sexta-feira, 3 de maio de 2024

Live: Dispensacionalismo e Pré-tribulacionismo


A convite do Pr. Moisés Bichara, estarei na live comentando Dispensacionalismo e Pré-tribulacionismo dia 10 de Maio sexta-feira às 21h


 

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Romanos 13 um comentário Exegético! (Aula de Hermenêutica)


 

Por Rodrigo Oliveira.

Perícope:

Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas.

2 Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.

3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela,

4 pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal.

5 Portanto, é necessário que vocês se sujeitem à autoridade, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.

6 É por isso também que vocês pagam impostos, porque as autoridades são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço.

7 Paguem a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.

Romanos 13 aborda a relação entre os cristãos e as autoridades civis.

    Esta passagem bíblica, fornece orientação sobre como os cristãos devem interagir com as autoridades governamentais, há uma ênfase clara, na importância da submissão e da obediência à lei.

Mas não se apresse, ainda estamos no início da nossa aula! Eu sou o Pastor Rodrigo Oliveira, Professor nas disciplinas de Hermenêutica, Homilética, Escatologia Bíblica, Introdução à Teologia, Teologia Contemporânea, Filosofia da Religião entre outras. Sejam bem vindos ao meu blog e canais no youtube e instagram chamados: Rodrigo Oliveira Oficial.

    Contextualizando, o Apóstolo Paulo explica que o propósito principal do governo é manter a ordem e administrar a justiça. Os governantes são servos de Deus, aos quais foi confiada a responsabilidade de punir os malfeitores e elogiar aqueles que praticam o bem. O governo serve como uma restrição à ilegalidade e promove uma sociedade pacífica (Romanos 13:3-4). Paulo está instruindo também, os cristãos a pagarem os seus impostos e a darem honra e respeito às autoridades. Isto inclui prestar às autoridades o que lhes é devido, sejam impostos, receitas, respeito ou honra. Paulo enfatiza que estas obrigações se alinham com uma consciência limpa e cumprem a vontade de Deus (Romanos 13:5-7).

A passagem enfatiza o governo propriamente dito e os seus administradores quando funcionam devidamente.

    Infelizmente, o que temos hoje, são "cristãos" que não conhecem nem o contexto imediato, nem o contexto amplo do que dizem as Escrituras, que continuam a usar Romanos 13 para condenar aos outros cristãos que questionam o que o governo está fazendo. Aparentemente, fazer isso de uma maneira consistente, seria na opinião de “alguns cristãos”, como que mostrar "desrespeito ao governo ordenado por Deus". Não poderíam estar mais equivocados em sua interpretação, isto é falacioso — e perigoso. Governos corruptos e tortuosos exploram essa passividade sem sentido para levar adiante políticas claramente contrárias à Bíblia, e usam isso para silenciar e deixar os "fiéis ingênuos" alinhados com objetivos escondidos. Independente se percebem isso ou não, os “cristãos” que usam essa  má interpretação (distorcida) de Romanos 13 estão (ainda que não percebam), servindo ao Maligno.

    Ocorre, como digo em minhas aulas de hermenêutica, que muitos cristãos, não conhecem as Escrituras e não estudam seu contexto e costumes.

    Uma regra muito importante na interpretação das Escrituras que vivo repetindo é que: UMA PASSAGEM DAS ESCRITURAS NÃO PODE SIGNIFICAR HOJE, O QUE NÃO SIGNIFICOU NA ÉPOCA. Por isso precisamos transpor os abismos de interpretação (já mencionados em outras aulas) e usarmos as regras de hermenêutica e exegese bíblias, como pontes para transpormos os tais abismos de interpretação.

    O primeiro passo então, será descobrir o “lá e então” (o significado para a época), para depois determinarmos o “aqui e agora” (aplicação).

1) Quando Paulo escreveu Romanos 13, não havia democracia no Império Romano. As pessoas tinham de aceitar aquele que estivesse no poder. Os judeus tornaram a vida incrivelmente difícil para si mesmos ao reclamar e falar constantemente contra as autoridades. Paulo mandou corretamente que os cristãos romanos aceitassem a situação política prevalecente e, tanto quanto as circunstâncias permitissem, viver em paz com todos. Somente assim eles iriam brilhar como faróis de luz em um mundo tenebroso.

2) Os cidadãos romanos não escolhiam seus líderes, mas nós escolhemos — pelo menos em países que têm uma democracia funcional. Em uma forma democrática de governo, todos os líderes são escolhidos pelo povo, para um mandato de duração fixa somente. Espera-se que enquanto estiverem no cargo, esses líderes implementem as políticas que defenderam durante a campanha eleitoral. Portanto, as pessoas têm o direito de comentar a respeito do desempenho deles no cargo, fazer perguntas e até exigir que um ocupante de cargo público renuncie, se vier a trair flagrantemente a confiança que foi colocada nele pelo eleitorado.

    Muitos “cristãos que não conhecem suas bíblias”, preferem ignorar os fatos e a responsabilidade que cada um deve ter de estudar as Escrituras: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” 2ª Timóteo 2:15, imaginam que vivemos em um sistema totalitário de governo como aquele do passado, sou seja, erram ao não conxtetualizarem o tempo e o modo

Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo certo de agir. Eclesiastes 8: 5 (NAA)

Abra a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os desamparados. Abra a boca, julgue retamente e faça justiça aos pobres e aos necessitados.Provérbios 31:8,9 (NAA)

    Fazendo isso, (interpretando equivocadamente Romanos 13) eles pedem que nos encurvemos submissivamente diante de líderes corruptos e façamos tudo o que eles mandarem, até mesmo quando seus decretos violam a Palavra de Deus.

Uma nação que deixa de proteger sua democracia a perderá.

    Um cristão verdadeiro precisa ser prudente e observar as ações do Maligno o tempo todo. Isto é especialmente verdadeiro neste tempo presente, em que o Maligno está excepcionalmente ativo em várias frentes, mentindo em uma escala nunca vista antes e atacando os fracos e vulneráveis.

“para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não ignoramos quais são as intenções dele. 2ª Coríntios 2:11 (NAA)

Eles têm os olhos cheios de adultério e são insaciáveis no pecado. Enganam almas inconstantes e têm o coração exercitado na avareza, essa gente maldita. Tendo abandonado o reto caminho, desviaram-se e seguiram pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o pagamento pela injustiça. Mas ele foi repreendido pela sua transgressão: um animal de carga mudo, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta. Esses tais são fontes sem água, névoas levadas pela tempestade, para os quais está reservada a mais profunda escuridão. Porque, falando com arrogância palavras sem conteúdo, enganam com desejos libertinos de natureza carnal aqueles que de fato estavam se afastando dos que vivem no erro. Prometem-lhes a liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor. 2ª Pedro 2:14-19 (NAA)

    É como eu sempre digo, diante de uma pergunta quando me é dirigida: O que dizem As Escrituras?

pelo contrário, santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm. 1ª Pedro 3:15 (NAA)

P.S. pretendo gravar essa aula em vídeo e postar no canal Rodrigo Oliveira Oficial no youtube também.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Conheça Juiz de Fora Comigo!


 Teatro Central Foto Rodrigo Oliveira.

Por Rodrigo Oliveira

    Com quase 600 mil habitantes, conhecidos como "juiz-foranos", Juiz de Fora é a quarta maior cidade do estado de Minas Gerais, estando atrás de Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia. 

    Para alguns, é "uma cidade muito mais fluminense do que mineira", estamos a cerca de duas foras da Capital Rio de Janeiro, metade do tempo para Belo Horizonte.

    No início do século XX era a mais importante cidade do estado e conservou-se como a segunda maior cidade até 1990.

Carrega o título de centro industrial, comercial e de serviços da Zona da Mata Mineira!

    Tornou-se ainda, um importante centro educacional e portanto destino de estudantes de dentro e fora da cidade que vem fazer faculdade.

    O Centro da Cidade é conhecido como “um grande shopping a céu aberto”, por causa de suas galerias interligando-o e seus calçadões, e também porque pode ser facilmente percorrido a pé.

    A parte principal do Centro é demarcada pelas avenidas Barão do Rio Branco, (alguns dizem que é a amior avenida em linha reda da amérida do Sul), Presidente Itamar Franco (antiga Av. Independência) e Getúlio Vargas. 

    As ruas transversais são divididas em "parte baixa" (entre a Avenida Getúlio Vargas e Avenida Francisco Bernardino) e "parte alta" (a partir da Avenida Getúlio Vargas em direção à Avenida Rio Branco). 

    Algumas importantes ruas comerciais, como Marechal Deodoro (esta com trecho exclusivo para pedestres sem calçadão), Halfeld, São João e Mister Moore (estas três trasnformadas em "calçadão" na maior parte), compõe este "grande centro comercial".

    Aqui em Juiz de Fora, despontou a primeira Hidrelétrica de grande porte da América do Sul, a Usina de Marmelos, tornando a cidade conhecida como “Farol de Minas”.

Juiz de Fora nasce de uma estrada batizada “Caminho Novo”!

    Por volta do ano de 1703, foi construída uma estrada chamada Caminho Novo. Esta ligava a região das minas ao Rio de Janeiro, facilitando o transporte do ouro extraído.

    O Caminho Novo passava pela Zona da Mata Mineira e, desta forma, permitiu maior circulação de pessoas pela região, que, anteriormente, era formada de mata fechada, habitada por alguns índios.

    Em 1853, a localidade é elevada à categoria de cidade e, em 1865, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora.

    O Juiz de Fora era um magistrado, do tempo colonial, nomeado pela Coroa Portuguesa, para atuar onde não havia Juiz de Direito. Este título “Juiz de Fora”, seria de origem portuguesa e remonta à época do rei D. Fernando. O magistrado era nomeado pela Coroa portuguesa para atuar onde não havia Juiz de Direito, e a designação "de fora" viria do latim "fórum".

    Ainda na década de 1850, iniciou-se a construção da Estrada União e Indústria, por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage. Esta estrada foi construída com objetivos de encurtar a viagem entre a Corte e a Província de Minas. (Neste momento, Juiz de Fora recebeu a primeira leva de imigrantes alemães).

"Nem tanto colonial, mas sim, um tanto quanto européia..." 

    Juiz de Fora, no século XIX, em estreita vinculação com o dinamismo do Rio de Janeiro, não participou da cultura colonial mineira. Seu desenvolvimento industrial, pautado pela modernização capitalista, trouxe para a cidade, além de apitos das fábricas e da luz elétrica, o desejo de civilizar-se nos moldes dos centros europeus. Seus teatros, cinemas e intensa atividade literária refletiam a vontade de criar uma nova imagem para a cidade.

    O Aeroporto da Zona da Mata denominado: Aeroporto Presidente Itamar Franco, mais conhecido como "Aerporto Regional", é a principal opção de transporte aéreo para atendimento a Juiz de Fora e toda a região. O empreendimento conta com infraestrutura moderna, amplo saguão para passageiros e usuários, capacidade para 600 mil passageiros/ano, além da segunda maior pista de Minas Gerais, com 2.525 metros.

    Já o Aeroporto dentro da cidade de Juiz de Fora, é o Francisco Álvares de Assis, mais conhecido como "Aeroporto da Serrinha",  é também a base de operações do Aeroclube de Juiz de Fora.

O hino da cidade diz:

“Viva a Princesa de Minas,

Viva a bela Juiz de Fora,

Que caminha na vanguarda

Do progresso estrada a fora!

Os seu filho operosos

Asseguram-lhe o porvir,

Para vê-la grandiosa

Nunca têm mãos a medir...

Das cidades brasileiras

Sendo a mais industrial,

Na cultura e no trabalho

Não receia outra rival.”


Eu sou o Rodrigo Oliveira, Pastor e Pedagogo em Juiz de Fora MG.

P.S. No próximo artigo vou abordar: “Os Imigrantes de Juiz de Fora”.


Fontes pesquisadas:

https://pjf.mg.gov.br/cidade/historia.php#:~:text=Em%201853%2C%20a%20Vila%20de,cidade%20do%20Juiz%20de%20Fora.

https://pt.wikivoyage.org/wiki/Juiz_de_Fora

http://mauricioresgatandoopassado.blogspot.com/p/historia-de-juiz-de-fora.html

https://www.pjf.mg.gov.br/institucional/cidade/hino.php

http://www.zonadamata-aero.com.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_de_Juiz_de_Fora

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Sansão e a Juventude Cristã


 

Pr Rodrigo Oliveira

“E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus,

Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher.

Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.” Juízes 14:1-3

Ele não queria a irmãzinha da igreja, ele queria a “batgirl do mundo" (ou melhor: bad girl e bad boy).

Sansão parece aquele jovem na igreja, aquela jovem, que os pais falam para não entrar em julgo desigual, não fazer o que desagrada a Deus, mas entra em um ouvido e sai pelo outro.

Alguém se identifica?!

Agora, o que ele não percebia é que mesmo querendo escapar da vida na igreja, ele ainda sim cumpriria os propósitos de Deus, pois o texto diz que aquilo estava ocorrendo para se cumprir o propósito de Deus para libertação do povo. Não adianta fugir dos planos e propósitos de Deus!

Isso me faz pensar numa frase marcante: “as vezes um homem encontra seu destino, no caminho em que tomou para evita-lo.”

“Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.” Juízes 14:4

E além disso, quem é cristão está acostumado com a ideia de que as vezes nossos planos não estão em conformidade com o plano de Deus.

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” Provérbios 14:12

“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Isaías 55:9

Vamos aproveitar essa história de Sansão e lembrar também de Jonas, para refletir no grande risco em se relacionar ou se aliançar com aquele a quem Deus está tratando:

“Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.

Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.” Jonas 1:3,4

No fim das contas, tanto Sansão quanto Jonas cumpriram o papel original para o qual foram chamados, mas poderiam ter feito isso sem causar tanto sofrimento a si e aos outros.

A palavra de Deus sempre se cumprirá na sua vida em nome de Jesus.

“E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida.” Juízes 16:30

“E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, dizendo: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida.

E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior até ao menor.” Jonas 3:4,5

“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” Isaías 55:11

Pr Rodrigo Oliveira é de Juiz de Fora Minas Gerais.

Autor do Livro Escatologia Esperança para o nosso Tempo; Teólogo; Pedagogo e Professor de Escatologia Bíblica há mais de 15 anos.


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O Arrebatamento e A Segunda Vinda! Pastor Rodrigo Oliveira


A palavra Arrebatamento aparece em 1ª Tessalonicenses 4:17

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” 1ª Tessalonicenses 4:17
  • Etimologia: grego coiné, transliterado neolatino harpazo (septuaginta)
  • Latim clássico raptus (vulgata latina)
  • Latim mdeieval raptura
  • Francês antigo rapture
Todos com o significado de “captura”, “rapto” “sequestro”, "tomado à distância" ou "ARREBATAMENTO".

Que haverá uma remoção instantânea da igreja do mundo é algo que está fora de disputa, porque 1ª Tessalonicenses 4:13-18 e 1 Coríntios 15:51-53 declaram isso. A principal diferença de opinião gira em torno de quando ocorrerá essa remoção, pois muitos insistem que será simultânea à Segunda Vinda de Cristo no fim do Período da Tribulação, e não no início. 

Primeiro, precisamos compreender que o principal propósito do Período da Tribulação ("O Dia do Senhor") é tratar a nação de Israel — não a igreja de Jesus Cristo — que é sua amada noiva. 

Parte (senão a maioria) da confusão que cerca esse assunto é causada pela compreensão incorreta do termo "escolhido" como se referisse aos filhos de Deus.

A igreja é formada exclusivamente de indivíduos escolhidos, mas existem dois grupos distintos de escolhidos fora da igreja: O primeiro é formado pelos santos do Antigo Testamento e o segundo é o grupo daqueles que serão salvos durante o período da Tribulação. Porque quando alguém se converte a Cristo, ele passa a compor o grupo dos santos conforme veremos aqui.

Quando vemos o termo "escolhidos" usado em Mateus 24, juntamente com algumas referências nos evangelhos de Marcos e Lucas — precisamos entender que esses não são os santos da Época da Igreja — por razões que são explicadas neste artigo e na minha série de vídeos no canal a Hora da escatologia. (assista aos vídeos que vão no final desse artigo).

A maioria das profecias sobre o Período da Tribulação encontra-se no Antigo Testamento e, portanto, é claramente destinada a Israel. Adicionalmente, não faz absolutamente nenhum sentido o Senhor fazer Sua noiva passar pelos horrores inimagináveis da Tribulação. 

Além disso, aqueles que insistem que o período da Tribulação servirá para remover "as máculas e as rugas" [Efésios 5:27] da igreja antes que ela possa se apresentar diante de Cristo, negligenciam um fato básico: Essa crença forma a base para o Purgatório.

A Ira que Cristo levou sobre si na Cruz livra os cristãos da Tribulação - Grande Tribulação! 

As imperfeições humanas e toda mancha do pecado precisa ser removida de nós como um pré-requisito para que possamos comparecer na presença de Deus — e isso será realizado instantaneamente no arrebatamento [1ª Coríntios 15:50-58].

“À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” 1ª Coríntios 1:2,3 compare com (Atos 9:13). (Atos 9:32 (Atos 26:10).

Nos termos das Escrituras, os “santos” são o corpo de Cristo, os cristãos, a Igreja. Todos os cristãos são considerados santos... e ao mesmo tempo são chamados para serem santos. 1ª Coríntios 1:2,3 citado anteriormente, diz claramente. As palavras “santificados” e “santos” têm a mesma origem grega. Os cristãos são santos pela virtude da sua conexão com Jesus Cristo. (Atos 9:13). (Atos 9:32 (Atos 26:10).

Os paralelos entre o costume hebraico do casamento e o arrebatamento da igreja são inegáveis! A noiva (a igreja) deve esperar a vinda do noivo (Jesus Cristo) na casa de seu pai (este mundo, controlado por Satanás). Quando o noivo volta após um período de separação de dois anos (aproximadamente 2.000 anos até aqui), a noiva é levada para a casa do pai do noivo (a casa do Pai Celestial) onde ocorre a cerimônia de casamento. A lua-de-mel na nova casa (as "moradas" de João 14:2) dura sete dias (corresponde aos sete anos do Período da Tribulação aqui na Terra).

Margareth Macdonald inventou  Arrebatamento?

Até hoje, muitos ainda ridicularizam o conceito do que caracterizam como "um arrebatamento secreto" porque insistem que uma pessoa supostamente chamada Margaret McDonald concebeu a idéia em 1830 — e a idéia foi adotada posteriormente pela denominação Irmãos Plymouth, e popularizada por meio dos esforços de C. I. Scofield, e sua famosa Bíblia de Referência. Para responder a essas objeções, tudo o que podemos dizer é: "O que dizem as Escrituras?"

Sproul conta no livro O Conhecimento das Escrituras, que quando Karl Barth, foi visitar a Holanda, havia um debate sobre personificação, se a serpente falou ou não.. Quando perguntaram a ele se a serpente falou ou não, a resposta ele foi: “O que ela disse?”

Então resguardada a devida proporção, faço a mesma coisa, quando me perguntaram se Margareth Macdonald inventou o Arrebatamento pré: “O que dizem as escrituras?”

Mistério: O que a palavra "mistério" (grego musterion) significa quando é usada no Novo Testamento? Ela se refere a uma Escritura anteriormente não-revelada! Em outras palavras, Paulo está nos dizendo algo aqui, aproximadamente nos anos 59-60, que nunca antes tinha sido revelado por Deus: o assunto do arrebatamento. Esse fato apenas exige que nenhuma das palavras de Cristo em Mateus 24 possa estar se referindo ao arrebatamento!

“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;” 1ª Coríntios 15:51

“O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;
Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;” Colossenses 1:26,27

“Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo,

Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” Colossenses 2:2,3

“E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;

Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” 2ª Pedro 3:15,16

Então, encontramos outro forte argumento para um arrebatamento anterior à Tribulação em 1ª Tessalonicenses 5:9, em que lemos: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo."

Esse verso, considerado no contexto, está obviamente conectado com o ensino de Paulo a respeito do arrebatamento — pois esse é o assunto do capítulo 4 e verso 13 até o capítulo 5 verso 11. Uma das principais razões que motivou Paulo a escrever essa primeira carta era que a igreja de Tessalônica estava entristecida pelo destino dos seus amados. Aquelas pessoas também tinham crido e aparentemente tinham morrido sem terem sido tomadas nos céus por Cristo (como Paulo tinha ensinado anteriormente, isso aconteceria algum dia). No entanto, como Paulo só esteve com eles por aproximadamente um mês, o conhecimento que eles tinham do assunto era incompleto. Portanto, para corrigi-los nesse mal-entendido, Paulo diz que seus familiares mortos "em Cristo" na verdade (somente por um momento) precederiam aqueles que estarão vivos no instante do arrebatamento.

Outro ponto interessante é que a igreja é mencionada freqüentemente até Apocalipse 3, mas então no verso 1 do capítulo 4, João recebe uma súbita ordem "Sobe aqui" (simbólica do arrebatamento?) e a igreja não é mencionada novamente até muito mais tarde, onde a encontramos como a "esposa do Cordeiro".

“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” Apocalipse 19:7

Em seguida, no verso 4 do capítulo 4, encontramos os vinte e quatro anciãos (presbuteros no texto grego) assentados em volta do trono celestial e vestidos de branco e com coroas de ouro. Estar vestido de branco significa que a pessoa é uma vencedora [Apocalipse 3:4-5] e as coroas são consistentemente retratadas no Novo Testamento como representativas de recompensa. O fato de os anciãos estarem assim vestidos indica que o julgamento ante o Tribunal de Cristo [2 Coríntios 5:10] já ocorreu e os galardões já foram distribuídos!

A última trombeta:

Por que ela é chamada de “última trombeta”?

Porque então o período da graça chegará ao fim. A dispensação da anunciação do Evangelho da graça começou com uma “trombeta” e terminará com uma trombeta. Por que ela começou com uma “trombeta”? Porque podemos dizer que a pregação do Evangelho “repercutiu”, “ressoou” ou foi “trombeteada”.

“Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma;” 1ª Tessalonicenses 1:8

“Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles,E as suas palavras até aos confins do mundo.” Romanos 10:18

A trombeta de Deus para o arrebatamento, não equivale às sete trombetas do Apocalipse (capítulos 8-11).

A trombeta do Arrebatamento é Trombeta de Deus a do Apocalipse são de Anjos.

• A trombeta de Deus para o Arrebatamento anuncia a conclusão da era da graça. Trata-se da trombeta da salvação.
• As trombetas tocadas pelos anjos em Apocalipse, entretanto, são todas trombetas de juízo sobre o mundo das nações que rejeitou a Cristo. 

Em que será que pensaram os tessalonicenses, que em grande parte eram judeus, quando Paulo escreveu sobre a trombeta? 

O Apocalipse ainda não existia, portanto eles ainda não sabiam nada sobre as sete trombetas de juízo ali descritas. Por isso, certamente, a correlação possível, era pensarem na trombeta da salvação de Números 10.2-10. Nesse trecho do Antigo Testamento são mencionadas duas trombetas que eram tocadas em certas ocasiões.

A ordem de Deus dizia: “Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás; servir-te-ão para convocares a congregação e para a partida dos arraiais” (Nm 10.2). Por um lado, portanto, estas trombetas de prata eram tocadas para convocar, chamar, juntar e reunir, e por outro lado para levantar acampamento e partir. Isso não tem sentido profético?
É interessante verificar que essas trombetas deviam ser confeccionadas de prata. Que prata era usada para essa finalidade? O siclo de prata do resgate [salvação] (Êx 30.12-13).

“Quando fizeres a contagem dos filhos de Israel, conforme a sua soma, cada um deles dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando os contares; para que não haja entre eles praga alguma, quando os contares.

Todo aquele que passar pelo arrolamento dará isto: a metade de um siclo, segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte geras); a metade de um siclo é a oferta ao Senhor.” Êxodo 30:12,13

O primeiro personagem bíblico que é mencionado fazendo uma compra e pagar por ela foi Abraão, no dia em que sua esposa Sara faleceu. De acordo com Gênesis 23:14-16, Abraão comprou uma parcela de terra para enterrá-la e pagou pela terra à Efrom, o heteu, 400 siclos de prata. Gênesis 23:14-16.

O siclo (em hebraico "shékel", do verbo shakál = pesar, pagar) era uma unidade de peso, e equivalia a cerca de 12 gramas. Então, pela terra, Abraão pagou 4 quilos e 800 gramas de prata.

“Se for a tua avaliação de um homem, da idade de vinte anos até a idade de sessenta, será a tua avaliação de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário.” Levítico 27:3
  • No Arrebatamento A Igreja vai para as nuvens encontrar Jesus Cristo.
  • Na Volta de Cristo ao final da Tribulação, Ele pisa o Monte das Oliveiras.
Isso está demonstrado na imagem no início deste artigo.
Leia também:

http://rodrigoartigos.blogspot.com/2017/12/a-volta-de-cristo-em-duas-etapas.html


Assista ao meu vídeo O Arrebatamento antes ou depois da Tribulação:


O que quer dizer, que um será tomado e o outro deixado? assista: