas para justificá-lo. Mas quando olhavam para os discípulos de Jesus,
inocentes, eles distorceram a lei para acusá-los de pecado. Julgavam para
condenar quando deveriam ter demonstrado justiça e misericórdia (Mateus 7:1-5).
Jesus citou Davi e os pães da
proposição, porque Davi era um herói nacional e ele fez o que os fariseus
certamente condenariam de pronto: comer o pão sagrado.
A grande lição do texto não diz
respeito a pães, ou espigas de milho, mas diz respeito ao homem e sua relação
com Deus.
“E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do
homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o Filho do homem até do sábado
é Senhor.” Marcos 2:27,28
“Ouvi, Senhor, a tua palavra, e
temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a
conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.” Habacuque 3:2
·Avivamento genuíno é fruto de oração, clamor;
·Avivamento genuíno é um retorno a Bíblia.
“Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção...” Tito 2:7
Obras Consultadas
KURUVILLA, Abraham. O
Texto Primeiro. Ed. Cultura Cristã.
DORIANI, Dan. A
Verdade na prática. Ed Cultura Cristã.
KEENER, Craig. A
Hermenêutica do Espírito. Vida Nova.
EDWARDS, Jonathan. A
Genuína Experiência Espiritual. Editora PES.
LOPES, Hernandes Dias. Morte na Panela. Ed. Hagnos.
Muitos cristãos sinceros do
passado que rejeitaram a doutrina de um Arrebatamento Pré tribulação fizeram
isso com base na compreensão que tinham das Escrituras. Eles não sentiam
compulsão em denegrir seus irmãos que aderiam a uma posição pré-tribulação.
Infelizmente, esta atitude está agora mudando e muitos cristãos de linhas
diferentes, hoje estão classificando não apenas como escapista e egoísta, mas
como equivalente a uma heresia.
Eu notei que alguns irmãos que
querem falar contra o pré-tribulacionismo usam uma serie de argumentos contra
afirmações que segundo ele são bases do arrebatamento quando não o são.
Há que se notar a diferença entre
o senso comum e a ciência hermenêutica.
Há uma chamada “sabedoria popular”
no meio evangélico que é uma mistura de doutrinas e ditados populares sendo passadas
como se fossem conteúdos bíblicos. Em sala quando estou ministrando a
disciplina de “Introdução á Teologia”, costumo explicar que essa é a chamada: “Teologia
de para-choque de caminhão”.
Acontece que no meio de quem crê
no Pré-tribulacionismo, e no meio pentecostal, é mais comum vermos essas “misturas”,
que são inclusive compreensiveis, dado o desejo se pregar e anunciar a volta de
Cristo, pois como disse um grande pregador em outro tempo: “um homem salvo não quer ir para o céu sozinho”.
Vamos lá, se eu entendi direito,
a pergunta que uma pessoa me fez dizendo ter visto em um outro canal foi: “se como
os eventos que Paulo fala, ele os percebia nas pernas da estatua do sonho de
Nabucudonossor, e se ele espera o Arrebatamento de forma iminente, e ele ocorresse
ali, como tudo que havia de se desenrolar no mundo se daria em apenas sete
anos?”
Primeiro, o Arrebatamento da igreja
pode acontecer hoje e a Tribulação começar daqui 100 anos por exemplo, porque
não é o Arrebatamento da igreja que inicia a Tribulação, mas sim a assinatura
do tratado pelo Anticristo, conforme ensinado por Daniel 9:24-27e observado por
Paulo. Há há!!!
Segundo, outra coisa que foi ignorada é
o Tempo da Igreja, que não foi visto por Daniel mas foi explicado por Paulo,
inclusive quando fala de se completar a plenitude dos Gentios.
Daniel não viu a Igreja, Paulo
viu Daniel e era ele mesmo membro da Igreja.
Terceiro, ainda outra coisa que chama a
tenção é que usar a Igreja primitiva e seu flagelo como base para dizer que se
Deus não os poupou, por que então, haveria de nos poupar é mera especulação,
pois quando se menciona outros cristãos que sofreram é preciso ter em mente que
o próprio Jesus disse que o tempo da Tribulação nunca houve igual nem tão pouco
haverá.
“Porque haverá então grande
aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há
de haver.” Mateus 24:21
E além das várias referências bíblicas
dos vídeos os quais deixarei os link’s a seguir veja estas:
“Vigiai, pois, em todo o tempo,
orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão
de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.” Lucas 21:36
“E destes profetizou também
Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares
de seus santos; Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os
ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por
todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.” Judas 1:14,15
Não há uma segunda expiação no final
da Tribulação. A expiação é uma só feita por Jesus Cristo na Cruz. Jesus
cumpriu, Jesus expiou tudo, só não chegou o tempo da Tribulação ainda.
Tanto que eles venceram na
tribulação por este sacrifício conforme Apocalipse 12:11
“E eles o venceram pelo sangue do
Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à
morte.”
Portanto a vitória é pelo sacrifício
do cordeiro na Cruz, aquela foi a expiação, não há outra.
O Templo de Apocalipse 11 não é a
Igreja não há base textual-hermenêutica, nem lógica para isso.
O contrário disso porém é verdade
porque tanto Daniel, Jesus e Paulo disseram do Anticristo profanarTemplo na Tribulação, portanto ele será reconstruído.
O cenário do final dos tempos na
Palavra de Deus exige que um Templo Judeu esteja erigido quando o Anticristo
governar o mundo. Ele o profanará e o povo judeu será forçado novamente a
deixar o Templo porque se manterá fiel a Deus e se recusará a adorar o Anticristo
(Dn 9.27).
Em Seu Sermão no monte das
Oliveiras (Mt 24-25), Jesus confirmou a profecia de Daniel. Ele chamou a
profanação de “o abominável da desolação” e disse que ela ainda não havia
acontecido (Mt 24.15).
Algum dia, o Messias, Jesus,
voltará para Jerusalém e construirá Seu Templo nesse pedaço de terra (Zc 1.16;
Zc 6.12); e, a partir desse Templo do Milênio, Ele governará o mundo (Zc 6.13).
Esse templo é descrito em detalhes vívidos e precisos em Ezequiel 40-46. Nada
que tenha sido construído até agora se encaixa na descrição de Ezequiel.
Nem o
Tabernáculo, nem o Primeiro Templo edificado pelo rei Salomão, nem mesmo o
Segundo Templo que foi dedicado por Zorobabel e magnificamente restaurado por
Herodes o Grande. Sequer a estrutura desenhada na prancha de projetos de hoje
será aquele Templo; essa estrutura será o Templo da Tribulação; que deverá
estar em funcionamento na metade do período de sete anos que se denomina “tempo
de angústia para Jacó” (Jr 30.7).
Quer entender o Arrebatamento? Assista aos vídeos nessa ordem.: